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O roubo das garças

- Rodolfo, desce. A voz era do meu pai, ordenando que meu irmão saísse do carro. Ele foi, sem saber direito como aquilo acabaria. Ficou diante de uma árvore frondosa, semelhante a que tínhamos no jardim de casa, só que no meio da estrada. Sobre os galhos da árvore, muitas garças. A cena era linda, fim de tarde, horizonte alaranjado numa estrada do interior do Sul do Brasil, quase deserta. Os últimos raios de sol atravessavam os galhos da árvore e pousavam nas garças bailarinas. Elas arrevoavam e se acomodavam em movimentos sutis e coordenados. E eram muitas, dezenas, centenas, talvez milhares. Meu irmão, sendo um só, era sobretudo um adolescente obediente. Dava uns passos e, receoso, voltava sempre o olhar ao meu pai que, dentro do carro, fazia “vai” com a mão. A missão era clara. Pegar o máximo de garças possíveis e colocar dentro no porta-malas. Respirou fundo e atolou-se até os joelhos de lama e bosta, maldizendo tudo e qualquer outra coisa responsável por deixar aquela árvore às v…

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