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Você já elogiou outra mulher hoje?

Pesquisa feita em diversos países mostrou que só 4% das mulheres entrevistadas se consideravam bonitas. Como você pode ajudar outra mulher a se sentir melhor – não apenas com sua aparência, mas com suas outras qualidades? Torne-se parte da solução e não do problema! Olhe para o lado. Provavelmente você cruza com mulherões da porra todos os dias. Mas raramente você fala isso a elas. Infelizmente, vivemos numa cultura que incita a rivalidade feminina. “Ah, mas não sou rival de ninguém”. Sim, mas bem sabemos que desde cedo somos estimuladas, ainda que inconscientemente, a julgar e a competir umas com as outras.  Bad vibes Somado a isso, a autocrítica feminina é bem ferrenha. A gente se enxerga bem pior que os outros nos veem. Exemplos temos aos montes (como essa ótima campanha do Retrato Falado, da Dove). A sororidade é um movimento que vai contra isso, porque fortalece a união das mulheres, resgatando o respeito e a empatia. E é um exercício, portanto exige treino constante. Se a gente …
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Carta para minha irmã

Uma carta não apenas sobre minha irmã, mas sobre a relação com uma parte de mim. Minha irmã, Quando eu soube que você viria, eu jamais imaginaria o quão fantástico seria ter você na minha vida. Já tinha nosso irmão mais velho, mas não sabia os sentimentos profundos que nascem junto com uma irmã. No dia que você nasceu, tudo já tinha sua presença e eu aguardava com a ansiedade natural a espera de uma nova vida, de uma nova parte da nossa família. Embora muita gente quisesse, mesmo sem consciência disso, estimular uma rivalidade entre nós, insinuando que eu seria deixada de lado ou perderia uma suposta exclusividade, do alto dos meus oito anos eu sabia que dali para frente seria impossível não ser sua aliada. Seria impensável não ser sua parceira, não estar do seu lado, não optar pela irmandade. Sempre. E sempre. Acho que nunca brigamos de verdade, ou pelo menos as brigas devem ter sido tão pequenas que se dissiparam nos meus fluidos de memória. Lembro-me de me irritar com seu jeito, com…

Os peixes no aquário

Olhei para os peixes, nadando placidamente no aquário. Ocupando o espaço especialmente construído para este fim. Nadando placidamente. Objeto de decoração. Preenchendo o aquário, recortado, montado, criado, especialmente para este fim. Escolhidos a dedo, os peixes, bonitos, de preferência bem vistosos, coloridos, decorados. É preciso ainda que nadem. E brinquem, vez em quando outra, com as plantas subaquáticas, recortadas, montadas, criadas especialmente para este fim. O aquário é objeto de decoração, parque de diversões, paraíso artificial dos peixes especialmente reunidos, não por afinidades, não por laços consanguíneos. Os peixes no aquário selecionados, especialmente recortados, montados e criados para serem coloridos, vistosos, decorados. Plácidos. Não há predadores no recorte. Moleza. O caminho é fácil, plácido, colorido e selecionado. Basta nadar. Não há nem que seguir a corrente, pois o balanço do recorte subaquático é especialmente criado e artificialmente criado para este f…

Empurre sua vaquinha do precipício. Agora.

Calma. O conselho não é literal, só metafórico. Foi uma amiga que me lembrou dessa história antiga, um conto budista sobre um sábio mestre, seu jovem aprendiz, uma família muito pobre e, claro, a vaquinha. Desde que ouvi essa anedota, tenho acompanhado muitas “vaquinhas” jogadas precipício afora e todas elas me fizeram pensar o quanto esse conselho é válido.
Um mestre, muito sábio, peregrinava junto com seu jovem discípulo. Avistaram uma casa muito pobre, caindo aos pedaços e decidiram pedir abrigo por uns dias. A família pobre, mas muito generosa, acolheu os dois. Na manhã seguinte, o mestre perguntou à família como faziam para sobreviver, uma vez que não havia comércio na região e no quintal não havia plantação. O pai da família respondeu que graças a Deus tinham uma vaquinha, que produzia leite do qual tiravam todo o sustento. O leite, ou derivados, era trocado e vendido para comerciantes de outras cidades. O mestre agradeceu a estada e, depois de uns dias, decidiu que iriam embor…

Nós temos 30 anos. Ainda. E não já.

Uma amiga se queixou de estar levando algumas coisas muito a ferro e fogo. Eu disse para ela não se culpar, porque ainda temos muito a amadurecer. Temos tanto a percorrer em relação à maturidade, equilíbrio, leveza. “Poxa, temos só 30 anos”, falei. E ela devolveu. “É né? 30 anos ainda. E não: JÁ?”.
Fiquei pensando que, antigamente, 30 anos era muita coisa. E a gente, mesmo tendo outra maneira de viver, segue baseado em outro modelo mental. Muitos dos nossos parâmetros estão ancorados em outras gerações. A gente se cobra aos 30 anos de ser super bem sucedido, ter comprado uma casa, tido dois filhos, um cachorro, um gato e ainda uma poupança rechonchudinha, assim como talvez nossos pais tinham. Ou quiseram. Até aí ok, nada de novo debaixo do sol. Os tempos mudaram, não podemos galgar padrões antigos.
A maturidade também entra aí, nessa discrepância de parâmetros. Será que não estamos nos cobrando demais aos 30, nós, que tivemos outras experiências, outras trajetórias? Nós, que vivemos e…

Vamos falar sobre sororidade?

Agora sou colunista do Site Da Pimenta e estreei nesta semana com um texto sobre sororidade :)
A primeira vez que ouvi falar algo parecido com isso foi quando eu era criança, porque na pequena cidade interiorana onde eu morava havia uma escola cujo nome era Sóror Angélica. Sóror era uma palavra estranha, não parecia nome de mulher, apesar de estar acompanhado pelo nome de uma. Soube depois que Sóror significava irmã, de congregação religiosa, e só anos mais tarde a palavra sororidade e sua ideia de irmandade mudariam minha vida para sempre.
União, respeito e solidariedade entre mulheres. Pode parecer simples entender o significado de sororidade e achar fácil praticá-la. Se somos mulheres e sabemos bem quais são os sapatos que diariamente nos apertam, nada mais justo do que apoiarmos umas às outras. Só que agir com sororidade com outras manas é difícil nas pequenas nuances cotidianas.

No dia a dia, na prática, qual é a dessa tal de sororidade? Vejamos.

A rivalidade feminina é construída

Estou bem cansada

E não é pelos afazeres ou pela rotina. Estou cansada mesmo de ver mulherões sofrerem por amores meio bosta. Sei que em um relacionamento existe um equilíbrio, que às vezes um ensina tanto o outro que bobeira é pensar que se começa numa disputa. Mas eu tô mesmo cansada e triste em ver um monte de mulheres que eu admiro pra caramba se doando bem mais que recebendo. E quando a recíproca não é verdadeira, meus amigos, eu tô falando é de um monte de homens babacas. Não é colocá-las em posição de vítima, nunquinha. Até porque, como mulherões, sabe-se que mais que tudo elas são bem inteligentes. Elas batalham, elas se desdobram nas jornadas e, óbvio, triunfam.





Não estou falando de mulheres enganadas, coitadinhas. Estou falando de mulheres que conquistam tudo que querem e ainda estão em falta nos relacionamentos por se envolverem com caras que estão em Dans bem – eu disse bem – menores. O que é meu cansaço então? É de saber que a gente está sempre numa posição de querer saber mais, de querer…