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Sin ternura

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"Conhecer-se é errar" (Fernando Pessoa)

Mais condizente com a situação atual, impossível. Sabe aquilo de ser testada, até o último fio de paciência? Cada dia como uma prova de resistência. Mas resistência a quê? Acho que a mim mesma. Putz, filosófico demais isso. Resistir a mim mesma significa ter ataques de descontrole nas horas erradas, para morrer de arrependimento depois... Significa resistir ao meu espírito covarde, e, pior de tudo, perder... A paciência é uma dádiva, dizem. Uma dádiva que só me faz ser covarde. E perder as horas certas, os minutos e segundos certos. E perder oportunidades. E continuar levando a vidinha mediocremente. O passo seguinte é ignorar, fechar os olhos. Ignorar é realmente ser ignorante, no real sentido da palavra... E fechar os olhos... Será que se toda a humanidade fosse cega, a mediocridade ainda existiria? Fechando os olhos, a da minha vida continua ali. Acho que Pessoa, tem mesmo razão. Conhecer-se é errar. Como ele mesmo aconselha depois, no seu Livro do Desassossego o caminho é mesmo desconhecer-se conscientemente. O negócio é ser irônico com a vida. Levá-la ao pé de uma valsa bem ritmada, com passos certos, sem improviso, sem testar limite algum. E acabar na mesma vidinha besta de sempre. Não, não é possível que todos os caminhos sejam convergidos para a mesma mediocridade. Acho que a solução seria não seguir fórmulas. Abaixo à regra, à formalidade, ao racionalismo, à ponderância. Recorrer ao impulso, à imprudência, para ver se não deixo escapar o momento certo. Sem partir para a ignorância. Mas usando da ironia, se preciso. Não sei se minha vida continuará medíocre. Mas sem emoção, com certeza ela não será.

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Ganhar ou perder? Amar...

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"A hora mais escura é a que vem antes de o sol nascer" (Provérbio espanhol)

Reclamaram que meus textos eram tristes. Reconheço que é bem mais fácil ser dramática do que ser engraçada, apesar de ser melhor ser alegre que ser triste... É muito simples derramar linhas chorosas sobre qualquer assunto. Chorar pela situação amorosa, pelo tempo ou pela crise nacional. Difícil é quando os motivos realmente te assolam e você nem encontra forças para chorar, quanto mais para escrever. Traumatizante ver na sua frente a prova de algo do que nunca deveria acontecer. Mas aconteceu fazer o que?! E se o que já não tem remédio deve ser remediado, então que se comece logo de uma vez... E o que depende da nossa vontade deve esperar para ser feito, então vamos relaxar... E curtir horas de estrada... Conhecer gente nova e lugares novos... Fugir do tédio e não ter planos ao longo de um dia... E ver pessoas concretizando planos e recomeçando a vida... Perceber a felicidade nos olhos delas... E assitir aos códigos... Brincar de códigos... Olhar para o lado e ver a pessoa mais importante da sua vida sentada ali, disposta a desvendar tudo com você, com olhos fascinantes... Somente para se chegar a conclusão de que a vida é feita de charadas... E decifrar cada uma delas é masi fácil se a gente percebe a incoerência de que para ser feliz sempre se perde um pouquinho... Mas o que se ganha vale muito mais a pena...

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Máscaras, apenas máscaras...

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"O inferno são os outros" (Jean-Paul Sartre)

Sempre gostei dessa frase, embora nunca tenha entendido o que Sartre quis dizer com ela. Talvez goste pela sua subjetividade, deixando a cada um que a interprete, afinal todos temos nossos infernos particulares. Também se pode entender diferentemente o que são os "outros". Talvez sejam os outros que existem em cada um de nós... Aqueles que se escondem sob as infinitas máscaras que usamos todos os dias e que, quando caem, nos levam ao inferno. Nesses últimos dias fui ao céu e ao inferno várias vezes. As máscaras insistiram em não ficar obscuras umas sob as outras e mostraram sua face, naqueles momentos em que você não consegue enfiar todo seu descontrole dentro de um saco. Fui ao inferno pela primeira vez. E o que apareceu foi a máscara de feição chorosa, como uma dos símbolos do teatro. Mas não se viu teatro algum. Somente a crua e nua cara ensopada de uma menina que chora ouvindo Beatriz... Também procurei desesperadamente uma máscara que pudesse esconder a vergonha e a certeza de ter fracassado mais uma vez. Mesmo assim, nenhuma delas apareceu. Não, talvez tenha surgido uma, a máscara que aparece quando engolimos em seco. Fui ao inferno pela segunda vez... Mas também se pôde ir ao céu. Ao céu das palavras ditas, escritas e acariciadas. Ao céu das fantasias concretizadas, dos medos aplacados e das esperanças, sempre esperanças... E é aí também que exitem máscaras. As que mascaram que, à custa de um céu, os infernos terão que aparecer, um a um, a qualquer hora. Mas a máscara que uso agora sabe que, infelizmente, só se vive um céu de cada vez.




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As linhas tortas deveras certas...

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"Se nos fosse dado o poder mágico de ler na mente uns dos outros, o primeiro efeito seria sem dúvida o fim de todas as amizades".
Segundo as poderosas fontes do Google, o autor da frase é Bertrand Russel. Quem é ele é, o que fez, ou se foi mesmo ele quem disse isso, eu não sei. Achei interessante começar essa tentativa de blog com essa citação, porque entendo esse espaço como uma maneira de transparecer nossos pensamentos sobre todas as coisas. Minha intenção primeira não é ser observada, talvez nem ser lida. Aprendi que ser vista demais pode acarretar problemas... Sabe-se lá por que eu fiz esse blog então.. Pode ser pela vontade irrepremível de dizer certas coisas, que por não ter espaço não foram ditas ou escritas... Pode ser também pela minúscula chance de algúém ler oq escrevo, perceber que tem a mesma visão e aí então posso dizer que tive um objetivo louvável alcançado... Ou talvez eu escrevo nessas linhas tortas tão milimetricamente certas para descobrir que quando eu acho que de nada valeu, algo sempre nos mostra que algo, por mais ínfimo q seja, valeu a pena... Seria pessimismo demais sempre pensar o contrário...
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