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Mostrando postagens de Outubro, 2006

O poeta da cômoda alta

"Sinto-me nascido a cada momento para eterna novidade do mundo..." (Fernando Pessoa - Alberto Caeiro)
AS MÁSCARAS DE PESSOA Grande parte dos que já ouviram falar do poeta Fernando Pessoa conhece apenas versos como “Tudo vale a pena se a alma não é pequena”. Poucos sabem que Pessoa (do latim persona = máscara teatral) mascarou sua obra em vários heterônimos, diferentes do pseudônimo, nome fictício que o autor assina a sua obra. Os heterônimos de Pessoa são seres com personalidade própria, criados como uma válvula de escape para sua histeria, ou como ele mesmo afirmou, para sua tendência de simulação. Excentricidade? Seus heterônimos vão muito além disso. Na arca em que o autor deixou seus escritos (mais de 27.000, sendo que parte dos textos ainda é desconhecida), existem cerca de 72 personagens diversas, mas três merecem destaque: Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos. Cada um possui crenças, posições ideológicas, estilos de escrita e formas diferentes de encarar a vid…

Aureas Mediocritas

"El hoy fugaz es tenue y es eterno; otro Cielo no esperes, ni otro Infierno." (Jorge Luis Borges)Não ser feliz nuncaE viver sonhandoPara o passado sempre voltandoNuma alegria parca A vida em frente intactaOs amores procurandoOs anseios o ser levandoE resulta a teia opacaSe lhe sucede o pequeno desapegoTransforma-o assim no infinitoE esquece do quão o segundo é infímoEspera ao redor o aconchegoMas somente o caos e o gritoVem de encontro ao estado crítico