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10 coisas sobre mim que nem todo mundo sabe

Meu cabelo cresce rápido demais
É difícil deixá-lo no lugar, mas às vezes eu não o penteio. Deve ser um trauma de infância, quando minha mãe me fazia escová-lo 50 vezes de cada lado. Foi ela que me ensinou que quando o cabelo está embaraçado, você tem que pentear as pontas, depois ir subindo. “Senão o cabelo quebra, menina!”

Tenho três travesseiros
E eles têm hierarquias. Tem o the Best, o médio e o piorzinho. Para as fronhas também há hierarquias. Ou seja, o melhor travesseiro ganha a melhor fronha.

Reli um livro apenas uma vez
A ambição de querer ler todos os livros do mundo me faz desistir de reler um livro, mesmo que ele esteja na minha lista de 10 melhores. O único a receber minha segunda visita foi Cem anos de solidão, do Gabo.

Adoro listas
Para tudo. Lista de supermercado, lista de coisas que eu preciso levar em uma mala de viagem e até listas de coisas que eu não posso esquecer de falar em uma apresentação. E aí podem estar incluídos até a saudação inicial e meu nome. Adoro até listas de 10 coisas sobre mim que nem todo mundo sabe.

Quando eu era criança, tinha medo da lua
Principalmente da lua cheia. Eu achava que ela ia me engolir. Uma das lembranças mais remotas que eu tenho é estar sentada no sofá da sala, que tinha uma janela gigante sem cortinas, ao lado do meu pai, que ria muito ao me ver branca de medo diante da lua.

Eu quase excluí o blog uma vez
E teria me arrependido até a morte se tivesse feito. Não só pelo conteúdo perdido, mas por ter dado ouvidos a alguém que deu um sentido bem diferente a algo que escrevi e me cobrou por isso. Como dizia uma professora minha, quando o autor publica algo, aquilo passa a pertencer ao leitor e não mais a ele.

Eu procurava o Nick dos Backstreet Boys no Edward Mãos de Tesoura
Já explico. Eu e uma amiga de infância adorávamos os cinco garotos escolhidos a dedo para formar a boyband mais heterogênea e desconjuntada de todos os tempos. Um dia ela leu que o Nick, o loirinho estrelinha, fazia uma ponta no filme de Tim Burton. Resultado, era só aparecer a propaganda do filme na Sessão da Tarde que as duas corriam para assistir. Nunca encontramos, mas também nunca desistimos. O engraçado é que até hoje, quando passa a propaganda, lembro da minha amiga. E se não precisasse trabalhar e ainda morássemos perto, ainda iríamos procurar, certeza.

Eu odeio Paródias
E em época eleitoral elas se multiplicam de forma alastradora pelas ruas. Minha amiga publicitária diz que os candidatos, ao pensar que precisam de um jingle, automaticamnete acham que a paródia é a solução dos seus problemas, à la Organizações Tabajara. Meus dedos dos pés encolhem quando eu ouço uma voz feminina desafinada cantar que “ser vereador, não é brincadeiraaa”, parodiando Ivete Sangalo.

Quando eu era criança, achava que todas as pessoas do mundo moravam na Avenida Brasil
Egocêntrica nada. Só porque eu morava nessa rua, achava que todo mundo também morava. Afinal, era a Avenida Brasil!!

Eu sempre quis me fingir de louca
Sabe aqueles dias chuvosos, em que você está esperando a chuva passar em frente a algum lugar, aí um carro pára e demora até que alguém entre? Já pensei em sair correndo, entrar no carro feito uma alucinada e dizer: Estão me seguindo, por favor, saia daqui rápido! Ou sentar ao lado de uma pessoa desconhecida no cinema e dizer: Nossa, quanto tempo! Não acredito que você está aí, que coincidência! De preferência, o filme tem que já ter começado. Só para a pessoa não ter para onde correr. Queria ver se ela tem a cara de pau de fingir que me conhece.

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