As máquinas e o esquecimento

Tenho uma relação com as máquinas (e com coisas em geral) que passa pelo esquecimento e pela capacidade da distração. Digo capacidade não no sentido de habilidade, mas porque acredito que só eu sou capaz de umas façanhas provocadas pela falta de atenção.
2009 mal começou e duas máquinas pifaram. A de fotografar e a que me transporta para o mundo. Pior, as duas por erros meus.

A fotográfica foi na praia. Levei a bendita. Tirei muitas fotos e entre uma e outra grãozinhos minúsculos desgraçados de areia adentraram seu mecanismo. A partir daquele dia ela passou a ter vida própria. Ligava e não fechava, ou não ligava, ou se recusava a bater fotos. Ainda não a levei na assistência. Enrolada como sou, temo terminar o ano com ela encostada.

O computador recusou-se a me receber de braços abertos e luzinhas piscando na minha chegada, depois de um mês fora. Não liga mais. E poucas coisas me deixam mais irritadas que ficar sem computador. Só porque ele ficou um mês ligado na tomada, em uma cidade cujo céu frequentemente apresenta raios e trovões, vai me deixar na mão, p*%$#?

E que Maomé terá que ir lá em casa consertá-lo, porque a enrolação vai me impedir de levar para algum lugar para consertar o coitadinho. Isso se não chamuscou a placa mãe. Aí sim, é capaz de a assistência ser a sua nova casa, porque não terei dinheiro para resgatá-lo. Mas não será um problema maior do que o estrago de uma terceira máquina: a de lavar. Sem essa eu choro, juro. Sem o microondas acho que eu sobrevivo. Mas aí, se todas as porcarias do mundo moderno resolverem pifar, reclamarei de uma conspiração tecnológica.

Não comentei do meu celular, que está na assistência há cinco (sim, cinco) meses. E não é culpa deles não. O celular já deve estar pronto há séculos. Eu que ainda não fui pegá-lo (não me xinguem, foi uma promessa de ano-novo buscá-lo) por esquecimento, má-vontade ou coisas que nem Deus explica. Enquanto isso, vou me virando com o genérico versão tijolinho que me emprestaram. Esse eu estou economizando bateria, porque esqueci o carregador na casa de uma amiga em Florianópolis. Depois de passar de mão em mão, terei o carregador nas minhas só dia 2 ou 3 de fevereiro, vai saber.

Esquecer, aliás, é uma constante. Deixei o meu travesseiro (o the Best, ainda por cima) no ônibus. Eu sabia que, ao carregar três malas, o travesseiro, uma frasqueira, a bolsa e uma jaqueta, uma coisa iria ficar para trás. Se não, não seria eu.

5 comentários:

{ Tatiana Lazzarotto } at: 19 de janeiro de 2009 16:26 disse...

Estrangeira mesmo.

{ Tiozaum } at: 19 de janeiro de 2009 16:29 disse...

comentário de teste... depois vem o comentario pra valer :P

{ Tiozaum } at: 19 de janeiro de 2009 16:37 disse...

Deveria existir uma máquina pra não esqucer as coisas... mas essa deveria ser totalmente a prova de falhas :P

{ Alyne } at: 19 de janeiro de 2009 17:27 disse...

Acho que a falta de memória da humanidade tem aumentado exatamente pelo uso de tantas máquinas, eu não sei decor quase nenhum telefone mais.

E adorei a idéia do encontro de blogueiras, qdo for prai vamos marcar, com certeza!

{ Michele Matos } at: 21 de janeiro de 2009 12:52 disse...

Tati pelamordedeus! vai buscar seu celular!
Minha camera tbem morreu...

 

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