Dicionarizando




"O ser humano inventou a linguagem para satisfazer a sua profunda necessidade de se queixar". (Lily Tomlin)

Uma vez, que pode ser entre 1996 e 2000, não sei ao certo, uma professora de Português nos propôs um exercício diferente. Deveríamos dicionarizar uma palavra, ou seja, dar um significado literal para ela como se fosse um verbete de um "pai dos burros" (essa professora odiava que chamassem os "aurélios" assim).

Ela confiou que não copiaríamos nada do dicionário e eu, realmente, não o fiz. Tratei de dicionarizar a palavra tesoura: sf 1. Objeto que serve para cortar coisas, formado por duas partes cortantes, unidas por um mecanismo de abre e fecha, por onde se colocam os dedos indicador e médio. Ou algo parecido.

Lembrei disso hoje e tentei repetir mentalmente o exercício. Confesso que não foi fácil. Os poucos minutos que levei para concluir a tarefinha no Fundamental, arrancou-me momentos de aflição. Cadê o meu raciocínio lógico, que rendeu uma definição tão direta que mereceu até elogios da minha professora?

Admito que os verbetes imaginados não contribuíram muito:

Folha sf 1. Parte da árvore, geralmente verde, que no outono cai e enche de sujeira o quintal. 2. Pedaço de papel que serve para escrever, imprimir ou amassar e jogar no coleguinha de trabalho.

Curso sm 1. Serviço que uma empresa ou pessoa presta a pessoas que sabem menos que ela, cobrando uma certa quantidade de dinheiro e exigindo um tempo de dedicação de ambas as partes. Mais da parte que participa, diga-se de passagem. 2. Trajeto do rio. 3. Decorrer, como em "curso das horas".

Vazio sm 1. O nada. 2. O sem sentido. 3. Aquilo que sente quem sofre depressão. adj. 4. Oco, ausente de matéria. 5. Ф

Alguém se habilita?

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