Duas mulheres modernas


“Eu sou feita de
Sonhos interrompidos
detalhes despercebidos

amores mal resolvidos (....)


(Martha Medeiros)



Ansiosas, eram elas, por amar


Não acreditavam em príncipes


E casamento, nem pensar


Mas buscavam a felicidade


E, acima de tudo, amar.


Eram inteligentes, bom currículo e blá blá blá


O emprego ia bem e com vários amigos podiam contar


Tinham dinheiro, não muito, mas vá lá


Mesmo assim o amor estava latente a faltar


E na busca incessante, batiam a cabeça


Não uma ou duas vezes, mas sem parar


Pensavam como ser possível para os outros


Pois qualquer outra podia encontrar


Mas o amor que queriam


Era estranho e sem forma, impossível de achar


Os fins de semana passavam a conversar


Disputando qual das duas


Tinha a pior história para contar


Não chegavam a nenhuma conclusão


Porque só as próprias dores sabiam enxergar


Depois de cada encontro


Em um Nei Lisboa passavam a se afundar


Admiravam uma a outra


Mas faltavam-lhes a si próprias admirar


Precisariam estar abertas


E para os lados olhar


Mas se fechavam em seus mundinhos


Pois assim era mais fácil reclamar


“Será que o problema é comigo?”


Perdiam noites de sono a pensar


Diante de várias receitas milagrosas


Não sabiam em qual acreditar


Chegaram ao fim da vida


Sem suas vidas, de fato, aproveitar


E descobriram afinal a falha que cometeram


Colocar o amor sempre em primeiro lugar



*Protagonistas não reveladas

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