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Ganhar ou perder? Amar...

"A hora mais escura é a que vem antes de o sol nascer" (Provérbio espanhol)

Reclamaram que meus textos eram tristes. Reconheço que é bem mais fácil ser dramática do que ser engraçada, apesar de ser melhor ser alegre que ser triste... É muito simples derramar linhas chorosas sobre qualquer assunto. Chorar pela situação amorosa, pelo tempo ou pela crise nacional. Difícil é quando os motivos realmente te assolam e você nem encontra forças para chorar, quanto mais para escrever. Traumatizante ver na sua frente a prova de algo do que nunca deveria acontecer. Mas aconteceu fazer o que?! E se o que já não tem remédio deve ser remediado, então que se comece logo de uma vez... E o que depende da nossa vontade deve esperar para ser feito, então vamos relaxar... E curtir horas de estrada... Conhecer gente nova e lugares novos... Fugir do tédio e não ter planos ao longo de um dia... E ver pessoas concretizando planos e recomeçando a vida... Perceber a felicidade nos olhos delas... E assitir aos códigos... Brincar de códigos... Olhar para o lado e ver a pessoa mais importante da sua vida sentada ali, disposta a desvendar tudo com você, com olhos fascinantes... Somente para se chegar a conclusão de que a vida é feita de charadas... E decifrar cada uma delas é masi fácil se a gente percebe a incoerência de que para ser feliz sempre se perde um pouquinho... Mas o que se ganha vale muito mais a pena...

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O reinado dos Castelões

Existem lugares que são verdadeiros achados, residindo insuspeitos no meio do caminho. Castelões é um deles. Num domingo quente e sem planos, topei com ele em uma rua deserta do Brás, onde morei por um ano e meio. Nesse tempo, acostumei-me, embora muita gente torcesse o nariz, às ruas feias do bairro que já chegou a ser mais conhecido na Itália que a própria São Paulo. Hoje o Brás perdeu um pouco do encanto e o título de ‘berço’ italiano acabou ficando para a Mooca, entre os menos entendidos. Para o Brás, sobrou a fama de sujo, feio, perigoso e casa de um Arnesto meio esquecido.
Por isso, nem me abalei quando meu então namorado sugeriu que almoçássemos num lugar que de longe tinha aparência meio duvidosa.No Brás tudo tem esse quê de capenga. Mas Castelões foi um engano nesse sentido. Ao chegar perto você percebe que sim, está diante de um lugar raro. A placa é de 1924 e não é mentirosa. O restaurante existe lá desde então. Trata-se do local mais antigo funcionando ininterruptamente n…

Das esperanças

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Prece de inverno

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