Não sei colocar títulos

"Sofremos muito com o pouco que nos falta e gozamos pouco o muito que temos" (William Shakespeare)

Tenho frio. Tenho fome. E tenho medo. Mãos geladas, pés enrijecidos. Coração quente, dizem. Tenho fome do mundo, por vezes escondida sob a máscara conformista e abobalhada de quem caiu aqui de pára-quedas. Tenho medo de negar a fome que tenho e ficar sempre com frio. Complexo demais? Pois faz um sentido absurdo para mim. Nessas horas em que tenho vontade de pegar o pára-quedas que caí, arrastá-lo para aquela montanha bem alta e me jogar para ir longe. Simples assim. Se voltarei é assunto a ser decidido algum dia. Difícil para mim, que planejo demais. Penso demais. Espero demais. Exijo demais. Martirizo-me demais. Brinco demais. Sonho demais. Mas também exagero.

Sou o que não pareço ser. Observo, julgo, esqueço e cometo os mesmos erros. Quero ter o que não tenho, quero procurar o além do que já existe, como uma amiga minha. Estamos certas ou erradas? Abrimos os olhos demais e nos ofuscamos com o que não nos pertence ou estamos com os olhos somente semi-abertos, esperando conquistar o além? Estávamos absortas e descobrimos a luz, se a alcançaremos não cabe a nós decidir.

Confesso que esse foi o mais complexo.

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