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Até logo

Peguei nas mãos duas flores que faziam parte da decoração sobre a mesa e despedacei-as entre os dedos. Olhei para as pétalas espalhadas na minha frente e naquele momento entendi o significado do meu gesto. Eu também estava despedaçada. Desfalecida, com maquiagem borrada, lembrei dos últimos acontecimentos daquela noite. Uma conversa que começou entrecortada e entrecortada permanecia na minha mente. Uma mescla de elogios sinceros e esbofeteadas recriminações. Palavras, encalacradas na garganta, saíram despejadas... No meio do som alto, sem cerimônias, encerradas com uma saída brusca. Aquela noite havia sido a das despedidas. Várias, ao longo da noite, que só serviram para mostrar o que, no fundo, eu já sabia. Não há razões para se dizer adeus. Estaremos próximos e talvez ligados, a fim de tentar descobrir o que será que há em mim e em você que mexe com a minha e com a sua alma.

Comentários

Elaine Crespo disse…
Adorei o texto!
Parece meu momento hoje!
Mas a vida continua para mim!
Parabéns! Belo texto!

Um beijo
Neto disse…
a gente nunca se despede realmente

o mundo de tão grande chega a ser pequeno demais, e por aí a gente se esbarra pela vida d novo
Dulcinéia disse…
Está ficando melodramático seu blog tati, é uma nova personalidade?
bjos e melhoras.
Michele Matos disse…
Pessoas vão e pessoas vem o tempo todo.
Sempre acho que seus textos são meus, Tati.
Pra variar, amei!
Dulcinéia disse…
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
CINTIABLICIDADE disse…
Que texto triste!
eu odeio despedidas... para mim não há nada mais triste. ainda mais quando se despede de alguem q realmente faz sentido.
Elaine Crespo disse…
Adoro teus postes !
Já te disse outras vezes!e Já comentei este!:)

Estou com um selinho bem fashion para você no meu blog!
Se quiser é só cumprir as regras ou não ! Coloca ai e pronto!

Um beijo
Elaine

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