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Mostrando postagens de Agosto, 2010

A lua

Se me perguntassem, aos dois anos de idade, qual era meu maior medo, eu responderia: a lua. Foi motivo de muitas gargalhadas do meu pai, que gostava de atiçar meu temor. Ele me punha em frente a uma janela larga, que se estendia por quase toda a sala do nosso apartamento, sem cortinas, e se divertia com minha cara de pânico diante da lua.
Eu não sei explicar por que ela me incomodava. Talvez por ela ser grande, única e majestosa, reinando branca num império negro de servas estrelas. Ela parecia me olhar de um jeito impositivo, desafiando-me a mostrar quem eu era. E aos dois anos acho que eu não tinha muita ideia da minha real identidade. Nem que isso existisse.
Venci, aos poucos, meu medo da lua. Adquiri outras fobias, mais normais, como de répteis ou de altura. A lua voltou a me desafiar quando parti da casa dos meus pais rumo a terras estrangeiras. Quando viajei, digamos assim, ao encontro do meu voo mais alto.
Enquanto eu chorava pela saudade antecipada que já estava sentindo de quem …

Meu

O sonho trago embalado aqui dentro
Por vezes esqueço de o embalar e ele ressurge
Lembra-me de tudo o que quis e que é possível
O sonho é meu, apenas meu de ser, embora haja torcida
Trago apenas a esperança de compartilhá-lo

Hoje, porém, acordei com gosto amargo de sonho distante
De sonho longe, acenando para mim do navio
Quem parte é o sonho e não eu, o que me deixa partida
E mesmo sofrendo não posso deixar de avistá-lo

O sonho que me embala é o sonho que eu embalo
Eu faço o que posso, peço arrego, peço ajuda
Sem esse sonho me sinto perdida, sem vontade alguma
E me desespera essa falta de sonho, essa falta de vida

O sonho que me embala é o sonho que eu embalo
Sozinha.

CUIDADO! Baixe os olhos ao passar por ele (a)

Tem gente que deveria andar com uma placa assim pendurada no pescoço: CUIDADO, baixe os olhos quando passar por mim. Tenho um(a) namorado(a) demente. Nem todos os “privilegiados” têm essa feliz ideia. É aí que surgem os barracos astronômicos, na imensa maioria das vezes sem razão de ser. Quem passa por ridículo... bem, não é difícil de imaginar, né?
O primeiro sintoma do possessivo doente é venerar seu objet... digo, seu(a) namorado(a). Considera-o mais amado e idolatrado do universo, save salve. Sendo assim, é claro que todas as fêmeas de um raio de 100km, quiçá do universo inteiro (não esqueçamos das facilidades virtuais), não fazem outra coisa na vida a não ser desejar seu macho. E, em sua doente fantasia, não excluem da lista nem a mãe dele e nem a cadela de estimação.
Parece exagero, mas não é. Já ouvi casos de namoradas que armam pitis absurdos porque o rapaz deu ração para o cachorro antes de telefonar para a amada passando o relatório diário. Casos de namorados que jogam o parce…