Meu

O sonho trago embalado aqui dentro
Por vezes esqueço de o embalar e ele ressurge
Lembra-me de tudo o que quis e que é possível
O sonho é meu, apenas meu de ser, embora haja torcida
Trago apenas a esperança de compartilhá-lo

Hoje, porém, acordei com gosto amargo de sonho distante
De sonho longe, acenando para mim do navio
Quem parte é o sonho e não eu, o que me deixa partida
E mesmo sofrendo não posso deixar de avistá-lo

O sonho que me embala é o sonho que eu embalo
Eu faço o que posso, peço arrego, peço ajuda
Sem esse sonho me sinto perdida, sem vontade alguma
E me desespera essa falta de sonho, essa falta de vida

O sonho que me embala é o sonho que eu embalo
Sozinha.

5 comentários:

{ Paula de Assis Fernandes } at: 16 de agosto de 2010 05:51 disse...

Tati, que bom que a gente pode sonhar. Melhor ainda é quando a gente pode ir atrás e fazer o sonho virar realidade. Mas vá atrás desse navio. Nade, se afogue, tente. Para que depois você não se arrependa de ter ficado apenas olhando-o, ao longe...

{ Camila Rufine } at: 16 de agosto de 2010 20:12 disse...

O importante é não parar de sonhar (e de acreditar neles).

Queria saber fazer poesia, assim.

Bjo!

{ Vivianne Marques } at: 20 de agosto de 2010 16:29 disse...

Paula escreveu o que eu ia escrever!!! Vai ficar olhando seu sonho ir embora??? Pega um bote e alcança esse navio logo!!!
Bjão

{ Michele Matos } at: 21 de agosto de 2010 16:03 disse...

Se tem sonhos, tem vida de verdade né.
Bju Taticaaaaa!

{ FABI } at: 26 de agosto de 2010 15:33 disse...

Só se sei que sozinha você não está... e com isto você pode contar!!!

 

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