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Mostrando postagens de Outubro, 2010

Envelheço na cidade (eterna)

Acho que consigo me lembrar de todos os aniversários que tive, desde os da mais tenra idade, graças às fotos das festas idealizadas pela minha mãe. Do 1º ao 8º ano foram superproduções, com vestidos-bolos, bolos-castelos, decorações dignas de carros alegóricos e um minucioso registro fotográfico. A partir do 9º aniversário minha irmã nasceu e virei gata borralheira.
Mesmo assim nenhum aniversário passou em branco. Sempre tive bolos para cortar, velas para apagar e amigos para receber. Virou uma espécie de ritual não deixar o aniversário ser uma data qualquer. Acho engraçado quando alguém diz que não gosta do seu aniversário. Eu adoro os meus, são como a demarcação, com outra pedra fundamental, de uma fase que começa e, principalmente, do inferno astral que termina. Eu festejo a cada ano meu nascimento, teria por que não festejar?
Este ano envelheci sozinha. Demarquei a chegada dos 25 anos em Roma, a cidade eterna, que não acaba de ter coisas para mostrar. Quando se acredita que toda a …