Nunca fui boa com jogos. Jogos de tabuleiros, baralhos, pinos, controles. Fui sempre um zero a esquerda em tudo, excluindo aí o Alladin e o jogo da memória de quadros amarelos, por supuesto, os mais simples de se ganhar. Tive um período bom com cartas na mão. Poker e truco, embora muito se deva a pose e grito.

Nunca fui boa com estratégias, jogadas ensaiadas. Sou de jogar o copas em cima de gato, impensadamente, no afã do momento. Sou de jogar muita besteira em cima de muita besteira, quando o caldo já entornou. Sou de chorar o caldo entornado, sabendo antes que ele pode se esparramar, sou de chorar meu caroço.

Não sou boa com jogos porque talvez deteste admitir que perdi, embora o faça agora. Porque não sou mais a carta mais alta do baralho. Perdi porque faz tempo que não vem carta. Porque não consigo ganhar de virada. Perdi porque até admitindo que perdi eu perco. Perdi porque apostei e blefei. Pediram para mostrar as cartas. E eu ando sem nenhuma.

5 comentários:

{ Lai Paiva } at: 25 de agosto de 2011 07:35 disse...

Nossa Tati, muito bom texto e muito a cara de tantos por aí. Adorei. Bj

{ Eduardo Machado Santinon } at: 25 de agosto de 2011 16:20 disse...

Não perdeu.
Não perdeu porque o corte é seco, mas só se tomba a última.
Não perdeu porque não se joga sozinha, tem parceiro.
E o parceiro pra salvar tua mão truca, até sem carta.

{ A.V. } at: 27 de agosto de 2011 20:11 disse...

Minha Amiga querida,
Tenho um orgulho danado de te conhecer tão bem com a minha alma e de encontrar nos seus textos tantos sentimentos e sensações que já experimentei. Aqui, de qualquer lugar, estou sempre torcendo pela sua vitória, até quando você acreditar que o jogo acabou... afinal, alguma coisa se ganha... nem que seja o prazer da partida ou a coragem de largar as cartas na mesa! Beijo grande!

{ Finito Carneiro } at: 1 de setembro de 2011 09:41 disse...

Uma horas a gente ganha, outras perde. A vida é um imenso jogo de poquer, às vezes leva quem blefa melhor.

{ Klaus Pettinger } at: 7 de setembro de 2011 10:20 disse...

Bom, quando as cartas não vêm, toca o pocker-se e chama todo mundo de ¨seus montes de baralho¨! A carta que vem é questão de sorte, truque só com o que lhe é controlável e a segurança vencerá - vixi, um tanto Paulo Coelho demais! Gostei mais dos trocadilhos do Eduardo, ali arriba!!

 

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