Um sonho de liberdade

Hermenegilda voltou. Não suporta ver estresse rangindo no peito, não suporta confusão rondando o espírito, não suporta explosão surtindo com efeito. Hermenegilda explodiu. Hermenegilda me surtou. A única pomada que serve para ela é branca. Hermenegilda me faz sentir uma surfista manca. Com uma mancha de pseudoprotetor solar, da largura de um dedo, num lado só da cara. Hermenegilda me faz ter saudade de esfregar o rosto com as mãos. Hermenegilda me fresqueia. Hermenegilda me faz tomar uns remédios terríveis, que me fazem sentir sede. Hermenegilda me faz sedenta por um atestado de 5 dias, para não me obrigar a encarar ninguém junto dela. Hermenegilda me irrita, Hermenegilda me pertence.

2 comentários:

{ Michele Matos } at: 9 de agosto de 2011 05:28 disse...

Esse tipo de visita sempre volta. Esqueça que ela está aí, ela vai se sentir ignorada e vai embora.

{ Tiozaum } at: 9 de agosto de 2011 07:46 disse...

É verdade Mi... mas eu entendo.

Pq vc acha que eu fui embora de Sampa?
Bjos

 

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