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Eu te juro, Augusta

A Augusta, desgraçada, raptou-me a bolsa

Os óculos de sol e os de enxergar bem

A Augusta, pilantra, roubou meus cartões do banco

Minha identidade, meus remédios, meus florais


A Augusta, safada, carregou meu MP3

Meu dinheiro, as chaves, os boletos

A Augusta, cachorra, me fez trocar a fechadura

Obrigou-me a prestar queixa

Fez da minha vida um caos

Justo eu que a amava tanto


Não contente, a Augusta, calhorda, furtou meu celular

E, insolente, fez uma ligação pro Peru

A Augusta, covarde, gastou todo meu crédito

A puta.


Ainda bem que Augusta me deixou

Um amor e dois amigos profetas

Pra me consolar

E emprestar o ombro,

Um dinheiro e o celular.


Mesmo assim, Augusta, bandida, ainda me pagas

Por não me deixar imune

Por me incluir nas estatísticas

Por todos os protocolos

Por ser tão cheia de gente, tão confusa

E tão cosmopolita.



Comentários

Felipe Szulc disse…
Foda!

Só vc mesmo pra transformar em poesia um fato desses... Parabéns!

Bjos.
Adriano do Canto disse…
Muito bom! Tinha que ser a filha do Papai Noel!
FABI disse…
eu nunca fiz parte das estatísticas paulistanas, não que eu me lembre... mas minha memória não é das melhores tbm!rsrs
Michele Matos disse…
A Augusta foi cruel com você e você a presenteou com esse poema. =*
Lai Paiva disse…
Putz Tati, que fantástico. Adooorei e vou twittar, dando os devidos créditos, óbvio. Beijão
João disse…
Baita poema do infortúnio, hein?!!
Após ficar dois meses desconectado, já sentia falta de passar por aqui, Tati.
Bjo e se cuida aí.

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