Sobre o amor

Nunca fui muito ligada ao futebol. Perguntaram-me por que esses dias, na aula de inglês. Não soube responder. Nem em português eu sei responder. Caio sempre naquela que meu pai nunca foi fã de bola, nunca torceu com afinco, e eu não herdei isso.
Mas, sem importar os motivos, posso não gostar de futebol, mas respeito bastante quem gosta. Posso não entender de mata-mata, pontos da rodada, o que acontece se aquele time ganhar ou perder, mas eu entendo o amor de quem torce.
E o meu amor, talvez por sofrer bastante por um time perdedor, diz sempre que não gosta só do Palmeiras. Gosta de bola. E eu acabei de entender o que ele quis dizer quando passei a mão no telefone para contar para ele a notícia que tinha acabado de ler.
Depois do silêncio, ele disse:
- Vou torcer para o Corinthians hoje. O Corinthians tem que vencer.
Gostar de bola é reconhecer a importância de um grande craque, independente da camisa que ele vestiu. Gostar de bola é torcer pelo adversário numa final ao entender o que significa o grito de felicidade acumulada de um time que não apenas vence, mas explode em alegria, apesar da tristeza, por homenagear um mestre que se vai. Hoje, justo hoje.
Não lamento não gostar de futebol. Lamento não ser tão altruísta assim.

3 comentários:

{ Scheyla Horst } at: 4 de dezembro de 2011 07:49 disse...

Nossa, tá tudo diferente aqui no visual do blog! Gostei ;)
Que belo exemplo ele dá, heim. Com tantos extremos relacionados ao futebol, é difícil encontrar alguém com a atitude madura dele.

{ Michele Matos } at: 4 de dezembro de 2011 08:38 disse...

Acho que se eu gostasse de futebol, eu seria extremamente egoísta. Que bom que não curto, mas respeito muito pessoas como ele, se houver mais pessoas assim.

{ Eduardo Machado Santinon } at: 4 de dezembro de 2011 13:50 disse...

Que lindo nêga, eu te amo. Não mereço isso não, o Doutor merece.

 

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