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Mostrando postagens de Maio, 2011

Nostalgia

do tempo em que meu maior medo era a luaque eu espiava medonha e escondidinhadebaixo do colo protetor e risonho do meu paina frente de uma janela sem cortinas
s.f. tristeza profunda pelo leite derramado,peloque já foi e não volta maisestado melancólico da alma
do tempo em que bullying não tinha esse nomee minhaúnica inimiga se chamava kethielea mais desbocada e terrível criança que já existiuvilã até no nome
o sufixo “algia” tem raízes gregas e significa dor, afliçãooque quer dizer o resto da palavra desconheçoe prefiro continuar desconhecendo
do tempo em que eu morava na avenida brasile achava que todo mundo, mesmo os que moravam bem longe,moravam também na avenida brasil, que por ser brasil era grandee podia abrigar o mundo inteiro
os dados epidemiológicos referentes à nostalgia são bem variadospode acometer crianças, homens, mulheres e velhosespecialmente velhos, no corpo ou na alma
do tempo em que o tempo era moleque travessoe o mais curto era o tempo do recreio e o mais longo, o tempo …

Termômetro

Minhas unhas da mão e eu vivemos uma batalha incansávelTento afastá-las da boca, da tentação de consumi-las Lixo, passo esmalte, faço as unhas Como mocinha
Uma hora a ansiedade bate Elas me vencem Eu as roo E a vida toda rui junto.