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Corpo

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Quando a atropelaram, os carros

Em alta velocidade não pararam

Pedestres reviraram suas coisas

Foram-se uns trocados, o celular

Em vão pediram-lhe números de cor

Ligaram, mas ninguém atendeu

Os pais moram longe, o namorado sem sinal

As amigas ignoram desconhecidos

O corpo e o murmúrio ficaram estendidos

No chão, os olhos quase se fecharam


Foi aí que ela pensou:

Como é triste

Morrer

na cidade

grande

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Pedido da Filha do Papai Noel

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Pessoal, como muitos de vocês já sabem (e quem não sabe vai ficar sabendo agora hehe) meu pai é Papai Noel do Brasil (http://papainoeldobrasil.com.br/). Ele faz esse trabalho há 12 anos, com chegadas de helicóptero nas cidades do Sul do Brasil, além de resposta a todas as cartinhas enviadas para seu CEP próprio (89990-960 Sim, as cartas chegam todas em minha casa!). Já foram mais de 1 milhão de cartas respondidas, cerca de 150 mil por ano.

Depois de contar sobre sua paixão que inspira no TEDxPortoAlegre e de como seu trabalho transforma cidades no TEDxCuritiba, agora ele está concorrendo a uma vaga no TEDxESPM, que vai acontecer dia 29 de setembro aqui em São Paulo. Meu pai (Elio Lazzarotto) está concorrendo com outras 4 pessoas para palestrar nesse evento. Cada uma delas escreveu uma ideia que gostaria que fosse compartilhada. A do meu pai é pedir que as crianças enviem cartinhas contando o que os adultos podem fazer pra transformar a vida das crianças mais feliz! Depois ele vai fazer uma lista de sugestões de políticas públicas para os governantes.

Quem mais receber curtições será o palestrante. É só clicar em: http://www.espm.br/redes/tedx/facebook/canvas/speakerx/speaker-x-elio.aspx e votar (Like)!

Agradeço muito se vocês puderem votar e quem não tiver conta no Facebook é só repassar aos seus contatos.

Muuuuuito obrigada!
Beijos, Tati
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menino

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Corre o dia inteiro pra me ver e dorme. O chão capota sob seus pés, o sono o pisoteia e conversa com ele sonâmbulo. Descansa os pés sobre minhas pernas e reclama, reclama e boceja. A vida no hospital é difícil, mas dá bombons e adoça, é doce e amarga. Inventa desculpas para não dispensar mísero esforço e se atém à preguiça maldita, pálpebra maldita, preguiça. Passa 24 horas acordado com outros amigos que não vê há tempos e comigo, relaxa, relaxa e briga. Acha que minha carência é frescura e condena, condena e serpenteia pelas ruas com carrinho, malas e colchão. Meu grito sai tardio, sussurrado, arredio. Vem cá que eu te nino, vai.

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Água

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Da minha casa inundada nada lembro
Sou de um lugar onde água é rio, lento
Minha infância qualquer deságua, fatia
A mãe me grita da beirada, desanuvia

O sol seca minha poça de lágrimas, eternizo
Eu consolo a tempestade disforme, granizo
Nunca me afoguei, nem soube nadar, covarde
Sonhei com portos distantes e laranjas, é tarde

O suor das coisas, de todas as coisas, morde
Minha sina é não ter de lutar tanto, sorte
Mergulhei amores e temores em copos rasos, tardia
Agarrei minha correnteza intempestiva, adia
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