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Mostrando postagens de Outubro, 2011

Eu te juro, Augusta

A Augusta, desgraçada, raptou-me a bolsaOs óculos de sol e os de enxergar bemA Augusta, pilantra, roubou meus cartões do bancoMinha identidade, meus remédios, meus florais
A Augusta, safada, carregou meu MP3Meu dinheiro, as chaves, os boletosA Augusta, cachorra, me fez trocar a fechaduraObrigou-me a prestar queixaFez da minha vida um caosJusto eu que a amava tanto
Não contente, a Augusta, calhorda, furtou meu celularE, insolente, fez uma ligação pro PeruA Augusta, covarde, gastou todo meu créditoA puta.
Ainda bem que Augusta me deixouUm amor e dois amigos profetasPra me consolar E emprestar o ombro, Um dinheiro e o celular.
Mesmo assim, Augusta, bandida, ainda me pagasPor não me deixar imune Por me incluir nas estatísticasPor todos os protocolosPor ser tão cheia de gente, tão confusaE tão cosmopolita.