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Mostrando postagens de Janeiro, 2013

Nenhum discurso é original, ou tô errada, Bakhtin?

Todos os grandes clássicos já foram escritos. Todas as músicas essenciais já foram compostas. Todas as imagens singulares já foram captadas e tudo de mágico que poderia ter sido mostrado por uma câmera já foi feito. E tudo mais, apesar de estranhamente novo, tornou-se obsoleto no mesmo instante que nasceu.

Bom gosto

Se houvesse um concurso para eleger a pessoa que mais sabe sobre ‘Cinquenta tons de cinza’ sem nunca ter lido ‘Cinquenta tons de cinza’ eu poderia me candidatar. Já escutei mais de um punhado de vezes a história da Anastasia, muitas vezes antes que eu tenha tempo de balbuciar que já sei tudo do cabo ao rabo do Christian Grey.  Eu nunca li os ‘Cinquenta tons de cinza’ nem vou ler. Eu me dou ao direito de utilizar meu tempo com outras coisas, com outras leituras. Um pouco por causa de uma coisa que o Milton Hatoum soube definir muito bem: esse ‘fenômeno’ é, como tantos, um livro de verão, que se propõe ao entretenimento (o que faz muito bem, vide a legião de fãs) e não a pensar a respeito do mundo, como a literatura de verdade, justa contraposição que Hatoum coloca frente a esse tipo de escrito. Ocorre que, com esses pensamentos todos, nunca falei ao meu interlocutor (aquele, que discorreu sobre o tal contrato entre Ana e Cris), o que pensava. Nunca fiz cara de nojo, nunca insinuei que…