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Meio esfarrapado e meio bêbado o homem chegou perto da gente, que, mesmo sem perceber, ficou meio teso. Ele falou: "olha, eu não sou ninguém" (na certa poderia dizer: não sou um ladrão, um calhorda, um assassino). Aí continuou: "não, alguém eu sou, sou um ser humano". Pediu dinheiro pra cachaça. Assim, na lata. Seres humanos também bebem cachaça. Achamos honesto. Mas ninguém tinha moedas. Ele foi em outra roda falar de ser humano. De ser, não de estar, humano.
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