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Mostrando postagens de Maio, 2013

Dela

A minha é um jardim. Feita de plantas, sempre bem cuidadas, de folhas abertas ao sol e à chuva. Com toda a sabedoria da natureza. Dos chás, das ervas, das sementes, conhece a força dos recomeços, das curas, das rezas. Tem a beleza das flores, não só as delicadas, mas aquelas que exigem os braços fortes e as mãos calejadas para remover as pedras, aquilo que resseca, que espinha. É feita de terra, permeada das raízes fortes que deixou para trás, do Nordeste esquecido e sempre tão presente no sotaque que teima em não ir embora e na garra. Terra adubada com o carinho de irmãos e filhos distantes, mas com amor presente e suficiente capaz de preencher seus dias. E que só cresce.

Te amo, mãe. Você é minha luz.

Quando o corpo pede arrego

Há três dias caí doente e fui acometida pela rotina real: aquela que te tira da cama para o banheiro e que torna seu estômago tolerante apenas a isotônico e bolachas cream e cracker. A incapacidade forçada que uma doença provoca é de tirar qualquer pessoa que trabalha (e gosta do seu trabalho) do sério. Mas quando o corpo pede arrego, há pouco o que fazer. No primeiro dia, obedeci aos mandos e desmandos dos meus complexos sistemas (estomacal, intestinal e afins), afinal, reconheço que sem meu corpo sou nada, ou bem pouco. Fiquei em casa na esperança de me recuperar. Recusei-me a ir ao hospital, um pouco pelo pavor de ir sozinha (acho o clima de uma recepção de pronto socorro opressor e burocrático – desconfigurando o próprio sentido de emergência) um pouco pela fé de que tudo ia melhorar e ir embora do mesmo jeito que chegou. No segundo dia, ao invés de levantar serelepe, acordei pior, acrescentando aos sintomas já desconfortáveis o enjoo, que me fazem sim não ter medo de recorrer …