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Mostrando postagens de Abril, 2014

O velho

A imaginação sempre me foi companheira fiel. Bem criança eu já havia estado em todos os outros mundos possíveis de serem habitados por meio da fantasia. Era rainha, estrela de cinema. Tinha amiga imaginária. Não sei bem se isso é fruto das combinações astrológicas de meu mapa astral meio barco à deriva, das centenas de livros que meu pai vendia na Livraria Tatiana e eu devorei, de todos os poemas e trechos de músicas que eu lia na apostila da Positivo, ou mesmo de todos os mundos para os quais meus pais me possibilitavam viajar por meio de suas lembranças.
“A imaginação é a louca da casa”, disse Santa Teresa de Jesus, ecoada pela espanhola Rosa Montero em um de meus livros preferidos. “A louca da casa”, seu romance difícil de catalogar, passeia entre o mundo real e o fictício e retrata justamente reminiscências da infância da escritora. Minha infância é, ela mesma, situada num limbo entre o real e o imaginário. Ainda hoje, quando revisito a longínqua São Lourenço do Oeste, sinto-me co…