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Mostrando postagens de Julho, 2017

Nós temos 30 anos. Ainda. E não já.

Uma amiga se queixou de estar levando algumas coisas muito a ferro e fogo. Eu disse para ela não se culpar, porque ainda temos muito a amadurecer. Temos tanto a percorrer em relação à maturidade, equilíbrio, leveza. “Poxa, temos só 30 anos”, falei. E ela devolveu. “É né? 30 anos ainda. E não: JÁ?”.
Fiquei pensando que, antigamente, 30 anos era muita coisa. E a gente, mesmo tendo outra maneira de viver, segue baseado em outro modelo mental. Muitos dos nossos parâmetros estão ancorados em outras gerações. A gente se cobra aos 30 anos de ser super bem sucedido, ter comprado uma casa, tido dois filhos, um cachorro, um gato e ainda uma poupança rechonchudinha, assim como talvez nossos pais tinham. Ou quiseram. Até aí ok, nada de novo debaixo do sol. Os tempos mudaram, não podemos galgar padrões antigos.
A maturidade também entra aí, nessa discrepância de parâmetros. Será que não estamos nos cobrando demais aos 30, nós, que tivemos outras experiências, outras trajetórias? Nós, que vivemos e…

Vamos falar sobre sororidade?

Agora sou colunista do Site Da Pimenta e estreei nesta semana com um texto sobre sororidade :)
A primeira vez que ouvi falar algo parecido com isso foi quando eu era criança, porque na pequena cidade interiorana onde eu morava havia uma escola cujo nome era Sóror Angélica. Sóror era uma palavra estranha, não parecia nome de mulher, apesar de estar acompanhado pelo nome de uma. Soube depois que Sóror significava irmã, de congregação religiosa, e só anos mais tarde a palavra sororidade e sua ideia de irmandade mudariam minha vida para sempre.
União, respeito e solidariedade entre mulheres. Pode parecer simples entender o significado de sororidade e achar fácil praticá-la. Se somos mulheres e sabemos bem quais são os sapatos que diariamente nos apertam, nada mais justo do que apoiarmos umas às outras. Só que agir com sororidade com outras manas é difícil nas pequenas nuances cotidianas.

No dia a dia, na prática, qual é a dessa tal de sororidade? Vejamos.

A rivalidade feminina é construída

Estou bem cansada

E não é pelos afazeres ou pela rotina. Estou cansada mesmo de ver mulherões sofrerem por amores meio bosta. Sei que em um relacionamento existe um equilíbrio, que às vezes um ensina tanto o outro que bobeira é pensar que se começa numa disputa. Mas eu tô mesmo cansada e triste em ver um monte de mulheres que eu admiro pra caramba se doando bem mais que recebendo. E quando a recíproca não é verdadeira, meus amigos, eu tô falando é de um monte de homens babacas. Não é colocá-las em posição de vítima, nunquinha. Até porque, como mulherões, sabe-se que mais que tudo elas são bem inteligentes. Elas batalham, elas se desdobram nas jornadas e, óbvio, triunfam.





Não estou falando de mulheres enganadas, coitadinhas. Estou falando de mulheres que conquistam tudo que querem e ainda estão em falta nos relacionamentos por se envolverem com caras que estão em Dans bem – eu disse bem – menores. O que é meu cansaço então? É de saber que a gente está sempre numa posição de querer saber mais, de querer…

O novo

Uma amiga comparou o ato de levantar da cama nesse tempo frio com a sensação de nascer. Metáfora interessante para o sofrimento de sair da zona de conforto. Mais do que o amanhecer do proletariado, passei a comparar qualquer projeto novo como um parto. Não só pela ideia de trabalhoso, difícil. Mas também. O novo dói quanto parir. Eu mesma tenho vivido um rompimento de bolsas e cordões umbilicais. Porque o novo é justamente isso. Uma claridade absurda de novas ideias e sensações e quando você está se acostumando com tudo isso, PÁ!
Um tapa sem choro nem vela te obriga a respirar. Mostrar serviço.
Em todas as minhas novas experiências, não bastasse o surgimento de centenas de novos estímulos, algumas provações vêm junto no pacote. Parece até que é o universo te dando um pequeno resumo do que vem pela frente. “Tá certo mesmo disso, campeão? E PÁ! Toma-lhe tapa.
Tem horas que a necessidade do novo urge de tal forma como as contrações de um parto. A gente sabe que é a hora, não tem outra saíd…