<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242</id><updated>2012-02-02T05:13:01.767-08:00</updated><category term='lavoro'/><category term='era uma casa'/><category term='palavreado'/><category term='elas'/><category term='divaguei'/><category term='listas'/><category term='trilha sonora'/><category term='outros portos'/><category term='pedido'/><category term='de uma vez só'/><category term='lira paulistana'/><category term='metas'/><category term='paragrafeando'/><category term='no jornal'/><category term='no ônibus'/><category term='no trem'/><category term='ficção'/><category term='cartas'/><category term='de como'/><category term='cidades invisíveis'/><category term='li ali'/><category term='poemas metidos a poemas'/><category term='sobre'/><category term='episódios'/><category term='about me'/><category term='script'/><category term='vi ali'/><category term='sonhos são'/><category term='quando pequena'/><category term='perfis'/><category term='imagem e som'/><category term='meu papai noel'/><category term='diálogos'/><category term='exercício'/><title type='text'>::: salto baixo</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>201</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-6814697802482268816</id><published>2012-01-18T03:38:00.000-08:00</published><updated>2012-01-28T05:19:24.241-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lira paulistana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidades invisíveis'/><title type='text'>Desvairada</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sempre imaginei que a felicidade estaria em uma cidade sem fim. Sem tédio, sem rotina. Uma cidade inteira a ser desvendada, um sem fim de descobertas. Não sei ao certo a data que comemoro meu aniversário em São Paulo, sei que foi mais ou menos nessa época, há um ano, que cheguei assim, com a mala mais pesada na mão e a vontade de aprender os mistérios da megalópole mais pungente que poderia sonhar em morar. Daqui a uma semana, talvez por coincidência, São Paulo faz 458 anos e já me deu mais motivos que sua quantidade de velas no bolo para ficar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Vez ou outra descubro o cheiro de São Paulo, aquele odor que nos faz retomar de imediato alguma coisa. Um cheiro de terra molhada que me anuncia a chuva, o perfume forte e doce de uma prostituta que um dia entrevistei num posto de gasolina e que ora sinto quando uma mulher passa por mim, o sabonete de mel que meu pai trazia do Paraguai. Não. O aroma que me impregna em São Paulo é o do pingado e o do pão na chapa. Das muitas padarias por onde passo, nos bairros pobres e afetados, todas com seus garçons quase sempre muito gentis anotando “seu pedido, dona”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Aprendi a dizer “obrigada, viu?”, quando agradeço algo. Um costume daqui, acrescentar “viu?” como se agradecimento necessitasse de aceitação. Agradeci mais de centena de vezes gestos despretensiosos e sorrisos de gentileza mesmo quando o mundo teime em professar que a cidade é ranzinza e cinza como o céu. Meu agradecimento mais tenro foi merecido por uma recepcionista morena simpática de um edifício de um bilhão de andares. Sem me ter visto nunca na vida, caçou listas de e-mails para que eu pudesse mandar meu currículo. Ainda tenho vontade de voltar lá e dizer que ela é tão linda por dentro como por fora.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Meus filmes e livros que São Paulo me deu de presente. Um filme raro lado B encontrado ao acaso na rua mais cosmopolita do meu mundo, justo na rua que me tirou tanto, a mesma rua que me devolveu aquela alegria de encontrar algo que você não estava procurando naquele momento. Ainda não inventaram uma palavra no nosso idioma para definir esse sentimento. O livro de Virginia ganhado de presente do meu querido amigo sem data nem motivo, o livro de Cortázar que recebi das mãos do meu mais novo antigo amigo, em comemoração aos meus 26. Os livros e filmes que ganhei dos olhos verdes mais singelos do mundo, que me abriu as portas de São Paulo e as portas de um mundo mais humano e menos coisificado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Estabeleço com São Paulo uma relação quase humana, sou eu e esse organismo vivo, que se transmuta nos seus sotaques e traços de todos os lugares do universo. Estar em São Paulo é como ter a prova que você nunca conhecerá todo o mundo e se sentir pequeno com essa constatação. É sentir vontade de um teletransporte para sugar tudo o que há de interessante em todos os pontos da cidade e quando você acha que conseguiu ligar os pontos, surgem outros e outros e novas gentes e novos lugares e, pronto, você foi sugado por ela. Sugado e expelido em seguida como esse ar preto, que gruda nos móveis sem ganas de ser removido, sugado pela energia compartilhada com quilômetros de ferro, de trilhos, de vagões. Sugado, expelido, sugado, expelido. E continuar na cidade por ver que ninguém é verdadeiramente dela e nem ela verdadeiramente de ninguém. É como se ao conhecer um lugar novo você perdesse de imediato a memória do antigo e vivesse descobrindo e esquecendo, um jogo de gato e rato impensável com gente, ainda mais com cidade. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Cidade não. São Paulo é gente. Humana, viva. São todos. Sou eu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Descobrindo aqui quem sou. Esquecendo e conhecendo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Obrigada, viu?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-6814697802482268816?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/6814697802482268816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=6814697802482268816&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/6814697802482268816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/6814697802482268816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2012/01/desvairada.html' title='Desvairada'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-2863909539088487918</id><published>2012-01-14T13:00:00.000-08:00</published><updated>2012-01-15T07:57:13.169-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imagem e som'/><title type='text'>As maçãs, o ponto azul e nossas formas de pensar</title><content type='html'>No mundo existem 7.500 variedades de maçã. Aprendi na lâmina da bandeja do McDonald's. Aliás, aprendi hoje que aqueles papéis se chamam lâminas de bandeja. O fato é que eu adoro maçã. A gala e a fuji, bastante. Da argentina eu não gosto. É, aquela mesmo, pela qual o povo paga caro. Para mim a casca tem gosto de papel, artificial. &lt;br /&gt;Pensando nas maçãs eu pensei em tudo que existe aos montes por aí e a gente desconhece. No mundo em que nos inscrevemos, circundamos uma linha em volta e, assim, no que tratamos de conhecer dentro desse espaço. Limitado, claro. Sem negativismo, não somos nômades nem anormais para conhecermos o mundo inteiro, para nos jogarmos numa aventura sem precedentes para devorar tudo. Além do que, quanto mais nos distanciamos em busca do outro, nos privamos de conhecer (ou conhecer mais) o que está bem debaixo do nosso nariz. Cada escolha uma renúncia, esse eterno paradoxo.&lt;br /&gt;Embora seja impossível conhecer o mundo todo, tenho a abafada ânsia de conhecer o máximo que posso e acho que uma das formas mais lindas de conhecer o outro é aprendendo sua língua, apreendendo, enfim, sua identidade. Porque cada língua é uma forma de pensar e ao estudar um idioma isso se torna muito óbvio. Começamos ao traduzir ao pé da letra toda e qualquer coisa, para depois chegarmos à conclusão que só raciocinando naquela língua conseguimos nos expressar através dela de fato. Um dos exemplos mais instigantes aprendi em um curso de redação. Enquanto falamos em “ganhar dinheiro”, como se fosse uma dádiva dos céus, os americanos preferem “to make money”, ou seja, riqueza não se ganha, se conquista.&lt;br /&gt;Alguns outros exemplos aprendi com a Rosana Hermann, aqui:&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="225" mozallowfullscreen="" src="http://player.vimeo.com/video/21713016?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" webkitallowfullscreen="" width="400"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/21713016"&gt;Rosana Hermann&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/tedxportoalegre"&gt;TEDxPortoAlegre&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com/"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma língua não é apenas um conjunto de palavras e estruturas gramaticais partilhadas por um grupo de pessoas, mas também uma forma de raciocinar, de verbalizar como agimos e como vemos as coisas. Animador pensar nas infinitas possibilidades que temos ao desvendar o mundo estudando códigos linguísticos de outros povos, desanimador pensar em quantas maçãs eu deixarei de provar. Mas o mais irônico é pensar que a partir dela, de uma maçã, ou pelo menos de uma informação sobre ela, todas essas divagações me surgiram, aumentando minha vontade de conhecer o mundo, mas entendendo minha insignificância, afinal, somos apenas um pálido &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=EjpSa7umAd8"&gt;ponto azul&lt;/a&gt; no universo. Engraçado é pensar na maçã como um símbolo capaz mesmo de abrir os olhos para o conhecimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-2863909539088487918?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/2863909539088487918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=2863909539088487918&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/2863909539088487918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/2863909539088487918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2012/01/as-macas-o-ponto-azul-e-nossas-formas.html' title='As maçãs, o ponto azul e nossas formas de pensar'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-1415494031879483035</id><published>2012-01-09T18:15:00.000-08:00</published><updated>2012-01-09T18:15:02.149-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divaguei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='de como'/><title type='text'>Pouco ortodoxo</title><content type='html'>Disciplinada está longe de ser minha característica número um. Geralmente sou esforçada e determinada quando o objetivo é em curto prazo e possível, assim, ao alcance das mãos. Sou péssima com aquilo que exige de mim uma dose de disciplina permanente. Por isso nunca consegui passar o filtro solar no rosto conforme recomendado, vivo num efeito sanfona e contrario todos os conselhos de revista de saúde, moda e beleza.&lt;br /&gt;Foi só há um tempo que descobri como contornar isso. Pode parecer pouco ortodoxo, mas transformei médicos e afins em carrascos mentais. Tortura psicológica? Talvez. O fato é que naquele momento em que eu sobressalto de um semicochilo na cama e digo para mim mesma: "ah, só hoje eu não vou limpar o rosto antes de dormir, não fará diferença", vem a minha mente a sobrancelha arqueada da minha dermatologista como a me questionar: "tem certeza?". Levanto e vou, afinal, os produtos custaram uma fortuna. O mesmo com a preguiça esporádica de passar o fio dental, dizimada pela imagem de minha dentista balançando a cabeça negativamente enquanto explora minha vida bucal.&lt;br /&gt;Quanto ao meu remédio matinal, aquele que preciso tomar em jejum toda manhã e depois do qual só posso comer após uma hora, não costumo esquecê-lo. Mas, nos dias que ocorre, ou mesmo quando como antes do prazo previsto, lembro-me da minha endocrinologista com seu ar maternal e ao mesmo tempo homicida desfiar as consequências de não fazer um tratamento adequado e, tá bom, tá bom, já entendi.&lt;br /&gt;Para surtos psicóticos, tenho uma pequena lista, que vai de florais, banho morno, mantras e a feição nada simpática do meu analista prestes a sentenciar que isso é uma carência infantil e que sim, preciso amadurecer urgentemente.&lt;br /&gt;Como ia dizendo, há uma certa dose de tortura psicológica e tendência ao drama nisso tudo, pois a memória poderia dar uma mão à leveza, o que me conduziria aos caminhos da paciência e determinação a longo prazo. Mas a receita tem dado certo e tem alcançado progressos animadores. Agora, com sua licença, tenho uma legião de criaturas imaginárias a atender. E não posso frustrar ninguém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-1415494031879483035?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/1415494031879483035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=1415494031879483035&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/1415494031879483035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/1415494031879483035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2012/01/pouco-ortodoxo.html' title='Pouco ortodoxo'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-4516551796385806386</id><published>2012-01-02T07:12:00.000-08:00</published><updated>2012-01-02T07:12:01.546-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sonhos são'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divaguei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><title type='text'>A cobra grande</title><content type='html'>Vi a jiboia pelo vidro. Ela estava quieta, me olhava de um jeito parecendo sorrir. Eu estava dentro da casa, ela fora, num jardim, ou matagal. Tive medo dela, passava pelo corredor onde estava a janela sempre correndo. Falava para os outros com temor, atordoada. Ela nunca vai sair dali, nunca vai entrar aqui, me diziam. Uma hora espiei e parecia não acreditar. Ela estava entrando por uma fresta, rastejando-se para dentro. Olhei nos olhos dele com aquele pânico misturado com: e agora, nego? Pois é, ela entrou. Me vi caída no chão e enrolada por ela, sem poder fazer nada. Sozinha, imóvel, conivente. Nem pânico tinha mais. Era só certeza. Certeza que ela tinha vencido. A cobra, com os olhos grandes e gélidos, olhando para mim com expressão fria enquanto me enrolava. Enquanto me vencia. Acordei sobressaltada, enquanto ele dormia tranquilamente.&lt;br /&gt;Ela não vai entrar aqui, você tem razão. Meu medo não irá me vencer e, enquanto ele for pequeno, continuarei agindo tranquilamente, como os outros. Como se a cobra não existisse na janela. Até que um dia ela cansa de me fitar e vai embora. Simples assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-4516551796385806386?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/4516551796385806386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=4516551796385806386&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/4516551796385806386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/4516551796385806386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2012/01/cobra-grande.html' title='A cobra grande'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-673777805806589450</id><published>2011-12-24T07:12:00.000-08:00</published><updated>2011-12-24T07:16:43.678-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pedido'/><title type='text'>Católica apostólica romana</title><content type='html'>Sim, eu tenho fé e às vezes me cansa um pouco ter que justificá-la. Eu tenho uma crença em um Deus onipotente e onipresente, em um Jesus de amor e em uma Nossa Senhora que me dá forças quando eu preciso. Eu não me considero burra ou alienada, é minha escolha e sou feliz com ela. Eu rezo o terço quando lembro, eu professo a oração do Santo Anjo quando sinto medo, eu confesso que rezo bem mais quando eu preciso do que quando as coisas estão bem. Eu agradeço o que eu tenho, eu peço saúde a minha família. Eu mal fui à missa este ano e acho que me fez falta, muita falta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não quero que você tenha a mesma fé, eu não posso nem quero decidir por você. Eu te amo do jeito que você é, com suas escolhas. Independente delas vou continuar rindo das suas piadas, vou continuar te ouvindo, vou continuar te respeitando. E nesse você eu incluo qualquer pessoa que se espanta com a fé que eu carrego. Esse você eu respeito, só peço o mesmo respeito de volta. Não quero mudar sua visão, mas também não quero explicar minha fé como se eu estivesse cometendo um crime. E olha que coincidência: quero praticar o respeito mútuo assim como quero praticar minha religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que ter uma fé acho que sou essa fé. Lembro-me dela desde que me entendo por gente, ela permeia muitas lembranças, então, posso dizer que ela está impressa em mim. Sou a fé da minha mãe acendendo velas pela casa, sou a fé rezando baixinho até pegar no sono, sou a fé da minha mãe chorando ao ver o papa no Brasil pela TV. Sou a minha fé aos 5 anos rezando para minha berruga cair do dedo. Sou a fé do meu pai chamando Nossa Senhora quando estive perto da morte, sou a fé da minha mãe me levando a benzedeiras para proferir orações, sou a fé do meu tio chorando feito criança numa Sexta-feira Santa por lembrar o sofrimento de Jesus, sou a fé rezando o terço para ter forças e continuar procurando emprego, sou a fé em ajudar um deficiente a descer as escadas do metrô e ouvir: Deus te abençoe. Amém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha religião não me aliena, minha religião não me emburrece, a religião não me regula, a religião não me limita, a religião não me faz intolerante. Acredito que as pessoas são assim por conta própria, pela criação, por tantas influências, não é só a religião que as transforma. As pessoas são alienadas pela grande mídia, as pessoas são emburrecidas por programas de TV, as pessoas são reguladas pela moral e pela polícia, as pessoas são limitadas pelo medo da violência, as pessoas tornam-se intolerantes por péssimos exemplos. Isso ninguém condena ou não condena de forma tão ferrenha, como se fosse um estigma, uma anomalia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero ser feliz com as escolhas que fiz, sem ser taxada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Natal de renascimento, um Ano Novo sem preconceitos. Um 2012 mais tolerante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-673777805806589450?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/673777805806589450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=673777805806589450&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/673777805806589450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/673777805806589450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/12/catolica-apostolica-romana.html' title='Católica apostólica romana'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-2097880423034865163</id><published>2011-12-06T04:56:00.000-08:00</published><updated>2011-12-08T12:32:44.685-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas metidos a poemas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='exercício'/><title type='text'>Proposital</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Coisa que cutuca&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Caótica, calada, crua&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Coisa que cavuca&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Confusa, cansada, gatuna&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Coisa que gasta&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Gritada, gorfada, grossa&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Coisa que combina&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Goethe, Camus, Kant&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Coisa que encarna&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Corroída, regredida, carcomida&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Coisa que engole&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Come, cala, cansa&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Coisa que encrespa&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Crava, pinica, crema&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Coisa que me completa&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Coça, cutuca, cobra&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Gosto da coisa&lt;br /&gt;Do incômodo, do grave e&amp;nbsp;do corte&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Gosto da coisa que grita o&amp;nbsp;desgosto&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Gosto da coisa que clama meu grito&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Gosto da coisa&lt;br /&gt;Do escuro, do cuspe e&amp;nbsp;do gozo&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-2097880423034865163?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/2097880423034865163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=2097880423034865163&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/2097880423034865163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/2097880423034865163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/12/proposital.html' title='Proposital'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-2822862438748510730</id><published>2011-12-04T05:17:00.000-08:00</published><updated>2011-12-04T05:40:52.280-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sobre'/><title type='text'>Sobre o amor</title><content type='html'>Nunca fui muito ligada ao futebol. Perguntaram-me por que esses dias, na aula de inglês. Não soube responder. Nem em português eu sei responder. Caio sempre naquela que meu pai nunca foi fã de bola, &lt;a href="http://tatilazz.blogspot.com/2009/12/heranca.html"&gt;nunca torceu&lt;/a&gt; com afinco, e eu não herdei isso. &lt;div&gt;Mas, sem importar os motivos, posso não gostar de futebol, mas respeito bastante quem gosta. Posso não entender de mata-mata, pontos da rodada, o que acontece se aquele time ganhar ou perder, mas eu entendo o amor de quem torce.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o meu amor, talvez por sofrer bastante por um time perdedor, diz sempre que não gosta só do Palmeiras. Gosta de bola. E eu acabei de entender o que ele quis dizer quando passei a mão no telefone para contar para ele a &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1016292-ex-jogador-socrates-morre-em-sao-paulo-aos-57.shtml"&gt;notícia&lt;/a&gt; que tinha acabado de ler.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois do silêncio, ele disse:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Vou torcer para o Corinthians hoje. O Corinthians tem que vencer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gostar de bola é reconhecer a importância de um grande craque, independente da camisa que ele vestiu. Gostar de bola é torcer pelo adversário numa final ao entender o que significa o grito de felicidade acumulada de um time que não apenas vence, mas explode em alegria, apesar da tristeza, por homenagear um mestre que se vai.  Hoje, justo hoje.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não lamento não gostar de futebol. Lamento não ser tão altruísta assim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-2822862438748510730?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/2822862438748510730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=2822862438748510730&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/2822862438748510730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/2822862438748510730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/12/sobre-o-amor.html' title='Sobre o amor'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-3246872008193166581</id><published>2011-11-26T07:42:00.000-08:00</published><updated>2011-11-26T07:49:10.877-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='de uma vez só'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lira paulistana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paragrafeando'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-mna-xgYRROE/TtEJ2YjdCZI/AAAAAAAAARI/9jBtKgLF5QQ/s1600/DSC04049.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Cortei os cabelos, de um jeito que precisava. Cortei os cabelos para me libertar do escudo que armei em volta de mim, da defesa certa quando a vergonha e a insegurança me jogavam atrás das cortinas. Rasguei minhas cortinas para mostrar meu rosto, para mostrar quem eu quero ser, minha cara emoldurada, o susto que ainda levo ao ver aquela moça diferente de relance no espelho. As pessoas na rua me olham diferente e sinto-me como as centenas de paulistanos que não me conheciam e para quem eu continuo uma anônima. Sou essa imagem daqui para a frente. Libertei-me da aparência de menina, da aparência que me acompanha desde que me entendo por gente. Cortei os fios longos e hoje tenho as costas nuas, hoje meu “Alea jacta est” está à mostra. Hoje sou mais eu, ou pelo menos sou eu tentando descobrir quem sou. Fiquei mais jovem e mais moderna, dizem. Não sei. Fiquei mais feliz. Não me escondo. Não consigo me esconder dos meus fios curtos e bagunçados. Não sou mais Sansão, não preciso mais da força do peso e do comprimento dos pelos. Os curtos me renasceram. Sou Dalila. A que corta, a que rompe, a que se reinventa, a que aparece. Sou livre e me sou anônima, precisei cortar para me redescobrir. Muito prazer.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-mna-xgYRROE/TtEJ2YjdCZI/AAAAAAAAARI/9jBtKgLF5QQ/s1600/DSC04049.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-mna-xgYRROE/TtEJ2YjdCZI/AAAAAAAAARI/9jBtKgLF5QQ/s320/DSC04049.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679331434999646610" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-3246872008193166581?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/3246872008193166581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=3246872008193166581&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/3246872008193166581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/3246872008193166581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/11/cortei-os-cabelos-de-um-jeito-que.html' title=''/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-mna-xgYRROE/TtEJ2YjdCZI/AAAAAAAAARI/9jBtKgLF5QQ/s72-c/DSC04049.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-273683943360008881</id><published>2011-11-16T17:25:00.000-08:00</published><updated>2011-11-17T06:13:29.854-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divaguei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pedido'/><title type='text'>Minha prece em favor dos incompreendidos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Estive pensando numa boa definição para insegurança. É quando sua autoestima é tão baixa, mas tão baixa, que você deixa os outros definirem o que você é, mais do que você mesmo. Aos inseguros não basta gritar bem alto quem são. Os outros gritam por eles, apontando o dedo em riste, cuspindo suas características mais vãs, justamente aquelas que não os definem bem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Porque ninguém é uma coisa só. Embora a capacidade humana seja mestre em generalizar, para ficar mais fácil digerir as cenas, são as pessoas que mais se orgulham de sua capacidade analítica as que mais cometem erros. Porque essas têm a péssima tendência de atirar em cheio seus diagnósticos, sendo seu melhor alvo os inseguros azarados em lhes dar ouvidos. E o pior de lhes cravar a irremediável marca do que são, os pseudoanalistas ainda despejam suas opiniões como se as características fossem imutáveis. E mais, a origem de todo e qualquer desconforto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nada pior para os inseguros (pior ainda do que se perder o direito de se dizer quem é, em alto e bom som) é a sensação de que nada vai mudar. Seus erros mais torpes, as pisadas na bola mais feias e a imaturidade empregada desesperadamente em certas situações, tudo isso é mais forte. Porque, como disse um cara numa palestra que vi, a memória tem se tornado mais forte que a experiência. Infelizmente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sou ainda a mesma menina medrosa que minha mãe tentava chacoalhar com algumas doses de humilhação. Sou ainda a menina chorona que meu tio arrancou do banheiro e deu boas lições de moral. Sou a garota ciumenta, que não sabe lidar com as perdas das pessoas. Sou a mulher que, quem diria, foi taxada de rude por não se sentir à vontade em algumas rodas. Sou a doída, a corroída, a malvada, a maldosa, a vitimizada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;As definições são dadas pelas pessoas que preferem não ouvir, não sentir o que está no outro. Importa apenas a sua memória, que nem sempre traduz o todo. É muito fácil, aos apontadores de dedo em riste, definir quem o outro é e porque ele age desse ou daquele jeito. É um jeito fácil. E torto. Difícil é compreender. A mesma incompreensão de quem analisa em demasia é a que o faz desistir das coisas. Das lidas da própria vida. Das relações, das possíveis zonas de conflito. Quem mais gosta de apontar nos outros a fragilidade é quem tem mais dificuldade com seus dilemas, em enfrentar seus fantasmas (quando não são os mesmos que os assombram).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Por isso rezo essa prece em favor dos incompreendidos, inseguros, taxados. Desejo somente um grito forte e pesado. Dizendo quem são, voz firme, segura. E nesse canto tão bonito, tão alto, suas palavras serão ouvidas, entendidas, assimiladas. Esse mantra, capaz de despertar a ira de quem se acha tão cheio de razão, vai é mesmo amolecer os corações para a presença de um outro, desaparecer com a pretensão de se saber demais e dissolver a presunção de rotular o mundo. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-273683943360008881?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/273683943360008881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=273683943360008881&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/273683943360008881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/273683943360008881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/11/minha-prece-favor-dos-incompreendidos.html' title='Minha prece em favor dos incompreendidos'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-3864660207524750334</id><published>2011-11-14T09:47:00.000-08:00</published><updated>2011-11-14T09:49:24.174-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divaguei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paragrafeando'/><title type='text'>Advertência</title><content type='html'>Cada vez que você clica em notícias como: "Famoso tal aproveita o feriado na praia", "Fulana de tal flagrada aos beijos com Anônimo" e "Celebridade X leva o filho ao parquinho" você contribui para o tráfico da informação, a invasão de privacidade e a prostituição no jornalismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-3864660207524750334?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/3864660207524750334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=3864660207524750334&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/3864660207524750334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/3864660207524750334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/11/advertencia.html' title='Advertência'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-8747325507650031446</id><published>2011-11-08T12:43:00.000-08:00</published><updated>2011-11-08T16:21:48.336-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divaguei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lira paulistana'/><title type='text'>Sem caminhos</title><content type='html'>&lt;div&gt;Moro bem perto de um aeroporto, mas nunca viajei por meio dele. Minha mais recente viagem e primeira inaugurando minha passagem por ali faz uns 15 dias. Na volta, fiquei com medo de ser enganada pelo taxista e liguei para minha companheira de apartamento para saber as indicações de como voltar para casa pelo caminho mais curto. "Pega a avenida tal, a rua tal, depois a rua tal..."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entrei no taxi, falei meu endereço e dei uma de malandra:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O senhor vai pela avenida tal? E depois pega aquela rua?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como assim, fiquei me perguntando, com aquele medo de ser enganada mas sem muitos argumentos. Ele perguntou que caminho era aquele que eu estava apontando, um absurdo, onde já se viu pegar tal avenida, onde você aprendeu esse caminho? Tive vergonha de dizer que pedi arrego. Contei que tinha feito o caminho com outro taxista.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então ele explodiu numa gargalhada. "É claro que ele te enganou". E riu mais. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Deu mil voltas com você, ou você mesmo pediu esse caminho a ele? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não, não seria tão idiota de pedir um caminho que nunca havia feito antes. Encurralei-me na mentira, estava me sentindo envergonhada, até diminuída, por ter sido enganada por uma história que sequer existiu. E o taxista lá, rindo, não por maldade, mas um tanto por ver a história se repetir por mil vezes na sua profissão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi aí que eu tomei as dores da minha amiga (que deve ter sido, ela sim, enganada) e expressei a mágoa por ter sido, eu também, enganada no Rio, cidade de onde tinha acabado de desembarcar (dias antes o taxista carioca fez o caminho mais comprido, para que eu pagasse uma pequena fortuna a mais). Essas enganações todas foram me avermelhando, primeiro pouco, depois tão forte que explodiram, verbalizadas em cachorros soltos:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Pois eu não tenho vergonha de nada, meu senhor. Quem me enganou foi ele (e aqui ele representa todos os taxistas desse meu Brasil). Se alguém tem que se sentir envergonhado, esse taxista é a única pessoa. Não preciso me envergonhar de ter sido enganada por um pilantra, que se vale da ingenuidade alheia para dobrar os caminhos. Isso é roubo, ou ninguém percebe? Se não existissem taxistas ladrões, corruptos, não existiriam pessoas enganadas, roubadas e ouvindo o que estou ouvindo agora. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O cara se calou. Eu acalmei depois de desabafar minha mágoa, lamentando o fato de ter sido assim, com um homem que talvez nem seja corrupto, mas que teve a recorrente mania de achar que a vítima tem culpa. Prometi não me calar mais. Cada vez que vemos algo errado acontecendo e nos calamos, morremos um pouquinho. E eu estou decidida a ficar inteira.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-8747325507650031446?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/8747325507650031446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=8747325507650031446&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/8747325507650031446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/8747325507650031446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/11/sem-caminhos.html' title='Sem caminhos'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-7361548856120016521</id><published>2011-10-17T07:52:00.000-07:00</published><updated>2011-10-17T07:53:54.930-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='outros portos'/><title type='text'>Identidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://blogdas30pessoas.blogspot.com/2011/10/moranguinho.html"&gt;Texto &lt;/a&gt;meu no Blog das 30 Pessoas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-7361548856120016521?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/7361548856120016521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=7361548856120016521&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/7361548856120016521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/7361548856120016521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/10/identidade.html' title='Identidade'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-4145403609813937780</id><published>2011-10-09T13:32:00.000-07:00</published><updated>2011-10-09T14:26:45.501-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas metidos a poemas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lira paulistana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imagem e som'/><title type='text'>Eu te juro, Augusta</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;A Augusta, desgraçada, raptou-me a bolsa&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os óculos de sol e os de enxergar bem&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A Augusta, pilantra, roubou meus cartões do banco&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Minha identidade, meus remédios, meus florais&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A Augusta, safada, carregou meu MP3&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Meu dinheiro, as chaves, os boletos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A Augusta, cachorra, me fez trocar a fechadura&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Obrigou-me a prestar queixa&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Fez da minha vida um caos&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Justo eu que a amava tanto&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não contente, a Augusta, calhorda, furtou meu celular&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E, insolente, fez uma ligação pro Peru&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A Augusta, covarde, gastou todo meu crédito&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A puta.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ainda bem que Augusta me deixou&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um amor e dois amigos profetas&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pra me consolar &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E emprestar o ombro, &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um dinheiro e o celular. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mesmo assim, Augusta, bandida, ainda me pagas&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Por não me deixar imune &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Por me incluir nas estatísticas&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Por todos os protocolos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Por ser tão cheia de gente, tão confusa&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E tão cosmopolita.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/x88hGpImdBU" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-4145403609813937780?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/4145403609813937780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=4145403609813937780&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/4145403609813937780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/4145403609813937780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/10/eu-te-juro-augusta.html' title='Eu te juro, Augusta'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/x88hGpImdBU/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-2182430201300639099</id><published>2011-09-22T19:10:00.000-07:00</published><updated>2011-09-22T19:20:23.710-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divaguei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas metidos a poemas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='script'/><title type='text'>Corpo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando a atropelaram, os carros&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Em alta velocidade não pararam&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pedestres reviraram suas coisas&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Foram-se uns trocados, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;o celular&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Em vão pediram-lhe números de cor&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ligaram, mas ninguém atendeu&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os pais moram longe, o namorado sem sinal&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;As amigas ignoram desconhecidos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O corpo e o murmúrio ficaram estendidos &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;No chão, os olhos quase se fecharam&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Foi aí que ela pensou:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como é triste&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Morrer &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;na cidade &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;grande&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-2182430201300639099?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/2182430201300639099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=2182430201300639099&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/2182430201300639099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/2182430201300639099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/09/corpo.html' title='Corpo'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-4378902468845658438</id><published>2011-09-15T06:41:00.000-07:00</published><updated>2011-09-15T06:44:11.168-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meu papai noel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pedido'/><title type='text'>Pedido da Filha do Papai Noel</title><content type='html'>&lt;div&gt;Pessoal, como muitos de vocês já sabem (e quem não sabe vai ficar sabendo agora hehe) meu pai é Papai Noel do Brasil (&lt;a href="http://papainoeldobrasil.com.br/"&gt;http://papainoeldobrasil.com.br/&lt;/a&gt;). Ele faz esse trabalho há 12 anos, com chegadas de helicóptero nas cidades do Sul do Brasil, além de resposta a todas as cartinhas enviadas para seu CEP próprio (89990-960 Sim, as cartas chegam todas em minha casa!). Já foram mais de 1 milhão de cartas respondidas, cerca de 150 mil por ano. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois de contar sobre sua paixão que inspira no &lt;a href="http://tedxportoalegre.com.br/2010/"&gt;TEDxPortoAlegre&lt;/a&gt; e de como seu trabalho transforma cidades no &lt;a href="http://www.tedxcuritiba.com/"&gt;TEDxCuritiba&lt;/a&gt;, agora ele está concorrendo a uma vaga no &lt;a href="http://tedxespm.com.br/"&gt;TEDxESPM&lt;/a&gt;, que vai acontecer dia 29 de setembro aqui em São Paulo. Meu pai (Elio Lazzarotto) está concorrendo com outras 4 pessoas para palestrar nesse evento. Cada uma delas escreveu uma ideia que gostaria que fosse compartilhada. A do meu pai é pedir que as crianças enviem cartinhas contando o que os adultos podem fazer pra transformar a vida das crianças mais feliz! Depois ele vai fazer uma lista de sugestões de políticas públicas para os governantes. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem mais receber curtições será o palestrante. É só clicar em: &lt;a href="http://www.espm.br/redes/tedx/facebook/canvas/speakerx/speaker-x-elio.aspx"&gt;http://www.espm.br/redes/tedx/facebook/canvas/speakerx/speaker-x-elio.aspx&lt;/a&gt; e votar (Like)! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agradeço muito se vocês puderem votar e quem não tiver conta no Facebook é só repassar aos seus contatos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Muuuuuito obrigada!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Beijos, Tati &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-4378902468845658438?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/4378902468845658438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=4378902468845658438&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/4378902468845658438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/4378902468845658438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/09/pedido-da-filha-do-papai-noel.html' title='Pedido da Filha do Papai Noel'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-3692804954518713567</id><published>2011-09-12T19:26:00.000-07:00</published><updated>2011-09-12T19:36:13.187-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divaguei'/><title type='text'>menino</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Corre o dia inteiro pra me ver e dorme. O chão capota sob seus pés, o sono o pisoteia e conversa com ele sonâmbulo. Descansa os pés sobre minhas pernas e reclama, reclama e boceja. A vida no hospital é difícil, mas dá bombons e adoça, é doce e amarga. Inventa desculpas para não dispensar mísero esforço e se atém à preguiça maldita, pálpebra maldita, preguiça. Passa 24 horas acordado com outros amigos que não vê há tempos e comigo, relaxa, relaxa e briga. Acha que minha carência é frescura e condena, condena e serpenteia pelas ruas com carrinho, malas e colchão. Meu grito sai tardio, sussurrado, arredio. Vem cá que eu te nino, vai.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-3692804954518713567?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/3692804954518713567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=3692804954518713567&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/3692804954518713567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/3692804954518713567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/09/menino.html' title='menino'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-7913554180345856896</id><published>2011-09-01T07:54:00.000-07:00</published><updated>2011-09-01T07:55:31.620-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quando pequena'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas metidos a poemas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><title type='text'>Água</title><content type='html'>&lt;div&gt;Da minha casa inundada nada lembro&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sou de um lugar onde água é rio, lento&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha infância qualquer deságua, fatia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A mãe me grita da beirada, desanuvia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O sol seca minha poça de lágrimas, eternizo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu consolo a tempestade disforme, granizo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nunca me afoguei, nem soube nadar, covarde&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sonhei com portos distantes e laranjas, é tarde&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O suor das coisas, de todas as coisas, morde&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha sina é não ter de lutar tanto, sorte&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mergulhei amores e temores em copos rasos, tardia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agarrei minha correnteza intempestiva, adia&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-7913554180345856896?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/7913554180345856896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=7913554180345856896&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/7913554180345856896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/7913554180345856896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/09/agua.html' title='Água'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-8201440616369044898</id><published>2011-08-30T12:35:00.000-07:00</published><updated>2011-08-30T12:36:39.455-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogos'/><title type='text'>Entrecortes</title><content type='html'>&lt;div&gt;- Mãe, ele tem cama?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ele quem?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Jesus - perguntou o moleque, subindo a rua Loefgren. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O ruim de morar em São Paulo é isso. Você anda tão rápido que nem consegue ouvir as respostas. Aí as conversas ficam assim, pela metade. Mas o pior de tudo é ficar desse jeito, no vácuo. Eu também queria saber, moleque.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-8201440616369044898?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/8201440616369044898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=8201440616369044898&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/8201440616369044898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/8201440616369044898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/08/entrecortes.html' title='Entrecortes'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-2817987461498748683</id><published>2011-08-24T19:13:00.000-07:00</published><updated>2011-08-24T19:17:39.536-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divaguei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='de como'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Nunca fui boa com jogos. Jogos de tabuleiros, baralhos, pinos, controles. Fui sempre um zero a esquerda em tudo, excluindo aí o Alladin e o jogo da memória de quadros amarelos, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;por supuesto&lt;/i&gt;, os mais simples de se ganhar. Tive um período bom com cartas na mão. Poker e truco, embora muito se deva a pose e grito. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nunca fui boa com estratégias, jogadas ensaiadas. Sou de jogar o copas em cima de gato, impensadamente, no afã do momento. Sou de jogar muita besteira em cima de muita besteira, quando o caldo já entornou. Sou de chorar o caldo entornado, sabendo antes que ele pode se esparramar, sou de chorar meu caroço.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não sou boa com jogos porque talvez deteste admitir que perdi, embora o faça agora. Porque não sou mais a carta mais alta do baralho. Perdi porque faz tempo que não vem carta. Porque não consigo ganhar de virada. Perdi porque até admitindo que perdi eu perco. Perdi porque apostei e blefei. Pediram para mostrar as cartas. E eu ando sem nenhuma.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-2817987461498748683?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/2817987461498748683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=2817987461498748683&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/2817987461498748683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/2817987461498748683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/08/nunca-fui-boa-com-jogos.html' title=''/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-4571653742127214150</id><published>2011-08-17T05:52:00.000-07:00</published><updated>2011-08-17T05:55:03.522-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='outros portos'/><title type='text'>Lá e aqui</title><content type='html'>Porque eu publiquei &lt;a href="http://blogdas30pessoas.blogspot.com"&gt;lá&lt;/a&gt;, mas acho que tem bem cara daqui.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://blogdas30pessoas.blogspot.com/2011/08/uns-30-40-vagoes-de-anos-de-distancia.html"&gt;Uns 30, 40 vagões de anos de distância&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-4571653742127214150?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/4571653742127214150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=4571653742127214150&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/4571653742127214150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/4571653742127214150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/08/la-e-aqui.html' title='Lá e aqui'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-4539507503141247468</id><published>2011-08-08T18:12:00.000-07:00</published><updated>2011-08-08T18:18:22.500-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='de uma vez só'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divaguei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><title type='text'>Um sonho de liberdade</title><content type='html'>&lt;a href="http://tatilazz.blogspot.com/2009/07/hermenegilda.html"&gt;Hermenegilda &lt;/a&gt;voltou. Não suporta ver estresse rangindo no peito, não suporta confusão rondando o espírito, não suporta explosão surtindo com efeito. Hermenegilda explodiu. Hermenegilda me surtou. A única pomada que serve para ela é branca. Hermenegilda me faz sentir uma surfista manca. Com uma mancha de pseudoprotetor solar, da largura de um dedo, num lado só da cara. Hermenegilda me faz ter saudade de esfregar o rosto com as mãos. Hermenegilda me fresqueia. Hermenegilda me faz tomar uns remédios terríveis, que me fazem sentir sede. Hermenegilda me faz sedenta por um atestado de 5 dias, para não me obrigar a encarar ninguém junto dela. Hermenegilda me irrita, Hermenegilda me pertence.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-4539507503141247468?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/4539507503141247468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=4539507503141247468&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/4539507503141247468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/4539507503141247468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/08/um-sonho-de-liberdade.html' title='Um sonho de liberdade'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-1963019584205806004</id><published>2011-07-29T20:08:00.000-07:00</published><updated>2011-07-29T20:12:24.108-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no trem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divaguei'/><title type='text'>A trança</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;No trem, o celular tocou. O homem, com poucos fios na cabeça, todos já grisalhos, falava alto, bem alto. “Ô, pastor, pastor, quando posso pegar os livros?... Amanhã?... “Sem problema, sem problema.... Minha esposa pega. Deixa eu ver com ela que horas dá para passar aí”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No banco ao lado dele, ela, a esposa. Cara de índia, aquelas índias gordas e curandeiras, com duas tranças, finas, entrelaçadas desde o topo da cabeça. Cara de poucos amigos, cara de que sim, tinha problema. “Vou ao mercado com você, né?”, respondeu em tom de reprovação. A partir daí ele ficou naquela situação de tentar reverter o mau humor da pessoa que não quer fazer nada, sem poder matá-la, pelo contrário, com tom afável, ao mesmo em que segurava o pastor, homem obviamente muito ocupado, na linha. Minutos suados depois, uma solução. “Então nove horas ela bate palma aí na frente e pega tudo”. Ufa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nesse momento me peguei pensando nesses casais de muito tempo e, principalmente, nesses casais de muito tempo com uma mulher com cara de cu, com cara de que tudo não pode, com cara de que o hormônio já faz falta, de que a labuta do dia a dia já pesa nas costas há muito tempo. Pensei nos pobres coitados dos cônjuges que convivem com esses tocos de desamor e nos malabarismos diários que devem ser feitos para não se largar mão de vez. “O casamento é um eterno ceder”, costuma dizer minha mãe.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E de pensar, fechando os olhos por um instante, eles se surpreenderam abertos olhando uma mulher que ria. Ria com riso de quem se derrete feito manteiga no sol. Tudo porque o homem estava comendo (sim, comendo) sua trança direita. Mastigava-a com vontade, pincelava a trancinha na cara toda, para depois comê-la de novo, finalizando o movimento fingindo ser a ponta da trança seu bigode.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A mulher ria, ao mesmo tempo que puxava a trança de volta, sorriso nos lábios que contrastava com suas palavras de censura. “Para, homem”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Poucas vezes minhas perguntas foram respondidas com tanta rapidez. O amor desarma. Desarma porque se faz de bobo, de bobo ao mesmo tempo que esperto, como criança que faz xixi na cama e chama a mãe de linda. Desarma como homem vivido comendo trancinha. Desarma porque é capaz de entrelaçar até fio bem embaraçado. Desarma porque diante de bobeira linda a gente baixa as armas. Obrigada, homem.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-1963019584205806004?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/1963019584205806004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=1963019584205806004&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/1963019584205806004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/1963019584205806004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/07/tranca.html' title='A trança'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-9076130934298728237</id><published>2011-07-13T19:46:00.000-07:00</published><updated>2011-07-13T19:56:52.723-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divaguei'/><title type='text'>Brinde</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Repara só. É só você aparecer empolgado com alguma notícia, como a mudança de casa que você tanto esperava, que aparece um punhado de gente com energia ruim. Fala mal do novo bairro, alerta sobre a violência, lamenta os preços (tão altos!) ou vem contando uma história de uma tia de uma cunhada de uma vizinha que perdeu toda a mudança por conta de uma transportadora fantasma.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ando cada vez mais convencida que felicidade incomoda. Não precisa ser um plano concreto, basta você mencionar uma ideia mirabolante ou até mesmo uma banalidade divertida que acabou de passar pela sua cabeça que os agouradores de plantão ativam o mecanismo que despeja instantaneamente a água fria, anunciando os contras, os contras, os contras. No final você fica se sentindo o Curupira, com os pés virados pra trás. Travados de medo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eles não perdoam nem mesmo quando você conta uma história ruim. “Vocês viram o assassinato do governador? Três tiros na cabeça”, você se espanta. Eis que seu seca-pimenteira de carteirinha anuncia: “Isso não foi nada. Teve um diplomata na Indonésia que foi torturado diabolicamente, arrancaram todos os dedos com alicate de unha, queimaram toda a pele e depois penduraram o corpo na ponte para os cachorros comerem”. Juro por Deus que não entendo essa mania de querer liderar a ruindade até mesmo na arte de ser bem informado sobre tragédia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Penso de verdade em criar uma campanha. Para cada pensamento negativo que você evitar em reação a uma palavra minha, ganha uma balinha. Não precisa torcer, não precisa achar lindo eu falar que minha geladeira nova está no lugar. Pensa em outra coisa, finge que não escuta, me manda tomar banho, vai tomar um banho, toma um comprimido (embora a mediocridade não tenha cura). Mas, por favor, sai pra lá pé de pato bangalô três vezes. E de quebra ainda adoce a boca, se quiser. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-9076130934298728237?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/9076130934298728237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=9076130934298728237&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/9076130934298728237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/9076130934298728237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/07/brinde.html' title='Brinde'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-563433495215368085</id><published>2011-07-04T13:36:00.000-07:00</published><updated>2011-11-09T04:46:29.306-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='de uma vez só'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='exercício'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3.0pt;text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Meu pai é autista e gosta de pólvora. Nunca recebi um afago, uma palavra de carinho ou a presença dele nas festinhas e feiras de ciências da escola. Sou filha de um autista e minha mãe me ensinou desde cedo que ele me ama e que esse é o jeito dele. Ou melhor, a disfunção de desenvolvimento dele. Ela também me ensinou que não posso chegar muito perto, principalmente quando ele está segurando armas de fogo. Geralmente os autistas são arredios a contatos e têm linguagem pouco desenvolvida, por isso não respondem a perguntas e se isolam quando as pessoas insistem em se aproximar. Papai atira. Até hoje contabilizamos, entre os seres atingidos pela sua pólvora, o teto da sala, a parede da garagem, um ursinho de pelúcia que cantava, três gatos e o braço do namorado da minha irmã, só porque ele errou a porta do banheiro e surpreendeu meu pai no quarto. Depois dos três gatos baleados, minha mãe desistiu de nos comprar um cachorro, mesmo com os apelos chorosos meus e da minha irmã. Se os gatos que já são meio autistas meu pai implicou, mamãe pensava, dou um cachorro e na primeira lambida as meninas verão o cadáver do cãozinho estendido na cozinha, em pleno café da manhã. Nunca acreditei que papai fizesse por mal. É o jeito dele de lidar com tudo, com esse ódio do mundo. E a mira dele nem é tão boa, foram oito gatos mirados pra morrerem somente três. Um dia ele deixou os rifles e pistolas de lado. Pensamos, curou-se. No outro dia comprou um canhão. Antes de abastecê-lo com pólvora, a mistura de carvão, enxofre, nitrato de potássio e a bala, foi contido pelos homens de branco e a camisa de força. Minha mãe deu um basta. Nunca suportou enxofre.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;*Graças a Deus esse é um texto de ficção. Meu pai está longe de ser um autista e tem horror a armas de fogo. Esse é um exercício realizado para a oficina "Narrativas breves", com o escritor Marcelino Freire.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-563433495215368085?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/563433495215368085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=563433495215368085&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/563433495215368085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/563433495215368085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/07/meu-pai-e-autista-e-gosta-de-polvora.html' title=''/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-2750863383097045126</id><published>2011-06-22T15:51:00.000-07:00</published><updated>2011-06-22T16:21:29.685-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divaguei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='perfis'/><title type='text'>Sépia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-flLLjbPx3U0/TgJ1I0p9ZWI/AAAAAAAAAOU/eriE_wAa_RQ/s1600/victor.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 179px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-flLLjbPx3U0/TgJ1I0p9ZWI/AAAAAAAAAOU/eriE_wAa_RQ/s320/victor.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5621184079345837410" /&gt;&lt;/a&gt;A foto na parede era a única coisa que fazia o homem sisudo rir.&lt;div&gt;Coisa estranha homem sério daqueles com foto de hippie na parede.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tinha dias que a secretária entrava e ele estava lá, contemplando.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enquanto ele assinava os documentos ela ficava de um para outro, credo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como é que esse homem aqui já foi esse aí?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cabelo comprido, bagunçado, bermuda desfiada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Violão o lado. E será que ele sabe tocar violão?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Além do mais na foto o homem parecia não ter nada a perder.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não era tranquilidade de executivo, era, Deus que me perdoe, vagabundagem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O homem atrás da mesa tinha muito a perder, comandava o mundo, imagina.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nunca perguntou. Perguntava muito pouco, aliás.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O homem era por demais carrancudo. Ria pouco, só na frente da foto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nem com os filhos ele ria. Nem no final do ano ele ria. Nem com balanço positivo ele ria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A secretária nunca soube.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A foto foi achada num sebo, dentro de um livro&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele nunca entrava em sebos. Homem rico, imagina.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Comprou o livro por causa da foto, perdida dentro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na foto não era ele. Mas ele queria que fosse.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;*Exercício realizado para a oficina "Narrativas breves", com Marcelino Freire. Na foto, o colega de oficina Victor Faria, do &lt;/span&gt;&lt;a href="http://sabermenos.blogspot.com/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Saber menos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-2750863383097045126?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/2750863383097045126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=2750863383097045126&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/2750863383097045126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/2750863383097045126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/06/sepia.html' title='Sépia'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-flLLjbPx3U0/TgJ1I0p9ZWI/AAAAAAAAAOU/eriE_wAa_RQ/s72-c/victor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-5595787198382304338</id><published>2011-06-19T12:32:00.000-07:00</published><updated>2011-08-01T13:39:42.766-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódios'/><title type='text'>Tatiana</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;A primeira vez que li &lt;a href="http://blogdas30pessoas.blogspot.com/2009/12/de-ver-e-sentir.html"&gt;algo dela&lt;/a&gt; foi tarde, há dois anos só, e se chamava &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Olhos de ver&lt;/i&gt;. Já tinha ouvido falar da escritora muito antes, mas queria ter passado minha infância toda com ela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Descobri que Tatiana Belinky, escritora de 92 anos nascida na Rússia mas radicada no Brasil há mais de 80 anos, estaria em uma festa de aniversário de uma editora de livros infantis aqui em São Paulo. No dia e horário marcados, desci do metrô ainda me perguntando o que eu ia fazer ao chegar lá, sem conhecer ninguém, só querendo saber da Belinki. Decidi não pegar ônibus e fiz o trajeto até o lugar a pé, só pra contemplar a beleza das ruas cheias de brechós e lojas de móveis antigos. Um primor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Cheguei na festa, encontrei-me com outros escritores e ilustradores, mas Tatiana ainda não tinha dado o ar de sua graça. Eu era uma menina grande, a única que não era criança ou estava acompanhando uma, numa verdadeira festa de arromba. Tinha contação de histórias, pipoca, milho verde cozido no fogão a lenha, brincadeiras, amendoim, bala de coco, oficinas, teatro, refrigerante, suco, goma. E nada da Tatiana.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Perguntei a umas três pessoas da editora quando ela chegaria, ainda me remoendo por não ter levado a máquina fotográfica. De repente, um escritor de livros infantis que conversava com as crianças lá no palco anunciou no microfone que Tatiana Belinky já chegara. Enfiei-me na fila, tentei convencer dois possuidores de máquina fotográfica a registrar meu momento com ela. O primeiro estava de saída, o outro não podia passar a foto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não interessava muito. Eu estava diante dela, da senhora distinta com olhos de moleca, que deu sua corrente de ouro pelo bem de São Paulo durante a Revolução Constitucionalista, que chorou copiosamente quando os espanhóis se entregaram ao exército de Franco, que deixou um primo na Letônia apaixonado por ela, sendo os dois separados definitivamente mais tarde, durante a 2ª Guerra Mundial.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tudo isso e eu ali, livro na mão, sem saber o que fazer. Abaixei-me do lado da cadeira de rodas e disse: Eu sou Tatiana também, o livro é pra mim. “Não diga!”, ela me respondeu. Com a mão fraquinha, a mente lúcida escreveu: “Para você, xará, um beijo da xará Tatiana Belinky”. Emocionada, falei baixinho no seu ouvido: “Tatiana, queria te agradecer por ter me ensinado a ter olhos de ver”. Ela gargalhou e alguém me chamou. Arthur, o primeiro possuidor da máquina que estava de saída, estava com a máquina apontada para nós. Disse: eu voltei pra fazer sua foto. Foi completo.&lt;/p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-wS_9IpncyYI/Tf5P4w8PY4I/AAAAAAAAAN4/qnb1jR8y-FE/s1600/P1020268.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-wS_9IpncyYI/Tf5P4w8PY4I/AAAAAAAAAN4/qnb1jR8y-FE/s320/P1020268.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5620017221633794946" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-5595787198382304338?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/5595787198382304338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=5595787198382304338&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/5595787198382304338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/5595787198382304338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/06/tatiana.html' title='Tatiana'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-wS_9IpncyYI/Tf5P4w8PY4I/AAAAAAAAAN4/qnb1jR8y-FE/s72-c/P1020268.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-5453957575176723639</id><published>2011-06-09T19:39:00.001-07:00</published><updated>2011-06-09T19:43:12.251-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='outros portos'/><title type='text'>Hoje eu escrevi no muro</title><content type='html'>Se você fica pensando que queria ter tido uma turma legal, heterogênea, louca, pronta pra qualquer parada e com pessoas de coração grande, de abrigar o mundo inteiro, morra de inveja. Eu tenho essa turma, ela me enche de orgulho e agora temos um muro pra escrevermos todos juntos.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Torço para que o muro seja bem colorido, como sempre foi. O que for cinza a chuva vem e apaga.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Texto meu, o primeiro de muitos, espero: &lt;a href="http://murodasdivagacoes.wordpress.com/2011/06/10/firme-obstinada-teimosa-como-uma-mula/"&gt;http://murodasdivagacoes.wordpress.com/2011/06/10/firme-obstinada-teimosa-como-uma-mula/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-5453957575176723639?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/5453957575176723639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=5453957575176723639&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/5453957575176723639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/5453957575176723639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/06/hoje-eu-escrevi-no-muro.html' title='Hoje eu escrevi no muro'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-4234402600394445945</id><published>2011-05-20T07:54:00.000-07:00</published><updated>2011-05-20T08:08:07.999-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divaguei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quando pequena'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas metidos a poemas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><title type='text'>Nostalgia</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;do tempo em que meu maior medo era a lua&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;que eu espiava medonha e escondidinha&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;debaixo do colo protetor e risonho do meu pai&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;na frente de uma janela sem cortinas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;s.f. tristeza profunda pelo leite derramado,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;pelo&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;que já foi e não volta mais&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;estado melancólico da alma&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;do tempo em que bullying não tinha esse nome&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;e minha&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;única inimiga se chamava kethiele&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;a mais desbocada e terrível criança que já existiu&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;vilã até no nome&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;o sufixo “algia” tem raízes gregas e significa dor, aflição&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;o&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;que quer dizer o resto da palavra desconheço&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;e prefiro continuar desconhecendo&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;do tempo em que eu morava na avenida brasil&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;e achava que todo mundo, mesmo os que moravam bem longe,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;moravam também na avenida brasil, que por ser brasil era grande&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;e podia abrigar o mundo inteiro&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;os dados epidemiológicos referentes à nostalgia são bem variados&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;pode acometer crianças, homens, mulheres e velhos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;especialmente velhos, no corpo ou na alma&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;do tempo em que o tempo era moleque travesso&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;e o mais curto era o tempo do recreio e o mais longo, o tempo de um ano letivo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;no meio tempo o objetivo era passar de ano&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;e a gente sabia qual era exatamente o próximo passo e que ele não era em falso&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;os sintomas mais frequentes da nostalgia são o pigarro da alma, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;saudade do que já foi e do que ainda não veio&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;melancolia varrida, que varre, varre e não recolhe nunca&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;do tempo em que mudar de colégio era o que de pior poderia acontecer&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;mas a tarde era inteira nossa, com sessão da tarde, mate da tarde, pipoca da tarde,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;até que tarde da noite, lá pelas 7, a mãe ligava, dizendo que era hora de voltar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;o diagnóstico efetivo se dá por um exame aprofundado nas pupilas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;donde se vê o reflexo de um porto vazio e uma casa irremediavelmente perdida&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;e um sonho do qual se acorda já em pé&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;do tempo em que meu orgulho era ter lido quase todos da série vagalume, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;e todos os livros do mundo estavam no acervo da Biblioteca Municipal de São Lourenço do Oeste &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;e a Marisa, bibliotecária, tinha a chave de tudo, por saber exatamente onde cada livro estava&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;uma das poucas moléstias em que não há prevenção&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;ou se nasce com ela ou nasce sem ela&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;mas ao longo da vida pode ser desenvolvida ao ver um álbum amarelado&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;do tempo em que eu sabia ralar joelhos a bordo de uma bicicleta &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;e que os machucados saravam rápido, como raiva de mãe&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;e briga de irmão mais velho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;os sintomas são aliviados se o paciente respirar fundo três vezes, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;subir numa ameixeira vez em quando outra e cuspir ressentimento fora como se cospe caroço&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;tratamento, amigo, não tem&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;nostálgico é doente crônico, vivente do passado e meio que descrente no futuro&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-4234402600394445945?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/4234402600394445945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=4234402600394445945&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/4234402600394445945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/4234402600394445945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/05/nostalgia.html' title='Nostalgia'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-5472064216427316157</id><published>2011-05-14T15:07:00.000-07:00</published><updated>2011-05-14T15:23:45.920-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divaguei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas metidos a poemas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><title type='text'>Termômetro</title><content type='html'>Minhas unhas da mão e eu vivemos uma batalha incansável&lt;div&gt;Tento afastá-las da boca, da tentação de consumi-las&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lixo, passo esmalte, faço as unhas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como mocinha&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma hora a ansiedade bate&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Elas me vencem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu as roo &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E a vida &lt;/div&gt;&lt;div&gt;toda&lt;/div&gt;&lt;div&gt;rui &lt;/div&gt;&lt;div&gt;junto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-5472064216427316157?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/5472064216427316157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=5472064216427316157&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/5472064216427316157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/5472064216427316157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/05/termometro.html' title='Termômetro'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-3723307639444071691</id><published>2011-04-23T22:10:00.000-07:00</published><updated>2011-04-23T22:17:47.255-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='de uma vez só'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='listas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imagem e som'/><title type='text'>Confesso</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Que tenho momentos de maldade e que já desejei mal ao próximo (e principalmente à próxima, quando ela estava próxima demais do meu próximo). Que tenho surtos psicóticos, que já quis que certas pessoas... pfff desaparecessem. Que sou insegura e tenho ataques de choro frequentes. Confesso que quero ser paparicada, que sou ciumenta, possessiva e meio louca. Confesso que já culpei a TPM por momentos de imaturidade. Que sou mais vilã que mocinha. Que faço fofoca e depois tento me redimir pensando que nenhum comentário foi injusto, muito embora desnecessário. Que sou bem mais criança que adulta. Que magoo quem mais amo com a facilidade com que bebês choram. Que já tive vontade de jogar o celular janela afora. Que tive o mesmo desejo com pessoas. Que nem sempre tenho graça. Que não sei piscar sem abrir a boca, nem dobrar a língua, nem mexer a orelha sem as mãos. Que já fingi que não doeu. Que nunca virei uma estrelinha. Que o pé sua e já caí muito nas calçadas da vida. Que a mão sua e já manchei muito documento importante. Confesso também que em dias de calor eu, inteira, suo. E que é do meu querer ser, toda e todo dia, sua.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" src="http://www.youtube.com/embed/jtgxsttk1Aw" allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-3723307639444071691?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/3723307639444071691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=3723307639444071691&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/3723307639444071691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/3723307639444071691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/04/normal-0-21-false-false-false.html' title='Confesso'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/jtgxsttk1Aw/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-1517297349440578331</id><published>2011-03-28T19:51:00.000-07:00</published><updated>2011-03-28T19:53:43.897-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divaguei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imagem e som'/><title type='text'>Educação</title><content type='html'>No parque, observei três meninos na fila da torneira, esperando para encher de água o baldinho. Molhar a areia para construir castelos, piscinas, um mundo todo de terra e água na palma das mãos. Os três na fila, as mães no banco, conversando sobre trabalho e esmaltes. Uma das mães, que não era mãe de nenhum dos três meninos, aproveitava o domingo de parque para corrigir provas dos alunos, enquanto as quatro crianças que ela trouxera a interrompiam constantemente, pedindo chocolate, pedindo refrigerante, pedindo pra mãe salvar da altura do brinquedo. A mãe e suas quatro crianças tomaram minha atenção por instantes, mas o aprendizado daquele domingo ensolarado estava mesmo na fila da torneira. &lt;br /&gt;Enquanto os três meninos aguardavam pacientemente sua vez, uma senhora passou na frente deles, sem dó nem piedade, para encher uma garrafinha. Um dos garotos, com aquele ar sem ironia nem arrogância que toda criança de uns seis anos pode ter, perguntou; “Tia, a senhora não tinha que ‘tá’ lá trás?” Ela fez que nenhuma palavra foi dita. O garoto esperou a adulta saciar sua sede, eles encheram os baldes e voltaram contentes para a areia.&lt;br /&gt;Do banco, só me restou torcer. Torcer para que o menino conserve sua sabedoria de pequeno, de saber quando as coisas estão erradas e de saber que isso deve ser dito em alta voz. Esperamos, menino, que mesmo ignorada, a voz da justiça um dia seja ouvida. E eu espero, “tia”, que seu encontro ocasional tenha servido ao menino. E que, se preciso for, mais “tias” encontrem meninos para que eles saibam, em todas as filas, em todas as esquinas, em cada dia, o que não deve ser feito. &lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/L5HgzE10Zss" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-1517297349440578331?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/1517297349440578331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=1517297349440578331&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/1517297349440578331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/1517297349440578331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/03/educacao.html' title='Educação'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/L5HgzE10Zss/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-5054460562489242117</id><published>2011-03-16T20:38:00.000-07:00</published><updated>2011-03-16T20:47:47.552-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='palavreado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sobre'/><title type='text'>Se contém</title><content type='html'>Paixão é cócega, das que arrepiam e explodem num riso descontrolado. A gargalhada acaba não sendo por gosto, nem por desgosto, e no fim a gente acaba rindo mesmo por ter perdido o prumo. E diante do cocegador a gente fica incerto se esconde o pé ou aperta o braço bem juntinho do corpo, pra não se perder na explosão incontida da gargalhada, ou então se se rende logo, pelo bem da risada. Mas ninguém se entrega fácil, muito menos foge de imediato. Cócega boa é aquela que vem sem aviso e cocegador bom é quem sabe fazer com jeito malandro, mesmo diante do apelo (metade rido metade chorado) do seu cocegado. Paixão é o exato momento em que ambos se olham e estudam o movimento alheio, mas sem ter certeza do que vai dar e como vai dar. Paixão é descontrolar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-5054460562489242117?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/5054460562489242117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=5054460562489242117&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/5054460562489242117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/5054460562489242117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/03/se-contem.html' title='Se contém'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-2884676792440749009</id><published>2011-03-13T20:11:00.000-07:00</published><updated>2011-03-13T20:26:51.741-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='de uma vez só'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divaguei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imagem e som'/><title type='text'>Manual</title><content type='html'>Eu já dosei, refleti e analisei tudo. Meu erro está em não saber medir. As palavras ou as emoções. Daí tudo se esparrama, foge ao controle. E no final é cada um num canto, perguntando-se por que se estão os dois ali, sobra solidão. Perguntando-se se tudo o que é preciso está ali, falta um tanto. Quem sobra, quem sabe, quem sobe, quem até sibila, quem será que, no final, assovia uma canção? A nossa, qual é? São os sons que descrevem as histórias de amor com sintonia, são os sons, mas não só. Tem também as letras e as palavras, que juntas formam os textos. Todos dedicados a mim. E eu nem sei o que responder, os meus também são, todos dedicados a você? Não, é mais, sou eu. Inteira sua.&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/Ndz1nnK7L6k" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-2884676792440749009?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/2884676792440749009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=2884676792440749009&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/2884676792440749009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/2884676792440749009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/03/manual.html' title='Manual'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Ndz1nnK7L6k/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-2366411386415390962</id><published>2011-03-09T09:17:00.000-08:00</published><updated>2011-03-09T09:22:41.753-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas metidos a poemas'/><title type='text'>São Paulo</title><content type='html'>Tem sempre dois metrôs: um que vai, um que volta&lt;br /&gt;Tem sempre duas escadas rolantes, a que sobe, a que desce&lt;br /&gt;Tem sempre dois lados da avenida, um pra lá, outro pra cá&lt;br /&gt;Tem sempre alguém descendo do trem, alguém entrando nele&lt;br /&gt;Tem sempre alguém desembarcando na rodoviária e alguém indo embora&lt;br /&gt;Tem sempre alguém ganhando, tem sempre alguém pedindo&lt;br /&gt;Tem sempre alguém rindo, alguém chorando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa é sempre igual: &lt;br /&gt;Sempre, sempre, sempre chove.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-2366411386415390962?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/2366411386415390962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=2366411386415390962&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/2366411386415390962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/2366411386415390962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/03/sao-paulo.html' title='São Paulo'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-6931623035424993512</id><published>2011-02-27T09:54:00.000-08:00</published><updated>2011-02-27T10:21:23.763-08:00</updated><title type='text'>Meu caso com o Moacyr Scliar</title><content type='html'>Eu tinha encasquetado que o tema do meu TCC de faculdade seria sobre as crônicas do Cony, mas minha orientadora sugeriu que eu mantivesse o estudo das crônicas, porém, mudasse o autor. “Conhece o Scliar?”. Não, não conhecia.  No mesmo dia parti para a hemeroteca e encontrei várias das suas crônicas publicadas na Folha de S. Paulo. Não demorou para que eu me visse envolvida entre suas linhas, lendo e relendo, fazendo do trabalho de conclusão de curso uma forma de me aprofundar na essência do escritor.&lt;br /&gt;Achei válido ter umas palavras dele no meu trabalho. Consegui seu e-mail com a editora e enviei. Três perguntas. Tive receio de elas serem fracas, de que ele nunca respondesse. Meia hora. A resposta.&lt;br /&gt;“Tatiana: obrigado pelo e-mail e pelo interesse em meu trabalho. Aqui vão as respostas, com abrs. do Moacyr”&lt;br /&gt;Mal contive a emoção. Tempos depois, a elaboração do TCC arrancou-me mais dúvidas e lá fui eu enviar outras três ou quatro perguntas. Atenção idêntica, rapidez idem. Pouco depois de concluir o trabalho, minha turma de Jornalismo produziu um jornal sobre a tradição gaúcha. Para a página 2, típica página de opinião, ninguém tinha idéia de quem pudesse escrever um artigo sobre o tema. Um professor sugeriu que nós convidássemos alguém famoso para escrever. Lembrei logo do Scliar. Enviei um e-mail cheio de formalidades perguntando se, caso não fosse muito incômodo, ele poderia escrever uma crônica sobre o assunto, mas não precisaria ser nada muito longo, só se desse mesmo, porque seria uma honra ter seu nome no nosso jornal e mais um monte de linhas. Deu uma hora e ele respondeu: “Tatiana, aí está a crônica, com abrs. do Moacyr”.&lt;br /&gt;Eu nunca mais entrei em contato, mas a ideia de que eu era “assim assim” com o Moacyr Scliar correu. Até que, no ano seguinte, uma professora perguntou se eu não poderia mandar um e-mail convidando-o a dar uma palestra na faculdade. Eu tinha o e-mail, poderia passar a ela, mas ela imaginou que eu teria mais influência para fazer o convite. Enviei umas palavras e esperava uma resposta igualmente rápida, mas não estava tão convicta que um imortal quisesse viajar até Guarapuava para falar a alguns universitários. Minutos depois o telefone do meu trabalho tocou. “Tatiana? Tatiana, aqui é o Moacyr Scliar, tudo bem?” Gelei a barriga. Achei até que era alguém tirando sarro, mas não. Era ele mesmo. Participei de alguns acertos para o evento e esperei ansiosamente o dia. Imprimi meu trabalho e aguardei ansiosa em frente à porta do auditório até que ele chegasse. Minhas mãos tremiam.&lt;br /&gt;Lembro-me até hoje da professora dizendo: “Scliar, tem alguém aqui que está ansiosa para te conhecer”. Nas minhas mãos trêmulas, além do meu trabalho, três livros esperando autógrafo. Em um deles, no meu preferido, ele escreveu: “Para Tatiana, uma glória para este escritor”. Meu trabalho era motivo de orgulho para ele, o que fui saber mais tarde, quando, em cima do palco, no meio da palestra, ele falou isso. Mas não era só essa surpresa que a noite me reservava. Depois da palestra, a professora organizadora do evento me puxou de canto e perguntou se eu queria jantar com o Scliar e outros professores. Era ela quem iria, mas teve uns imprevistos. Claro que eu queria ir, embora a ideia em si já me causasse arrepios.&lt;br /&gt;Éramos eu, dois professores de Letras e o Scliar. Pensei que ficaria muda e estática todo o jantar, mas falei um bocado. Discutimos literatura, mas também formação, idealizações da faculdade e concretizações no mundo real. Scliar era de uma simplicidade espantosa. Na hora de ir embora, já cansado, ele me deu um abraço e falou: “Guria, boa sorte, é o que te desejo”.&lt;br /&gt;No outro dia mandei um e-mail, agradecendo a palestra e o fato de termos nos conhecido. Pouco tempos depois, emocionada, li:&lt;br /&gt;“Tatiana: obrigado pelo e-mail. Também foi um prazer para mim te encontrar. E a tese, que já estou lendo, é uma beleza! Teu trabalho é motivo de orgulho, para mim! Abrs. Moacyr”&lt;br /&gt;Um tempo depois, curiosa que só, perguntei a ele se ele tinha terminado a leitura e o que tinha achado do texto como um todo. Foi o Scliar gentil, de sorriso largo e simpático, quem respondeu:&lt;br /&gt;“Tatiana: claro que terminei! E gostei muito, não só da análise que você faz como também por seu estilo. Antevejo um grande futuro para você! Receba os parabens, o muito obrigado e o abr. do Moacyr”&lt;br /&gt;Guardo todos os e-mails. Guardava ainda no celular um lembrete com o dia do aniversário dele. Mandava e-mail de parabéns todo ano. Quando soube que ele estava no hospital, acompanhei com o coração apertado e nesta manhã de domingo tudo amanheceu mais triste, mais vazio de palavras. Moacyr Scliar morreu nesta madrugada, na cidade que tanto amava. E eu sou uma das milhões de pessoas que passaram por ele e jamais esqueceram a atenção especial dedicada pelos seus grandes olhos azuis aos seus admiradores. Parece até o título de um livro que ele escreveu, “Eu vos abraço, milhões”. Li certa vez que o título veio de uma frase que ele gostava muito e sempre quis encaixar em alguma de suas obras. Scliar era assim, guardava suas ideias rabiscadas dentro em uma pasta de cartolina para um dia concretizá-las. Como diz um trecho de uma de suas crônicas, "Você está certo, meu jovem amigo. Não só as férias são curtas, a vida também”. A vida pode ter sido curta para executar todas as idéias rabiscadas da pasta de cartolina, mas poucos produziram tanto como você. E o nosso caso, o caso de uma admiradora com seu ídolo, não termina aqui, continuarei lendo e relendo suas letras nos livros, tantos, e nos recortes de jornais que guardo.&lt;br /&gt;Não tem palavra para explicar tristeza de morte, eu prefiro me apegar ao que existiu em vida.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-cQJnVXkxRGs/TWqRBLPXV0I/AAAAAAAAAME/NntQwprTA70/s1600/eu%2Be%2Bscliar.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-cQJnVXkxRGs/TWqRBLPXV0I/AAAAAAAAAME/NntQwprTA70/s320/eu%2Be%2Bscliar.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578430537834911554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-6931623035424993512?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/6931623035424993512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=6931623035424993512&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/6931623035424993512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/6931623035424993512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/02/meu-caso-com-o-moacyr-scliar.html' title='Meu caso com o Moacyr Scliar'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-cQJnVXkxRGs/TWqRBLPXV0I/AAAAAAAAAME/NntQwprTA70/s72-c/eu%2Be%2Bscliar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-1144647931197939906</id><published>2011-01-31T09:08:00.000-08:00</published><updated>2011-02-01T11:10:44.166-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='palavreado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vi ali'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imagem e som'/><title type='text'>Definição</title><content type='html'>O amor é feito de duas pessoas em constante evolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a minha definição. A do &lt;a href="http://carpinejar.blogspot.com/"&gt;Carpinejar &lt;/a&gt;é essa:&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/1gFO_DQZfkc" frameborder="0" allowFullScreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a sua, qual é?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-1144647931197939906?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/1144647931197939906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=1144647931197939906&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/1144647931197939906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/1144647931197939906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/01/definicao.html' title='Definição'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/1gFO_DQZfkc/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-5886593627627302435</id><published>2011-01-28T15:45:00.000-08:00</published><updated>2011-01-28T15:47:07.975-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meu papai noel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divaguei'/><title type='text'>Comunicação</title><content type='html'>Quando você quer se comunicar com alguém, hoje, qual meio usa? Envia um e-mail, uma mensagem off pelo MSN, um scrap, uma DM pelo twitter, publica no mural do Facebook, escreve um SMS ou liga no celular? A menos que se trate de alguém totalmente avesso às tecnologias, a resposta é quase sempre instantânea.&lt;br /&gt;Meu pai contou que, há 38 anos, em 1973, ele se mudou para o Rio de Janeiro e a família – pai, mãe e irmãos – ficaram no interior de Santa Catarina. Não tinham telefone e uma carta pelos Correios demorava mais de 20 dias, além de ser caro o envio. Para se comunicar, eles se escreviam cartas, intermediadas por caminhoneiros que transportavam feijão. A maioria das cartas era escrita pelos irmãos do meu pai, já que meus avós, agricultores, escreviam pouco. O transporte das notícias era relativamente rápido, em quatro dias uma carta escrita pela família do meu pai chegava ao supermercado carioca no qual ele e um irmão trabalhavam. Mas era um tempo prolongado demais caso a notícia fosse trágica e inesperada. &lt;br /&gt;Quando meu avô paterno morreu, de câncer, em 1975, meu pai e meu tio, que também estava no Rio, acompanharam o sofrimento viajando de lá para cá. Ao todo, no ano em que meu avô faleceu, foram seis viagens. Na última, passaram uma semana na casa paterna e foi aí que meu avô se foi. Caso algum parente tivesse ido embora por acidente ou enfarto fulminante, os dois jamais chegariam a tempo para o enterro.&lt;br /&gt;Às vezes eu brinco que meu pai me liga direto, por qualquer motivo. Uma vez a nossa cachorra teve filhote e eles ligaram no meu celular na hora para contar, no meio de uma aula. Uma amiga disse que o priminho dela nasceu e a família nem se lembrou de comunicá-la, soube apenas uma semana depois. Talvez meu pai seja mesmo apegado ao telefone. Talvez porque ele teria dado tudo para ter a facilidade de contato que ele tem hoje com os filhos para falar com os próprios pais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-5886593627627302435?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/5886593627627302435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=5886593627627302435&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/5886593627627302435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/5886593627627302435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/01/comunicacao.html' title='Comunicação'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-6881195365677932602</id><published>2011-01-12T21:32:00.000-08:00</published><updated>2011-01-12T21:34:16.099-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quando pequena'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sobre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><title type='text'>Sobre as grandezas</title><content type='html'>Um dos lugares que mais me marcou na infância foi a garagem do apartamento no qual morei até os 10 anos. Lá dei vazão às minhas fantasias, aprendi a andar de bicicleta, logo mais &lt;a href="http://tatilazz.blogspot.com/2010/01/minha-breve-vida-de-ciclista.html"&gt;atropelei um velhinho com outra bicicleta&lt;/a&gt;, lá que uma amiga minha quebrou o braço. A garagem tinha uma área aberta atrás, um mundo a ser desbravado, e tudo virava motivo para explorações e histórias fantasiosas que tinham um exato dia para acabar. No outro, a brincadeira era outra.&lt;br /&gt;Foi lá o cenário de mais uma das minhas festas escalafobéticas, a de 7 anos. Foi na garagem que meu irmão deixou a bicicleta assassina sem trancas e, assim, roubaram. Atrás da garagem descobri que tinha um muro que dava direto para o quintal de uma amiga meio vizinha, descoberta inacreditável aos 7 anos. Eu estava aprendendo a construir atalhos, à custa de muitos joelhos ralados. &lt;br /&gt;Mesmo meus pais nunca tendo mudado de cidade, não tinha mais voltado à garagem. Isso foi acontecer só esses dias e foi aí então que eu descobri. Como as coisas grandiosas da nossa infância são pequenas, tão menores que nas nossas lembranças! Fiquei inconformada ao perceber que não, a garagem não tinha sido reformada. Ela sempre foi daquele tamanho. Como minha mãe conseguiu fazer uma festa de aniversário naquele espaço estreito? Como eu me divertia andando de bicicleta de um lado para o outro em uma garagem tão curta? A única coisa que entendi foi como eu atropelei o velhinho pintor aprendendo a andar de bicicleta.&lt;br /&gt;Logo ao lado da garagem, tive outro choque. O primeiro lance de escadas do apartamento onde morávamos era inacreditavelmente pequeno! Na minha infância, aquelas escadas representavam o começo de um grande caminho, que levava ao terceiro andar, um lugar muito, muito alto. Lembro-me bem que limpar as escadas era um trabalho de Hércules. E agora estava tudo ali, reduzido a uma pequenez que nunca tinha feito parte de mim.&lt;br /&gt;Com o passar do tempo, só as distâncias físicas acabam aumentando. A gente envelheceu pra voltar a pé da casa daquela amiga, trajeto que antes, serelepes, vencíamos em um salto. O morro que leva a casa de outra amiga é muito mais íngreme que na infância, ainda mais para mim, sedentária convicta. Quando foi que a gente acostumou a andar de carro e deixar de acompanhar o crescimento das azaleias do vizinho do fim da rua? &lt;br /&gt;É claro que há 15 anos eu era menor, o que distorce as proporções das coisas. Mas não é só isso. De repente o pai não é mais tão jovem como a gente lembra, a mãe pede ajuda pra carregar peso, eles não tomavam tanto remédio assim, tomavam? De repente, as coisas grandes ficam pequenas, as importantes vão sendo encaixotadas e a gente vai se surpreendendo com o tamanho das escadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-6881195365677932602?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/6881195365677932602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=6881195365677932602&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/6881195365677932602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/6881195365677932602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/01/sobre-as-grandezas.html' title='Sobre as grandezas'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-2372332257312642349</id><published>2011-01-11T06:00:00.000-08:00</published><updated>2011-01-11T06:07:34.020-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meu papai noel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imagem e som'/><title type='text'>O maior</title><content type='html'>Ele foi com medo, muito medo de errar. De fazer feio, de ser menor. Eu fiquei com o coração na mão durante todo o dia, lá, do outro lado do oceano. Acompanhei toda a repercussão e fiquei emocionada, orgulhosa. Quando voltei, ele disse: fala a verdade, você achava que eu não ia conseguir, né? Não, pai. Eu tinha medo que não vissem o quanto você é herói. Mas ainda bem que eles viram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://player.vimeo.com/video/18423926?color=f00000" frameborder="0" height="225" width="400"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/18423926"&gt;TEDxPORTOALEGRE - Elio Lazzarotto (Papai Noel do Brasil)&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/tedxportoalegre"&gt;TEDxPortoAlegre&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com/"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-2372332257312642349?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/2372332257312642349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=2372332257312642349&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/2372332257312642349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/2372332257312642349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2011/01/o-maior.html' title='O maior'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-6253608856791919728</id><published>2010-12-09T11:00:00.000-08:00</published><updated>2010-12-09T11:15:01.059-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divaguei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quando pequena'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imagem e som'/><title type='text'>De todos, Marcelo</title><content type='html'>Ele só tem um olho, o outro foi perdido. O braço direito está por um fio, a boca, quando aberta, deixa aparecer a marca de uma canetinha vermelha. Um dos braços tem uma espécie de plástico por dentro, o outro não – motivo de um mistério insondável, descoberto só muitos anos mais tarde. Ao fundo da boca, uma peça dura, que também sempre fez parte do mistério.&lt;br /&gt;Assim descrevo o meu brinquedo de infância predileto, que me foi dado no meu aniversário de um ano. Mas foi só com uns cinco que o batizei. O cachorrinho de pelúcia passou a ser Marcelo, nome do vizinho da nossa sorveteria, com quem eu brincava todo dia.&lt;br /&gt;Nunca mais ouvi falar do Marcelo, o garoto, que hoje deve ter bem uns 30 anos. O cachorrinho continua lá, na minha ex-cama, posto de destaque frente às dezenas de brinquedos que povoam as prateleiras. Marcelo é bem menos conservado que as bonecas, as barbies, todas bem penteadas e sem um pingo de pó, fruto do trabalho minucioso da minha mãe, que não deixa por nada a gente doar os brinquedos de infância. &lt;br /&gt;Marcelo, entretanto, é o preferido. O único que eu carregaria comigo, se me mudasse para sempre (enquanto ainda mudo temporariamente ele continua lá, reinando sobre minha ex-cama). &lt;br /&gt;Sempre o considerei único, diferente dos brinquedos que meu pai trazia para mim do Paraguai, dos quais sempre existiam outras cópias para serem vendidas na loja que tínhamos em casa. Qual não foi minha surpresa, porém, quando conheci um outro Marcelo, esse sim bem conservado. Uma companheira de apartamento trouxe o Marcelo dela, com os dois olhos intactos, um lacinho vermelho no pescoço e (choquei) um mecanismo pelo qual ao apertar a mão esquerda, ele abria  a boca. Desfeito o mistério, o Marcelo original era cheio de artimanhas.&lt;br /&gt;Mas não olhei para o Marcelo da companheira de apartamento com nem um pingo de inveja. Foi por ter brincado com meu cachorrinho de pelúcia preferido até dizer chega, foi por ter arrastado ele pelo chão encardindo todos seus pelos brancos, obrigando minha mãe a lavá-lo na máquina de lavar, que hoje ele é o que é para mim. E eu sou o que sou. Uma menina de 25 anos que arrasta um cachorrinho de pelúcia entre suas lembranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Pvp3bh4Ehwk/TQEpYUYwgPI/AAAAAAAAALA/aAjc1-r4UP4/s1600/DSC03095.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Pvp3bh4Ehwk/TQEpYUYwgPI/AAAAAAAAALA/aAjc1-r4UP4/s320/DSC03095.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5548761713663312114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/XHFy3YWpRx8?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/XHFy3YWpRx8?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-6253608856791919728?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/6253608856791919728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=6253608856791919728&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/6253608856791919728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/6253608856791919728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2010/12/de-todos-marcelo.html' title='De todos, Marcelo'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Pvp3bh4Ehwk/TQEpYUYwgPI/AAAAAAAAALA/aAjc1-r4UP4/s72-c/DSC03095.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-3565774645633857892</id><published>2010-11-30T05:04:00.000-08:00</published><updated>2010-11-30T05:07:20.132-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imagem e som'/><title type='text'>A chegada</title><content type='html'>Não foi agradável a viagem. A menos que você considere que desagradável é uma palavra muito forte para definir onze horas de voo dividindo o banco com as pernas dobradas da mulher ao lado, que se esparramou para dormir no colo do marido. A menos que desagradável seja uma palavra muito forte para exprimir a vontade irreprimível de ir ao banheiro e enquanto você espera na fila, uma mineira puxa um papo interminável e no exato momento em que você consegue escapar e anuncia a sua nova amiga de que vai entrar no banheiro, a aeromoça grita: Agora todo mundo sentado que tem turbulência!&lt;br /&gt;Assisti a um filme em italiano, para matar a saudade antecipada da língua que eu me esforcei a aprender nesse meio tempo. E com sorriso disfarçado nos lábios, me dei conta que entendi tudo (salvo uma palavra e outra) como se estivesse assistindo em português. Fora o filme e os minutos dedicados à refeição (se você considerar desagradável uma palavra muito forte para definir uma comida, finja que não leu essa parte), tive muitos momentos em que seria possível a minha cabeça trabalhar bastante, algo comum nos meus silêncios. Mas abandonei as reflexões interiores durante a viagem. Não quis pensar nos meus próximos passos, nem mesmo no plano número um de devorar uma coxinha assim que aterrasse os pés em terras brasileiras (melhor dizendo, os pés no aeroporto brasileiro, onde para comer uma coxinha é necessário penhorar um órgão). Quis transformar esse momento no ar em uma pausa fluida e gelatinosa como flutuar no ar dentro de uma bolha. Sem ponto de partida, nem ponto de chegada, um devaneio. &lt;br /&gt;Mas assim que o avião pousou e o comandante anunciou que éramos bem-vindos em São Paulo, eu ouvi os acordes de Luz Negra, do Cazuza. Mal tive tempo de distinguir a música e o grupo evangélico que estava no avião, voltando de uma excursão à Terra Santa, puxou uma calorosa salva de palmas. Assim que deixei de bater uma mão na outra, aproveitei para enxugar minhas lágrimas, que não respeitaram minha intenção de devaneio. Elas pousaram antes de mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3l3D3eOEOaQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/3l3D3eOEOaQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-3565774645633857892?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/3565774645633857892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=3565774645633857892&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/3565774645633857892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/3565774645633857892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2010/11/chegada.html' title='A chegada'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-1864768400718929362</id><published>2010-10-25T03:29:00.000-07:00</published><updated>2010-10-25T03:31:29.599-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divaguei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quando pequena'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trilha sonora'/><title type='text'>Envelheço na cidade (eterna)</title><content type='html'>Acho que consigo me lembrar de todos os aniversários que tive, desde os da mais tenra idade, graças às fotos das festas idealizadas pela minha mãe. Do 1º ao 8º ano foram superproduções, com vestidos-bolos, bolos-castelos, decorações dignas de carros alegóricos e um minucioso registro fotográfico. A partir do 9º aniversário minha irmã nasceu e virei gata borralheira. &lt;br /&gt;Mesmo assim nenhum aniversário passou em branco. Sempre tive bolos para cortar, velas para apagar e amigos para receber. Virou uma espécie de ritual não deixar o aniversário ser uma data qualquer. Acho engraçado quando alguém diz que não gosta do seu aniversário. Eu adoro os meus, são como a demarcação, com outra pedra fundamental, de uma fase que começa e, principalmente, do inferno astral que termina. Eu festejo a cada ano meu nascimento, teria por que não festejar?&lt;br /&gt;Este ano envelheci sozinha. Demarquei a chegada dos 25 anos em Roma, a cidade eterna, que não acaba de ter coisas para mostrar. Quando se acredita que toda a história já foi desvendada, alguém escava e descobre mais um monumento. Tem outra cidade lá embaixo. Mas em Roma, senti pela primeira vez o peso de uma história. Não só da minha, mas a história dos lugares que visitei. Imaginei tudo que se desenvolveu ali, há um punhado de séculos, naquele espaço que eu estava serpenteando como turista. Eu estive no lugar onde se acredita que foi assassinado o homem que disse a frase que tenho tatuada nas costas. Até hoje as pessoas depositam flores em homenagem a um morto milenar. Olhar para as rochas que resistem ao tempo dessa forma produz a estranha sensação de se ouvir as vozes dos antigos romanos. Um pouco assustador.  &lt;br /&gt;No meu último aniversário, pedi que dali um ano eu não estivesse no mesmo lugar. Deu certo. Estou onde sempre quis estar e onde jamais imaginei estar. Contraditoriamente, pela primeira vez envelhecer me entristeceu. Foi só dar meia-noite que chorei sozinha sentindo o peso das coisas, das costas, dos custos. Do quanto custa saber. Quem se é, aonde se quer chegar e se a gente está disposto a morrer um pouquinho para conseguir.  Sonho e sangue, como diria o Belchior. Falta só voltar à América do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="353" height="132"&gt;&lt;embed src="http://www.goear.com/files/external.swf?file=7043ea5" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" quality="high" width="353" height="132"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-1864768400718929362?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/1864768400718929362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=1864768400718929362&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/1864768400718929362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/1864768400718929362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2010/10/envelheco-na-cidade-eterna.html' title='Envelheço na cidade (eterna)'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-6774851641188750594</id><published>2010-09-21T01:52:00.000-07:00</published><updated>2010-09-21T01:57:17.794-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='script'/><title type='text'>Sob o azul</title><content type='html'>Cenário: um campo cheio de olivas de um lado, casas bonitas e bem cuidadas do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horário: final de uma tarde esplendorosamente azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Personagens: eu e o bebê, mas o bebê dormia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ato: conduzir o carrinho por uma rua estreita, a última da vila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trilha sonora: o som do carrinho no asfalto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espetáculo: o sol quase se pondo a Oeste e, ao girar a cabeça perpendicularmente a Leste, encontrar a lua crescente que despontava, tímida, quase transparente no azul. No meio dos dois astros, rastro de nuvens em um céu, repito, esplendoroso. E embaixo eu, movendo a cabeça lentamente de um lado a outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão: um dos meus raros momentos de paz. Uma injeção de ânimo. E saber que não estou sozinha enquanto tenho meus olhos, meus cúmplices.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-6774851641188750594?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/6774851641188750594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=6774851641188750594&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/6774851641188750594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/6774851641188750594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2010/09/sob-o-azul.html' title='Sob o azul'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-7480133235887141786</id><published>2010-09-19T04:32:00.000-07:00</published><updated>2010-09-19T04:35:53.339-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divaguei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quando pequena'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><title type='text'>Na garganta</title><content type='html'>Foi quando eu tinha uns 12 anos. Estava visitando meus tios no Rio de Janeiro e voltava da casa de um deles perto do meio-dia. Prestes a entrar no prédio da minha outra tia, onde passava a maior parte do tempo, aconteceu. Uma força estranha e invisível me arremessou para trás. Senti uma dor na garganta e quando passei a mão constatei: sangue.&lt;br /&gt;Descobri minutos mais tarde que não era uma força invisível e sim uma linha esticada onde garotos tinham lambuzado de cerol. A mistura de cola e vidro moído me cortou a garganta, mas foi de levinho. Claro que fiquei assustada, mas o que mais me deixou espantada foi a voracidade com que minha tia, quando descobriu, avançou sobre a linha e esbravejou contra os moleques. Ela destruiu todo o trabalho.&lt;br /&gt;Tenho a cicatriz até hoje. Para mostrar àqueles que duvidam quando eu conto a história, mais uma “das que aconteceram comigo”. Anos mais tarde, a garganta quase me matou de novo. Tive uma hemorragia séria depois de uma cirurgia e achei que daquela vez ia mesmo.&lt;br /&gt;Uma amiga, estudiosa dos mistérios do corpo e curas naturais para seus males, vive me alertando que as constantes dores de garganta querem me dizer algo. Certa vez ela citou algo como “coisas que eu não me permito exprimir e, não sendo despejadas para fora, ficam abafadas na garganta”. Concordo.&lt;br /&gt;Seria exagero dizer que habita duas dentro de mim e ainda mais clichê afirmar que todos nós temos duas faces opostas coexistindo no mesmo ser. Mas isso exprime bem o que quero dizer. Porque embora na maior parte do tempo a Tatiana boazinha toma as rédeas do espetáculo, também existe a Tatiana má, que espera na coxia a sua hora de entrar em cena. E na maior parte das vezes, a boa não deixa.&lt;br /&gt;A Tatiana boa é doce e quase serva. Insegura, acha que tem que se doar por completo, e além do completo, porque não é boa o suficiente. Deixa-se levar, sofre abusos de autoridade, perde seu tempo com os outros e no final ainda se conforma com a vida, que, ora, é assim mesmo. Enquanto isso a Tatiana outra grita, urra. Não gosta da outra, mas depende dela, por isso lhe faz advertências, mil súplicas... De nada adianta.&lt;br /&gt;Talvez minha amiga tenha feito o diagnóstico mais preciso de sua vida. Há três ou quatro dias eu ando com uma gripe/resfriado meio estranha. Parece que nunca tive isso antes. Sinto o pulmão cheio e quase obstruído de (desculpe aqueles que têm nojinho) catarro e nem a tosse mais tuberculosa o tira de lá. A garganta arranha, dói, lateja. Tenho me armado de receitas caseiras, mas não passa.&lt;br /&gt;Desconfio que é a Tatiana má mandando seu sinal. Ela nunca quis falar tanto quanto antes. Precisa de atenção, precisa de luz focando seus trejeitos e descobertas. Necessita, ainda mais, que os expectadores falem português. Ela não consegue. &lt;br /&gt;Temo que ela nunca estará satisfeita. Porque mais difícil que expurgar esse catarro do pulmão, é ainda pior extirpar o outro, o da alma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-7480133235887141786?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/7480133235887141786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=7480133235887141786&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/7480133235887141786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/7480133235887141786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2010/09/na-garganta.html' title='Na garganta'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-3301814103928075784</id><published>2010-09-07T14:57:00.000-07:00</published><updated>2010-09-07T14:59:05.200-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='de uma vez só'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divaguei'/><title type='text'>Prece</title><content type='html'>Quando eu peço a Ele “livrai-nos do mal”, na oração que gosto de rezar, está incluído no pedido que afaste de mim pessoas que não são do bem. Aquelas que carregam maldade em seu peito, aquelas invejosas, aquelas que não sabem amar. Pessoas doentes, pessoas que fogem, pessoas que imaginam que neste mundo ter a si mesmo é o que basta, que se vendem por pouco, que se deixam dominar por um orgulho cego, que se arrastam pela vida guiadas por sentimentos malévolos. Desse tipo de gente, Deus, eu quero mesmo é distância.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-3301814103928075784?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/3301814103928075784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=3301814103928075784&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/3301814103928075784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/3301814103928075784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2010/09/prece.html' title='Prece'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-2871293824303796561</id><published>2010-08-30T14:41:00.000-07:00</published><updated>2010-08-30T14:42:52.417-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divaguei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quando pequena'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><title type='text'>A lua</title><content type='html'>Se me perguntassem, aos dois anos de idade, qual era meu maior medo, eu responderia: a lua. Foi motivo de muitas gargalhadas do meu pai, que gostava de atiçar meu temor. Ele me punha em frente a uma janela larga, que se estendia por quase toda a sala do nosso apartamento, sem cortinas, e se divertia com minha cara de pânico diante da lua.&lt;br /&gt;Eu não sei explicar por que ela me incomodava. Talvez por ela ser grande, única e majestosa, reinando branca num império negro de servas estrelas. Ela parecia me olhar de um jeito impositivo, desafiando-me a mostrar quem eu era. E aos dois anos acho que eu não tinha muita ideia da minha real identidade. Nem que isso existisse.&lt;br /&gt;Venci, aos poucos, meu medo da lua. Adquiri outras fobias, mais normais, como de répteis ou de altura. A lua voltou a me desafiar quando parti da casa dos meus pais rumo a terras estrangeiras. Quando viajei, digamos assim, ao encontro do meu voo mais alto.&lt;br /&gt;Enquanto eu chorava pela saudade antecipada que já estava sentindo de quem eu deixava, dos medos, da insegurança de trilhar um caminho muito antes desejado, mas nem tampouco fácil, a lua me fitava pela janela do ônibus. Ao contrário da minha infância, não perguntou mais quem eu era. Questionou-me apenas o que é maior: a saudade ou o desejo.&lt;br /&gt;Pois eu respondo, dona lua, nenhum é e nem deve ser maior que o outro. Estarão sempre permeando nosso caminho, ora interferindo, ora apenas observando, como um astro a brilhar por nós de longe, no céu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-2871293824303796561?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/2871293824303796561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=2871293824303796561&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/2871293824303796561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/2871293824303796561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2010/08/lua.html' title='A lua'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-7850462330932644728</id><published>2010-08-15T07:34:00.000-07:00</published><updated>2010-08-15T07:41:42.526-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divaguei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas metidos a poemas'/><title type='text'>Meu</title><content type='html'>O sonho trago embalado aqui dentro&lt;br /&gt;Por vezes esqueço de o embalar e ele ressurge&lt;br /&gt;Lembra-me de tudo o que quis e que é possível&lt;br /&gt;O sonho é meu, apenas meu de ser, embora haja torcida&lt;br /&gt;Trago apenas a esperança de compartilhá-lo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, porém, acordei com gosto amargo de sonho distante&lt;br /&gt;De sonho longe, acenando para mim do navio&lt;br /&gt;Quem parte é o sonho e não eu, o que me deixa partida&lt;br /&gt;E mesmo sofrendo não posso deixar de avistá-lo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sonho que me embala é o sonho que eu embalo&lt;br /&gt;Eu faço o que posso, peço arrego, peço ajuda&lt;br /&gt;Sem esse sonho me sinto perdida, sem vontade alguma&lt;br /&gt;E me desespera essa falta de sonho, essa falta de vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sonho que me embala é o sonho que eu embalo&lt;br /&gt;Sozinha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-7850462330932644728?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/7850462330932644728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=7850462330932644728&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/7850462330932644728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/7850462330932644728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2010/08/meu.html' title='Meu'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-6330358837730224461</id><published>2010-08-04T09:45:00.000-07:00</published><updated>2010-08-04T10:45:26.643-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódios'/><title type='text'>CUIDADO! Baixe os olhos ao passar por ele (a)</title><content type='html'>Tem gente que deveria andar com uma placa assim pendurada no pescoço: CUIDADO, baixe os olhos quando passar por mim. Tenho um(a) namorado(a) demente. Nem todos os “privilegiados” têm essa feliz ideia. É aí que surgem os barracos astronômicos, na imensa maioria das vezes sem razão de ser. Quem passa por ridículo... bem, não é difícil de imaginar, né?&lt;br /&gt;O primeiro sintoma do possessivo doente é venerar seu objet... digo, seu(a) namorado(a). Considera-o mais amado e idolatrado do universo, save salve. Sendo assim, é claro que todas as fêmeas de um raio de 100km, quiçá do universo inteiro (não esqueçamos das facilidades virtuais), não fazem outra coisa na vida a não ser desejar seu macho. E, em sua doente fantasia, não excluem da lista nem a mãe dele e nem a cadela de estimação.&lt;br /&gt;Parece exagero, mas não é. Já ouvi casos de namoradas que armam pitis absurdos porque o rapaz deu ração para o cachorro antes de telefonar para a amada passando o relatório diário. Casos de namorados que jogam o parceiro contra a família inteira são mais comuns que alimentos com glúten.&lt;br /&gt;A psicologia explica. A veneração e o medo constante de perda e traição se baseiam num sentimento comum a todas as pessoas: a insegurança. Por não perceber as próprias qualidades, atribui ao parceiro(a) virtudes quase que irreais. Como eu disse antes, insegurança é comum e perfeitamente aceitável. Mas para os possessivos doentes, isso vai muito além dos limites considerados saudáveis. Vira doença.&lt;br /&gt;O fato de perder as estribeiras pode ter a ver com não se garantir, ter tido uma infância traumática ou até problemas familiares. Uma amiga minha, que nunca conheceu o pai, confessou-me que todos os seus namorados funcionavam como substituto paterno. Além do ciúme exacerbado, acreditava que o namorado poderia deixá-la a qualquer instante (como o pai havia feito). Anos de terapia e hoje leva uma vida normal.&lt;br /&gt;Engana-se, porém, quem pensa que apenas uma parte do casal esta errada. Quem consente com essas cenas catastróficas de ciúme sem limite, na minha opinião, merece levar uma vida de eterno(a) cachorrinho(a). O mais espantoso é que tem gente que gosta.&lt;br /&gt;Pena. Não aprendem que o mais gostoso de um relacionamento é a confiança que a gente ganha ao longo do tempo. Viver na corda bamba, futricar a vida do outro na Internet à procura de vestígios, enxergar rivais no poste, isso não é vida. É doença. Além do mais, o casal perde amigos, convites, oportunidades de dividirem bons momentos e até empregos.&lt;br /&gt;Já ouvi histórias de gente que foi proibido pela namorada de terminar a faculdade por causa de um colega “risco”. Um amigo tinha uma namorada que pedia a ele dar um toque no telefone de casa quando chegasse. Ele mandava o irmão mais novo fazer isso e continuava na balada. Conheci gente que atendia o telefone fazendo cocô, manobrando o carro, no dentista, porque se demorasse dez segundos, geraria desconfianças. &lt;br /&gt;Aliança, promessa de casamento, ligações frequentes, choro, ranger de dentes, manipulação, chantagens, jogar-se no chão, nada disso prende ninguém. Aos possessivos doentes de plantão, quem sabe vale a pena recomendar dar ao parceiro um sonífero e prendê-lo em grades bem fortes. Ou, quem sabe, duas passagens ao Alasca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/GnjygUXhlkE&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/GnjygUXhlkE&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-6330358837730224461?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/6330358837730224461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=6330358837730224461&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/6330358837730224461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/6330358837730224461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2010/08/cuidado-baixe-os-olhos-ao-passar-por.html' title='CUIDADO! Baixe os olhos ao passar por ele (a)'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-8944725283848259709</id><published>2010-07-22T14:07:00.000-07:00</published><updated>2010-07-22T14:08:16.038-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódios'/><title type='text'>O destino de Cauã</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUser%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Na rodoviária, esperava o lanche absorta em pensamentos, quando os devaneios foram interrompidos por uma vozinha de criança.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Tia, meu cabelo está bonito?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não pude deixar de rir. Um garoto lindo, como aqueles de comercial. Os olhos azuis, bem azuis. As bochechas rosadas e um sorriso capaz de abalar qualquer ranzinza. Disse que sim, estava bonito, mas ele retrucou dizendo que não, estava feio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O pai riu e me falou que não deu tempo de cortar o cabelo do filho antes de viajar. “Aproveitei meu único dia de folga para fazer isso, mas o lugar estava fechado. Vai chegar ao Paraná cabeludo, não tem outro jeito”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Reparei nas malas, pouca coisa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Vão passar pouco tempo lá?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Então ele me contou a história toda. O senhor O.J., como o chamarei aqui, separou da mulher poucos meses antes de Cauã nascer. A mãe ficou com a criança, mas quando tinha 1 ano e 6 meses, Cauã foi encontrado pelo pai cheio de hematomas e uma infecção no ouvido. Levou-o embora para São Paulo. Lá não recebeu ajuda de ninguém. “Nem meu pai acreditou em mim, disse que eu roubei o menino”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Éramos interrompidos, vez ou outra, pelas travessuras de Cauã. Perguntou meu nome umas três vezes, se eu ia comer, quando eu ia comer, falou do cabelo de novo, quis tomar coca, não quis mais tomar coca, devorou as batatinhas, quis mostarda, odiou a mostarda, recusou o sanduíche.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando chegaram &lt;st1:personname productid="em São Paulo" st="on"&gt;em São Paulo&lt;/st1:personname&gt;, os dois moraram em hotel, até O.J. ter dinheiro para juntar três meses de aluguel e poder alugar uma casa. Trabalhava em dois empregos, direto, sem dormir. Chorou em uma creche para poder deixar Cauã durante todo o dia por R$ 150,00. À noite, ele ficava na casa de uma amiga do pai. Ainda dói para O.J. aceitar emprego aos finais de semana, porque é o único tempo que pode ficar com o filho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O motivo da viagem dos dois é a audiência, marcada para hoje, que vai decidir o destino de Cauã. E levar a questão à Justiça foi desejo do pai. “Não quero que ele cresça e pense que eu fiz a coisa errada, que eu não dei chance de ele morar com a mãe”. O conformismo dele, de entregar o filho a uma mulher acusada de maus tratos, que inclusive perdeu a outra filha ao Conselho Tutelar, perturbou-me. Mas por trás do discurso, O.J. estava, sim, inconformado. “Sou calmo, mas se o juiz disser que ele tem que ficar lá, sei lá o que faço, sou capaz de fugir com o menino”, disse mais tarde. Tentei acalmá-lo e convencê-lo de que qualquer juiz daria a guarda a ele, pelo histórico da mãe.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Estava cada vez mais cativada por Cauã. Brinquei com ele até fazê-lo dar umas boas mordidas no sanduíche, em troca de uns goles de soda limonada. Limpei-lhe a boca, fiz carinho nos cabelos. Se em meia hora eu já queria o garoto para mim, imagina ficar mais de três anos – hoje Cauã tem quatro – e estar diante da possibilidade de perdê-lo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O.J. falou para o filho, no caminho para a rodoviária, que ele poderia morar com a mamãe. O menino chorou. Até eu quase chorei, quando ele contou isso. Depois, o pai disse algo como “dizem que a criança tem que ficar com a mãe e eu admito que eu não sei cuidar dele direito, sou mole para dar ordens, mas o amo muito”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Hoje, como falei, é a audiência que vai definir o futuro do Cauã. Talvez até já tenha acontecido. Sei que pensei nisso o dia todo. Talvez pela tranquilidade de O.J., uma mistura de confiança e fé, sem desesperos. Ouvi apenas a sua versão e sei que isso não engloba a história inteira. Mas antes de entrar no meu ônibus, olhei os dois aguardando o embarque. Deparei-me com um garotinho dormindo serenamente no colo do pai, repousando a cabeça no ombro do seu protetor e segurando no braço dele com suas mãozinhas. Nesse momento, desejei fortemente que Cauã e O.J. ficassem juntos. Porque é assim que tem que ser.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-8944725283848259709?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/8944725283848259709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=8944725283848259709&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/8944725283848259709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/8944725283848259709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2010/07/o-destino-de-caua.html' title='O destino de Cauã'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-2600985674337518435</id><published>2010-07-20T09:14:00.000-07:00</published><updated>2010-07-20T09:26:41.298-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='li ali'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cartas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><title type='text'>Lagarta</title><content type='html'>Sabe quando eu te pergunto se a vontade de largar tudo passou e sabe quando você me responde que não, sabe que isso me conforta? Ontem eu vim aqui e conversamos só um pouco, mas o suficiente para te ver feliz. E isso também me conforta.&lt;br /&gt;Eu estou um pouco mais retraída, mas isso não tem a ver com ciúme. Ou brabeza. É só um tempo que eu preciso para parar, entender e absorver. Faz parte do meu aprendizado olhar alguém como você e ver que tudo dá certo. Que gente inconformada também tem manhãs de sol, planos para um futuro próximo e uma sorte que transforma poça de água em chafariz.&lt;br /&gt;Eu queria te acrescentar o tanto que você me acrescenta, eu queria te chacoalhar como a sua amizade me chacoalha e eu queria te inspirar como você me inspira. Eu queria ainda ter essa sua humildade profissional em se espantar quando alguém escancara que você é competente e imperdível. Eu queria, mas não posso. Não hoje, nesse dia de quietude. Hoje eu preciso ficar sozinha, ou então ficar acompanhada, mas só ouvir. E aprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Quem é você?", perguntou a lagarta.&lt;br /&gt;Alice retrucou, bastante timidamente. "Eu, eu não sei muito bem, Senhora, no presente momento - pelo menos eu sei quem eu era quando levantei esta manhã, mas acho que tenho mudado muitas vezes desde então".&lt;br /&gt;(Lewis Carrol, Alice no país das maravilhas) &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-2600985674337518435?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/2600985674337518435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=2600985674337518435&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/2600985674337518435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/2600985674337518435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2010/07/lagarta.html' title='Lagarta'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-4156766030621054881</id><published>2010-07-02T19:51:00.000-07:00</published><updated>2010-07-02T19:58:14.432-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quando pequena'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cartas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><title type='text'>Depois a gente vê</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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Veio sem explicação nenhuma para mim, mas a mensagem mostrava um e-mail enviado por ele, contando que era o Papai Noel, o trabalho desenvolvido, etc e oferecendo uma parceria. A pessoa do tal grupo respondeu perguntando qual era o tipo de parceria, para aí avaliar se havia interesse.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;À noite meu pai me ligou e perguntou se eu havia recebido o e-mail. “Sim, pai, mas que parceria é?”. E ele: “pois é, isso que eu queria ver contigo, você tem alguma ideia?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Meu irmão resumiu bem esses rompantes que costumam atacar o Papai Noel: “Pai, é como se eu visse uma placa de aluga-se em uma sala comercial, aí pedisse as informações de preço e acertasse tudo. Então eu te ligo e pergunto: e aí, pai, o que você acha que eu coloco na sala?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não posso culpá-lo. Vez em quando outra faço essas loucuras. E a mania começou cedo. Por volta dos 10 anos de idade, decidi colocar um anúncio no gibi do Zé Carioca fazendo propaganda de um clube, uma rede de amigos. O nome era Bud’s Line. Recebi uma cartinha logo depois, dizendo que o anúncio tinha sido aprovado. Comprei o gibi e achei o anúncio, impresso, com meu endereço. Orgulho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas o porquê do nome, qual era a do clube ninguém sabia. Muito menos eu. E essas eram as perguntas das cartas que chegavam lá em casa, aos montes, do Brasil todo. Um dia meu irmão disse que o carteiro perguntou a ele o que tinha lá em casa, pra tanta carta chegar ao nosso endereço, direcionadas a um negócio de nome esquisito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu nem lembro o que falei quando chegou a hora de responder aos novos integrantes do Bud’s Line. Devo ter sido sincera, que não sabia patavinas por que coloquei o nome, muito menos o que dizer naquele momento. De maneira que poucas pessoas retornaram as cartas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A única que me lembro se chamava Ione e morava no Rio Grande do Sul. Viramos grandes amigas, através das linhas escritas, por anos. Nesse tempo, Ione jogou handebol em um campeonato, me contou de namorados e ficou grávida do Pablo. Tudo isso ela compartilhou pelas cartas. Gostava tanto da Ione que bordei umas toalhinhas com o nome do filho dela e mandei pelo Correio. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Da amizade com ela surgiram outras, desencadeadas por espécies de correntes enviadas por cartas, em um tempo que nem se falava em Internet. A gente escrevia o nome e o endereço em uma espécie de caderninho de amigos, que rodava o país. Nesses bloquinhos, conheciam-se muitas pessoas que se dedicavam às cartas. Gente que entendia a mágica de enviar e receber um escrito pelo Correio, gente que ficava feliz com notícias de pessoas com as quais nunca havia se encontrado. Foi assim que fiz outros amigos, o Augusto, a Renata e a Alice, que esses dias até me encontrou no Orkut. Com os outros, restou apenas a lembrança. Não há mais contato. Não lembro como minguou a amizade, ou se foi apenas a vida que mudou. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E pensando nisso, percebi que, sem saber e sem querer, a minha ideia do Bud’s Line resultou mesmo em uma rede. Uma corrente de gente do bem, que se fez bem mutuamente por um período.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;É por isso que eu acredito, piamente, nas ideias loucas do meu pai.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-4156766030621054881?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/4156766030621054881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=4156766030621054881&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/4156766030621054881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/4156766030621054881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2010/07/depois-gente-ve.html' title='Depois a gente vê'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-3053267096858755136</id><published>2010-06-26T20:40:00.000-07:00</published><updated>2010-06-26T20:57:36.737-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divaguei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trilha sonora'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='era uma casa'/><title type='text'>Encaixotando a vida</title><content type='html'>A sensação não deixa de ser estranha. Em pouco tempo, você vê tudo o que você tem se transformar em pilhas, em caixas, sacolas amontoadas pelos cantos. A intenção era organizar, mas o que sinto é justamente o contrário. Ao revirar papéis, fotos, escritos de uma vida que já foi e que insisto em guardar comigo, sinto-me como que espalhada pela casa, por cada cantinho dela.   &lt;p class="MsoNormal"&gt;A casa não é mais minha. Sou apenas uma hóspede que divide lugar com nostalgias que flutuam pelo ar, com a ausência de tudo que já vivi. Sobra pouco espaço para a expectativa do que ainda está por se descortinar. Junto com as caixas e sacos devidamente organizados, estou eu, como que fragmentada. Estou dividida, porque em cada coisa carregada está um pedaço meu, uma lembrança. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Arrumar a mudança mexeu comigo. Uma porque o que eu nutria pela cidade era um sentimento de derrota. Era como se tivesse perdido para o lugar, uma vez que não havia conseguido ser dele. Talvez, nunca tenha me esforçado o suficiente. Mas o contato com as lembranças me fez voltar de novo o olhar para a cidade. Sim, ela me acolheu. E aqui eu pude ser feliz.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os pedaços felizes não se sobrepõem aos tristes, nem o contrário. Sou o que sou porque nesses sete anos se mesclou todo tipo de experiência. E os sete se juntaram aos outros dezessete. Sou o que resultou disso e volto com a consciência tranquila. Ainda bem que a mudança me fez entender isso. A casa vazia, a vida encaixotada, tudo segue. Roupas foram doadas, papéis foram descartados, mimos continuarão guardados, mas em outros porões. Esvaziei a mente de lembranças porque elas estavam me atordoando. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Agora eu voltarei às ruas, calçadas, praças da cidade com os olhos de quem por aqui já viveu, mas agora precisa ir. Não é carinho o que sinto. Talvez nem agradecimento. Saudade sim, de quem deixei. Mas o que salta a tudo isso é essa coisa que me instiga, essa coisa que cutuca. Essa coisa de estrangeira. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Pvp3bh4Ehwk/TCbJAQGCQ6I/AAAAAAAAAJQ/iUsW240Q-WE/s1600/c%C3%A9u.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Pvp3bh4Ehwk/TCbJAQGCQ6I/AAAAAAAAAJQ/iUsW240Q-WE/s320/c%C3%A9u.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487294202154992546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Desse céu eu sempre vou sentir  saudade&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;object width="353" height="132"&gt;&lt;embed src="http://www.goear.com/files/external.swf?file=42d0ef3" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" quality="high" width="353" height="132"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-3053267096858755136?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/3053267096858755136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=3053267096858755136&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/3053267096858755136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/3053267096858755136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2010/06/encaixotando-vida.html' title='Encaixotando a vida'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Pvp3bh4Ehwk/TCbJAQGCQ6I/AAAAAAAAAJQ/iUsW240Q-WE/s72-c/c%C3%A9u.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-2379451881734263848</id><published>2010-06-20T17:57:00.000-07:00</published><updated>2010-06-20T17:59:25.607-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='de uma vez só'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imagem e som'/><title type='text'>Sangre</title><content type='html'>É pela dor e pela falta. Sei muito sangrar quando as coisas não vão bem. Pode ser difícil as lágrimas rolarem, mas elas vêm, ah vêm. O atraso me incomoda, me incomoda ainda mais a impotência. Eu passei dias sem entender a irracionalidade humana. Sem entender porque as pessoas precisam machucar o outro para se redimir. Eu me senti fraca para cumprir as obrigações, porque cumprir obrigações é o que há de mais chato nessa vida. Eu precisava sangrar, de raiva, de falta de coragem. Tudo explodiu hoje, com a ressaca desse dia cinza, um dia de folga, de festa, dia de euforia, de encontro. Para mim o dia virou dia útil, dia de trabalho, de se sentir sozinha, pequena, esquecida, raivosa. Dia de sangrar. Eu ainda planejo como encontrar quem me deixou sem resposta, mas acho que quando esse dia vier, ficarei quieta. Setenta vezes sete. Engoli a dor, a incompreensão, mas preciso de ajuda. Até para sangrar eu preciso de ajuda. Não sou nada independente. Preciso que alguém me explique que machucados estancam, eles não sangram para sempre. Depois vêm outros machucados, e outros curativos, intermitentes, cíclicos. O mundo inteiro evita sangrar. Eu evito coagular. Acho sangrar mais digno. Apenas você pode sangrar a sua dor, ao invés de depositar nos outros a sua solidão, a sua indignação e revolta, a sua falta. Mas até para sangrar eu preciso de ajuda... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Q3NDSAxq5-M&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Q3NDSAxq5-M&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;El miedo es una mierda &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-2379451881734263848?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/2379451881734263848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=2379451881734263848&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/2379451881734263848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/2379451881734263848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2010/06/sangre.html' title='Sangre'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-7639143190955402319</id><published>2010-06-11T18:07:00.000-07:00</published><updated>2010-06-11T18:10:59.287-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quando pequena'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imagem e som'/><title type='text'>Rumo ao total</title><content type='html'>Eu não vou me eximir. Já contei inúmeras histórias únicas. Já me deixei levar por visões unilaterais, já deixei que uma raça, origem, status classificassem uma pessoa, muito antes dela própria. Enganei-me, na maioria das vezes. Aprendi, em todas elas.&lt;br /&gt;Chimamanda fala da imagem construída de povos, mas a gente pode ampliar o reino de histórias únicas para muitos outros campos. Eu, por exemplo, quando pequena, consumia contos de fadas em que o único final feliz era o casamento. E para conquistá-lo, a mulher deveria ser uma bela e doce princesa. Agradeço por alguns outros livros terem cruzado meu caminho, pessoas me alcançado e que novas percepções tenham me sido mostradas. Não me considero isenta de construir e crer em histórias únicas, mas uma pequena porção de algumas particularidades já se descortinou ante meus olhos.&lt;br /&gt;Hoje mesmo (um dia depois de eu assistir ao vídeo), um colega de trabalho comentou que o gol da seleção sul-africana seria reproduzido no país pelos próximos quatro anos. E acrescentou: “na única televisão que eles tem lá”. Perguntei se ele gostaria que pensassem o mesmo do Brasil. No que ele retrucou: “Ora, mas eles vivem em um país de terceiro mundo!” “E você não?”.&lt;br /&gt;O interessante no relato de Chimamanda é que ela não cai na armadilha de contar apenas as histórias únicas que contaram sobre ela. Ela fala ainda das próprias histórias únicas que construiu. Mas fala também que, em tempo, descobriu o paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--copy and paste--&gt;&lt;object width="446" height="326"&gt;&lt;param name="movie" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;param name="bgColor" value="#ffffff"&gt; &lt;param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/ChimamandaAdichie_2009G-medium.flv&amp;amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/ChimamandaAdichie-2009G.embed_thumbnail.jpg&amp;amp;vw=432&amp;amp;vh=240&amp;amp;ap=0&amp;amp;ti=652&amp;amp;introDuration=15330&amp;amp;adDuration=4000&amp;amp;postAdDuration=830&amp;amp;adKeys=talk=chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story;year=2009;theme=speaking_at_tedglobal2009;theme=the_creative_spark;theme=words_about_words;theme=master_storytellers;event=TEDGlobal+2009;&amp;amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;"&gt;&lt;embed src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" pluginspace="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" bgcolor="#ffffff" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" flashvars="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/ChimamandaAdichie_2009G-medium.flv&amp;amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/ChimamandaAdichie-2009G.embed_thumbnail.jpg&amp;amp;vw=432&amp;amp;vh=240&amp;amp;ap=0&amp;amp;ti=652&amp;amp;introDuration=15330&amp;amp;adDuration=4000&amp;amp;postAdDuration=830&amp;amp;adKeys=talk=chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story;year=2009;theme=speaking_at_tedglobal2009;theme=the_creative_spark;theme=words_about_words;theme=master_storytellers;event=TEDGlobal+2009;" width="446" height="326"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Selecione a legenda!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-7639143190955402319?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/7639143190955402319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=7639143190955402319&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/7639143190955402319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/7639143190955402319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2010/06/rumo-ao-total.html' title='Rumo ao total'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-57264601508728290</id><published>2010-05-15T18:23:00.000-07:00</published><updated>2010-05-15T18:36:17.266-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='palavreado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divaguei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trilha sonora'/><title type='text'>Capítulo</title><content type='html'>Um sábado à noite sozinha faz a gente pensar em muita coisa. Ao som de Janis Joplin, os pensamentos voam e a gente quase se teletransporta. Quando canso do passeio, desligo o som, ligo a televisão e só escuto o final da novela. Nunca assisto, mas incrivelmente sei tudo que está havendo. Tudo faz sentido.&lt;br /&gt;Lembrei de quando eu assistia a novelas e da sensação que me dava quando eu ouvia a música da abertura ao final do último capítulo. Era uma coisa estranha, de algo sendo visto e ouvido pela última vez. Tanta coisa passou até todo mundo casar, ter filho, até todo mundo (com exceção de um ou outro vilão), quase em uníssono, decretar: esse é o dia mais feliz da minha vida. Pronto, a felicidade aportou. &lt;br /&gt;Lembrei também de um churrasco ao qual fui, onde um dos convidados tocava violão e uma menina arriscou cantar Janis. Primeiro timidamente, depois com a força toda dos seus pulmões. Gostei de ouvi-la. Nunca mais voltei àquele lugar e talvez jamais volte. Mas ficou a sensação.&lt;br /&gt;Talvez, a vida seja isso. Sensações, lembranças de sensações e a devida importância que damos a elas. A sensação atual é de um limbo, um vazio, algo estranhamente situado entre um lugar onde se esteve e outro, aonde se vai chegar. Talvez, eu nunca aprenda a enxergar a beleza de um estado de transição. Falta algum sentido, sempre falta. E o que mais incomoda é não ver o sentido de se estar aqui, ainda, e de não estar lá, ainda. &lt;br /&gt;Talvez, o ainda seja só uma forma de ver as coisas. Talvez, eu ainda não tenha encontrado a beleza no trajeto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="353" height="132"&gt;&lt;embed src="http://www.goear.com/files/external.swf?file=d641cf4" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" quality="high" width="353" height="132"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-57264601508728290?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/57264601508728290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=57264601508728290&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/57264601508728290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/57264601508728290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2010/05/capitulo.html' title='Capítulo'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-7823371189168098880</id><published>2010-05-03T20:50:00.000-07:00</published><updated>2010-05-03T20:53:41.836-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cartas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><title type='text'>Carta para as amigas</title><content type='html'>Faz tempo que tenho vontade de lhes escrever uma carta. Não um bilhete, como os da escola, que nos divertiam num fôlego na aula. Não um e-mail, aqueles que se escrevem e se leem com pressa. Mas uma carta, uma carta recheada e reveladora, como as da nossa adolescência.&lt;br /&gt;Cartas que outros mais de perto não entendiam o sentido, uma vez que morávamos na mesma cidade e, muitas vezes, postávamos os escritos pelo correio, com selo no valor de um centavo. Para escrever, não era preciso muito. Umas três canetas coloridas, uns adesivos de um caderno 10 matérias, algumas divagações. Cada carta era a certeza de estar compartilhando uma certeza.&lt;br /&gt;Há muito venho querendo escrever-lhes uma carta, mas sempre me atrapalho na organização dos dados. Sempre há uma novidade que motiva a partilha, mas com ela vem um punhado de outras lembranças, de outros fatos que, sozinhos, não justificam uma carta, mas reunidos dariam um romance. &lt;br /&gt;Mas o que mais me impede de escrever uma carta é a incerteza. A incerteza do próximo passo, incerteza do que se sabe e do que se quer. De não saber se o que se tem é o que se quer e, se não é, se a gente tem pelo menos certeza do que se quer. Ou do que se sabe. Na carta tem que haver uma certeza, pelo menos uma. Senão não há carta.&lt;br /&gt;Do contrário, a carta trará apenas a nostalgia de um tempo vestido de uniforme, ou de um tempo calçado com tênis. Ou então a carta vai vomitar as agruras do emprego de agora e a falta de coragem em admitir que sou (ou somos) diferente do que sonhamos para esta época. Os amores que passaram, os que estão nos amando. Eu nem sei mais quem venceu a aposta, afinal, alguém casou ou não?&lt;br /&gt;Eu temo em não saber como estão as amigas, aquelas minhas amigas de quem eu sabia tudo, aquelas cuja roupa para a festinha eu dava palpites. Eu tenho medo de não saber mais de quem eu sabia tanto. Receio em nos encontrarmos como estranhas, dividindo o mesmo sorriso amarelo e a constatação de que amizade que não perdura não é amizade.&lt;br /&gt;Hoje eu quis lhes escrever. Não uma carta, mas um projeto de. Para dizer apenas que revirei papéis, gavetas e me revirei inteira para achar uma certeza. Uma certeza para justificar o escrito.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única certeza, amigas, é que nessa vida de agora a gente não tem certeza de nada. Que se a gente quando pequena teve certeza alguma, a vida de agora veio para deixar a gente sem certeza qualquer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-7823371189168098880?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/7823371189168098880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=7823371189168098880&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/7823371189168098880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/7823371189168098880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2010/05/carta-para-as-amigas.html' title='Carta para as amigas'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-7254769052033769106</id><published>2010-04-24T16:54:00.000-07:00</published><updated>2010-04-24T16:55:15.759-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quando pequena'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><title type='text'>O Muro Azul</title><content type='html'>Pegar no sono foi uma das coisas mais temíveis de uma determinada época da minha infância. Eu ouvia o silêncio da casa, e ficava intacta, debaixo das cobertas, torcendo para que o dia raiasse. Meu quarto, pequeno e lotado de bonecas e quinquilharias, dava margem aos meus medos, pois era comum as bonecas me olharem com olhares maquiavélicos e ursos se transformarem em criaturas assassinas.&lt;br /&gt;Minha mãe dizia que tudo era besteira e me recomendava rezar antes de dormir. “Senhor, queria agradecer pelo meu dia e que eu consiga dormir hoje, amém”. Nunca adiantava. Era só terminar o cochicho que o silêncio se apossava e qualquer ruído se transformava em pretextos para se fechar os olhos com força, tapar os ouvidos. Foi aí que aprendi a técnica do Muro Azul. &lt;br /&gt;Imaginava um muro azul, bem azul, sem fim. Olhava para todos os lados e não conseguia enxergar onde terminava o muro. Mas ele estava ali, na minha frente, bem azul. E eu não sei por que cargas d’água olhar para o muro me deixava em paz. Talvez tivesse a ver com a psicologia das cores, na qual o azul passa tranquilidade, ou com o fato de eu ter sido criada pela Xuxa e em um dos filmes, à procura do seu cãozinho, ela se deparava com um muro sem fim, com uma lagartixa no meio. Pode ser que tudo isso misturou na minha cabeça infantil e criou a solução para minha insônia.&lt;br /&gt;Com o tempo, esqueci do muro, da mesma forma que fui deixando para trás muitas coisas da minha infância (incluindo a Xuxa). Lembrei do meu muro cor de céu hoje, num daqueles momentos de angústia que a gente tem, trancada em casa, sob as cobertas, chuva desabando lá fora, e teoremas insolucionáveis flutuando por todos os cantos. Sem sol, nem solução, nem muro azul para apaziguar.&lt;br /&gt;O Muro Azul não me trouxe a paz desejada hoje. Quem sabe, funcione mais em crianças de coração puro. Os adultos, chatos, têm mania de problematizar tudo. Hoje o que vejo é, ainda, um muro, um muro sem fim, mas ele não é mais azul. É um daqueles muros que a gente pode ficar diante a vida toda, tentando imaginar um jeito para transpor. &lt;br /&gt;Tem gente que passa a vida toda tentando passar para o outro lado do muro. Gente curiosa, ou inquieta. ‘Se existe um muro ele divide algo, o que será que é?’ Tem gente que passa a vida toda com medo sequer de tocar o muro. Gente medrosa, covarde, até. ‘Se existe um muro ele divide algo, se eu estou deste lado e ainda não morri, sorte a minha, deixa eu ficar quietinho do lado protegido’. E tem gente que nem se dá pela existência dos lados. Gente tranquila, em paz. Gente que contempla o muro como se fosse uma paisagem. Para esses, o muro tem até cor. É azul e é essa a pintura que basta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-7254769052033769106?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/7254769052033769106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=7254769052033769106&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/7254769052033769106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/7254769052033769106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2010/04/o-muro-azul.html' title='O Muro Azul'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-5056282552457596227</id><published>2010-04-21T07:44:00.000-07:00</published><updated>2010-04-21T08:18:38.466-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trilha sonora'/><title type='text'>Provocação</title><content type='html'>Se é esta a época da história em que mais se prega o respeito às diferenças, a importância de se acabar com preconceitos contra as minorias, engraçado como muitos dos “cabeças abertas” ainda se mostram mordazes diante de alguém que tenha qualquer tipo de crença.&lt;br /&gt;Vivemos um período em que todos devem ser tratados como iguais, independentemente. Por isso, aplaudimos a iniciativa de se acabar com qualquer intolerância. Incentiva-se a ação de organizações, políticas públicas, líderes quando estes pretendem promover a igualdade, a inclusão. Achamos bonito ter uma vasta gama de gente ao nosso redor, com gostos, preferências sexuais, raças e posições políticas diferentes. Julgar alguém que escreve ou fala diferente da norma considerada certa hoje é chamado de preconceito linguístico.&lt;br /&gt;Parece estranho então, um grupo ficar marginalizado. Em uma época que o ateísmo ou agnosticismo é tido como a verdade absoluta, aqueles que levantam as mãos para o céu, que praticam sua religião de qualquer forma escondem suas crenças debaixo dos panos. Não falam que foram à missa, ou ao culto, ou ao terreiro, omitem a palavra Deus (ou qualquer outra entidade em que acreditam) de suas frases. Por serem minoria ao entrar em discussões que geralmente começam com: Deus? Deus é coisa que não existe.&lt;br /&gt;Estamos em uma época em que, em um território livre de preconceitos, não se ousa questionar com quem o outro se deita, em quem o outro vota, de onde o outro vem, qual é sua família. Ora, isso é retrógrado. Igualmente retrógrado é ter uma religião. É sinônimo de ignorância, burrice.&lt;br /&gt;Se a gente que acredita tanto que ser hetero ou homossexual não é questão de certo ou errado, se independentemente de você ser esquerda ou direita podemos dividir a mesma mesa de bar, por que os cristãos, judeus, budistas (e outros tantos) ainda se encolhem quando o assunto passa a ser religião? Por que o medo de ser massacrado por defender o que se acredita?&lt;br /&gt;É claro que é comum, ainda, ser discriminado por ser gay, ou lésbica, ou negro, ou branco, ou amarelo. Mas existem meios em que essas pessoas não sentem tanto o peso disso. Preconceito virou coisa do passado? Então, analise, com cuidado, se você não avança feroz sobre um outro que ousa dizer que reza. Contradição?&lt;br /&gt;Em “respeitar os demais”, no que tanto você acredita, está incluído respeitar as escolhas. Acreditar em Deus é a minha. Nem por isso vou tentar fazer outro acreditar nele também, senão for o caso. Por isso, também não quero que me façam desacreditar. E aí, você topa uma convivência pacífica?&lt;br /&gt;Uma vez, li uma definição de fé. Dizia: quando você tem, nenhuma prova é necessária. Quando você não tem, nenhuma é suficiente. Acho que isso resume bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respeito mútuo: é nisso que eu acredito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="353" height="132"&gt;&lt;embed src="http://www.goear.com/files/external.swf?file=a04f4b8" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" quality="high" width="353" height="132"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;É, ele não resiste mais.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-5056282552457596227?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/5056282552457596227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=5056282552457596227&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/5056282552457596227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/5056282552457596227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2010/04/provocacao.html' title='Provocação'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-9130310695729045515</id><published>2010-04-17T14:56:00.001-07:00</published><updated>2010-04-17T15:00:48.171-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='elas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><title type='text'>Múltipla</title><content type='html'>Ainda não sei se sou a Rebeca, a Amaranta ou a Renata Remedios, do Gabo. Porque não sei definir se sou aquela que arrasta ossos, que costura uma mortalha ou a que se apaixona por borboletas amarelas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico me perguntando se eu sou a Maria ou a Gabriela, do Tom Jobim (a Garota de Ipanema tenho a certeza que não). Porque, como a primeira, eu preciso partir, eu preciso deixar. E da mesma forma que a segunda me perdem por aí.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não sei se sou a Rosa, a Rita ou a Morena de Angola, do Chico. Porque posso arrasar projetos de vida (incluindo o meu), posso causar perdas e danos. Mas o que mais me intriga é não saber se mexo o chocalho ou se é ele que mexe comigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-9130310695729045515?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/9130310695729045515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=9130310695729045515&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/9130310695729045515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/9130310695729045515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2010/04/escolha.html' title='Múltipla'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-4222686340398368798</id><published>2010-04-07T18:29:00.000-07:00</published><updated>2010-04-07T18:34:54.452-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='li ali'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='de uma vez só'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><title type='text'>Sem ponto</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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Eu quero ser sem ponto, mas é sem ponto de costura. Aquele ponto como quando a mãe diz: é simples, é só dar um pontinho. Não, não dá não. Quero ser uma roupa sem costuras, uma roupa que se desdobra em uma, em mil. Quero estar sempre bem vestida para quando o frio chegar, casacos de pele, casacos de lã, capote pesado até o pé. E que nos trópicos o que eu visto vire uma roupa fresca, daquelas leves para levar o sol na cara. E que dê para mergulhar. Quero uma roupa própria para navegar. Minha veste é túnica, vestido de festa ou decote. Minha roupa é amarela, cor de fogo, ou do céu, ou de todas as cores, cores do jardim que eu deixei. Quero roupa que dá para desmanchar, arrancar. Quero roupa sempre limpa, sempre nova. Quero me renovar a cada porto novo. Em cada porto, sem porto final.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CTATIAN%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CTATIAN%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CTATIAN%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt; 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 &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;(Álvaro de Campos – A Casa Branca A Nau Preta)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-4222686340398368798?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/4222686340398368798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=4222686340398368798&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/4222686340398368798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/4222686340398368798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2010/04/sem-ponto.html' title='Sem ponto'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-5874127159827565862</id><published>2010-03-28T14:55:00.000-07:00</published><updated>2010-03-28T15:07:15.482-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='de como'/><title type='text'>De como evitar traumas e tristezas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por muito tempo achei que sofrer era uma opção. Hoje eu sei que não é assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era pequena, pensei em inventar um manual para não ficar triste nunca. Pode parecer uma ideia ingênua, mas quem sabe não foi esse o estalo de quem criou o gênero da autoajuda? Eu poderia estar riquíssima hoje, mas, bem... As coisas não funcionam assim.&lt;br /&gt;Constato depois de pouco mais de 24 anos de vida que somos feitos de alegrias curtas e tristezas longas, estas cortadas vez ou outra por uma alegriazinha. É como se a tristeza fosse a linha inteira daquele aparelho que marca a batida do coração. As alterações mais agudas para cima seriam as alegrias. E a vida segue sempre como uma tristeza quase sempre que presente, interrompida por uns estampidos de alegria e depois, bem, depois tudo volta ao normal. Até chegar à linha desenhada intermitentemente reta.&lt;br /&gt;Porque é difícil ver alegria na rotina. É mais fácil encontrar alegria em mudanças bruscas, na notícia de uma gravidez esperada, na conquista de um emprego que se quer, em achar nos olhos do outro a constatação do amor recíproco. Depois disso, dependendo do protagonista, tudo é um mar de normalidade, comodidade, palidez, inquietação, vontade de jogar tudo para o alto.&lt;br /&gt;Tem as tristezas agudas, também, que agravam o estado do paciente. Tiram-no desse estado de apatia para lançá-lo ao fundo do poço. Tem morte, tem demissão, tem divórcio, tem rompimento, tem aborto. Tem tudo aquilo que a gente desejaria evitar, mas, meu amigo, nem lendo o alcorão e a bíblia da autoajuda você consegue conter o turbilhão que te arremessa longe e lhe derruba fatigada na cama. Com lágrimas nos olhos.&lt;br /&gt;Se eu tivesse superpoderes, desejaria hoje não ser responsável por nada nem ninguém. Não teria de tomar decisões, não magoaria ninguém. Não seria nada e nada me representaria os demais. Plano igualmente impossível, uma vez que se vive. Uma vez que se convive, que se conversa, que se ama, uma vez que se pede, que se acostuma, que se sabe... Uma vez que se erra.&lt;br /&gt;Sei que isso é impossível. A única forma de evitar o sofrimento é não vivendo. Porque quando se sofre, deve-se sofrer por completo, no momento que tem que ser... A gente sofre, para poder sorrir depois. Nem que for só por um pouquinho. Porque na vida, mudam-se os tempos, as vontades, as prioridades. E eu espero a hora do meu doce canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,&lt;br /&gt;Muda-se o ser, muda-se a confiança;&lt;br /&gt;Todo o mundo é composto de mudança,&lt;br /&gt;Tomando sempre novas qualidades.&lt;br /&gt;Continuamente vemos novidades,&lt;br /&gt;Diferentes em tudo da esperança;&lt;br /&gt;Do mal ficam as mágoas na lembrança,&lt;br /&gt;E do bem, se algum houve, as saudades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo cobre o chão de verde manto,&lt;br /&gt;Que já foi coberto de neve fria,&lt;br /&gt;E em mim converte em choro o doce canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, afora este mudar-se cada dia,&lt;br /&gt;Outra mudança faz de mor espanto:&lt;br /&gt;Que não se muda já como soía.&lt;br /&gt;(Camões) &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-5874127159827565862?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/5874127159827565862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=5874127159827565862&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/5874127159827565862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/5874127159827565862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2010/03/de-como-evitar-traumas-e-tristezas.html' title='De como evitar traumas e tristezas'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-9031065254226008054</id><published>2010-03-17T07:29:00.000-07:00</published><updated>2010-03-17T07:31:12.026-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quando pequena'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><title type='text'>O jacarezinho</title><content type='html'>- Criei um monstro...&lt;br /&gt;Isso correspondeu ao ‘alô’ do meu pai ontem.&lt;br /&gt;- Pai, eu ia ligar, mas acabou acontecendo um monte de coi...&lt;br /&gt;Fui interrompida.&lt;br /&gt;- Quando você vai escrever um livro?&lt;br /&gt;Nessa hora, mil hipóteses passaram pela minha cabeça. Ele poderia estar se referindo a diversas possibilidades com essa pergunta misteriosa. Quando ia perguntar, ele desvendou.&lt;br /&gt;- Li seus textos. (Meu pai, na internet? Ele nem sabe pra que serve o mouse!) Sua tia lá do Rio de Janeiro ligou aqui e falou que lê sempre (Ah, alguma coisa tinha que ter...) Li vários, o das coleções, o da mulher que fica segurando o cu na mão. Tatiana, não é feio escrever cu? Ânus não seria melhor?&lt;br /&gt;- Mas aí não imprime o caráter de revolta que eu queria, pai.&lt;br /&gt;- Ah...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessa, ele disse que eu tinha que lançar um livro. Lembrei que, logo que aprendi a escrever, criei uma singela história cujo título era “O jacarezinho”. Meu pai leu e ficou emocionado. Não lembro do conteúdo, só lembro que não tinha grande apelo dramático, até porque foi escrito por uma menina de 6 anos. Mas o pai, descobrindo naquele momento seu feeling editorial, acreditou que tinha nas mãos um exemplar que se tornaria sucesso de vendas. &lt;br /&gt;- Vamos escrever um livro! – decretou.&lt;br /&gt;A primeira pessoa do plural, nessa frase, significava que eu inventaria, escreveria, ou seja, seria a autora e ele, digamos que, coordenaria tudo. &lt;br /&gt;No outro dia, comprou-me um caderno de caligrafia e a única coisa que se falou naquela casa durante algumas semanas foi o livro da Tatiana. Coitado, meu pai, no fundo, queria ganhar dinheiro com o talento de algum rebento. Contando com o ovo, antes da galinha, vislumbrou uma vida de autógrafos e glamour para a pobre escritora que mal e mal tinha saído das fraldas.&lt;br /&gt;Eu, embebida no sonho da fama criado pelo meu pai, escrevia histórias e mais histórias, todas com títulos igualmente singelos e pouco criativos como o do jacarezinho. “A menininha’, ‘A casa amarela’, ‘O barquinho de papel’...&lt;br /&gt;Não me aguentei e contei, empolgada, para algumas amiguinhas, contei para a professora, já era praticamente uma escritora de sucesso, sem terem minhas histórias sequer saído do caderno de caligrafia. Quando completei a última folha, pedi outro caderno ao pai, que já não estava mais tão seguro do meu sucesso. Aprendi cedo o significado da expressão fogo de palha.&lt;br /&gt;Até hoje, quando ele diz que eu tenho talento para qualquer coisa, olho para ele e digo apenas:&lt;br /&gt;- Aham, pai, e o jacarezinho??&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-9031065254226008054?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/9031065254226008054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=9031065254226008054&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/9031065254226008054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/9031065254226008054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2010/03/o-jacarezinho.html' title='O jacarezinho'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-3284890770057906249</id><published>2010-03-13T19:08:00.000-08:00</published><updated>2010-03-13T19:14:34.903-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quando pequena'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imagem e som'/><title type='text'>Meu coração navegador</title><content type='html'>Nunca fui de coleções. A de tazos dos salgadinhos foi um fiasco, a do chocolate Surpresa me dava vergonha e foi um custo eu ter todos os bichinhos de uma das séries do Kinder Ovo – as tartarugas, as únicas que tiveram um exemplar de cada na minha estante. A existência da Batida, uma tartaruga com um coco na mão, irritou-me profundamente, porque a bicha não vinha em chocolate algum. Quando veio, também, encerrou minhas tentativas de preencher minha vida com o Kinder Ovo.&lt;br /&gt;Mais tarde parti para as coleções que não precisavam necessariamente ter um fim, um objetivo a ser alcançado. A possibilidade de frustração era menor, uma vez que seria só reunir exemplares e mais exemplares de uma mesma espécie. Assim, dediquei-me a colecionar adesivos, depois papéis de carta, cartões telefônicos e selos. Todas as coleções, abandonadas, acabaram pouco a pouco sendo jogadas num canto do guarda-roupa.&lt;br /&gt;A única que vingou foi a de postais. Como nunca tive mania de jogar coisas fora, acabei juntando alguns poucos cartões, comprados ou ganhados de presente, e decidi ali iniciar o que denominei coleção. &lt;br /&gt;Digo denominei porque é muito mais um arquivo de lembranças do que propriamente um algo que um colecionador daria grande valor. Todos os cartões são bem-vindos à minha coleção, não precisa necessariamente ter um lugar estampado. Tenho alguns promocionais, outros de colégios onde meus amigos estudaram, um de um hotel que me hospedei. São reuniões de lembranças minhas ou das pessoas que, lembrando do fato que eu guardava postais, traziam um de cada lugar por onde passavam. A maioria não tem dedicatória, mas eu sei quem me presenteou. &lt;br /&gt;Hoje contei 135 postais. A maioria é de viagens – minhas ou de pessoas queridas. E ao desfolhar meu leque de pedaços do mundo, deparei-me com fotos deslumbrantes, de lugares por onde um dia ainda quero passar. Roma, Campos do Jordão, Londres, Salvador, Araxá, Belo Horizonte, Genipabu, Chamonix, Paris, Bariloche, Las Vegas, Nova York, Pipa, Berlim, Veneza, Santiago do Chile, Praga e até o Museu do Olho, do Oscar Niemeyer, que estava fechado nas duas vezes em que tentei conhecer. &lt;br /&gt;É uma viagem e tanto, uma volta ao mundo para ser concluída em 80 anos e com muito dinheiro e desapego. Mesmo assim, não me desanimo. Trago aqui dentro o sonho e a chama, que ora vira brasa, bastando uma faísca para reacendê-la. Quero ver o que outros já viram e me trouxeram. Quero que esses pedaços de mundo guardados no meu pacote azul fiquem guardados também aqui dentro, nas gavetas que estou esvaziando para que possam receber coisas novas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Tp-uTY7kZPk&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Tp-uTY7kZPk&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-3284890770057906249?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/3284890770057906249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=3284890770057906249&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/3284890770057906249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/3284890770057906249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2010/03/meu-coracao-navegador.html' title='Meu coração navegador'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-8667723901506116197</id><published>2010-03-07T21:32:00.000-08:00</published><updated>2011-02-04T07:51:18.354-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imagem e som'/><title type='text'>A mulher que eu quero ser (e a que eu não quero)</title><content type='html'>Quero ter a garra de Maria, a mulher que eu entrevistei esses dias para o jornal. Em uma casa simples, escondida numa rua que ninguém do bairro foi capaz de me explicar onde era, ela fabrica suas sacolas. Com firma registrada e tudo. Maria, 65 anos. Uma entre tantas Marias, destacou-se e colocou seu sobrenome lá, na plaquinha em frente à casa simples de madeira, comprada com o suor do seu trabalho.&lt;br /&gt;“Quando vim pra cá, acharam que eu tinha invadido, mas eu comprei”, disse-me ela. Foi babá, diarista. Criou filhos dos outros. Mas ela tem três e foi para eles que montou a fábrica. Anda de chinelo de dedo e ônibus. Trabalha para mostrar que tudo, tudo se conquista com trabalho. Foi boia-fria, também. Com marido na cama, filhos pequenos, colhia com a mão a soja, juntava as batatas, reunia o milho. O trabalho, que lhe rendia o sustento, era para o patrão que não deixava ninguém sair antes de dar o horário, debaixo de chuva ou tendo doença. Maria, a mulher guerreira, hoje é empresária.&lt;br /&gt;Quero ter a força de Marisa, a mãe que perdeu o filho de 14 anos de parada respiratória em um dia cinza de agosto. Decidiu doar os órgãos. Não se arrepende. O único receptor que conheceu foi João, 67 anos, que a chama de mãe. O coração do menino falecido foi para seu João, que levou Marisa para conhecer o mar. Depois de contar sua história, a mãe me abraçou. E chorou. Duas outras filhas para criar, casada de novo, ela engravidou da terceira menina, a irmãzinha mais nova do seu João. Cinco anos depois, a dor, sempre ali. E a vida tem que continuar.&lt;br /&gt;Não quero ser a mulher vazia, que teme a Deus, mas não teme seus próprios pensamentos. Que ri, aquela risada fanha e desengonçada, risada de deboche. Que ri dos erros dos outros, que ri ao ver alguém se dando mal. Coitada, não sabe se alegrar com o que a vida oferece de bom.&lt;br /&gt;Dispenso de ser aquela que reduz a sua vida a um homem e, principalmente, à procura dele. Que se contenta a ler a série do Crepúsculo e esperar seu vampiro. A mulher que só é feliz se tiver alguém para ostentar ao lado. Sem o seu macho acessório, ela fica vazia. Contenta-se a achar defeitos nas outras mulheres, naquelas que, no fundo, ela queria ser. Não quero ser a mulher que vira o rosto para fazer cara feia quando vê a mulher ao lado brilhando mais que ela. Nem que destila seu veneno contra quem sabe tomar as rédeas da própria vida, ao invés de, como ela, bater continência ao mesmo tempo em que segura o cu na outra mão.&lt;br /&gt;Nem desejo ser a mulher que doa cesta básica para a pastoral, mas não sabe ser gentil com o colega ao lado. Que faz cara feia quando vê outra mulher rindo alto e se embebedando, porque sua mãe, aquela a quem reserva um profundo rancor, ensinou-lhe que não é assim que uma moça casadoira faz.&lt;br /&gt;Passo a vez de ser a mulher que, ao perceber sua vida vazia, saca sua máquina fotográfica para registrar o quanto está se divertindo. Para mostrar para os outros o quanto ela é feliz. No fundo, para tentar maquiar a verdade. Para esconder dela mesma que aquele instante foi tão superficial quanto seu sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/HoGsFL4l49A" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Também quero ser Gal, com toda sua sensualidade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-8667723901506116197?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/8667723901506116197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=8667723901506116197&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/8667723901506116197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/8667723901506116197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2010/03/mulher-que-eu-quero-ser-e-que-eu-nao.html' title='A mulher que eu quero ser (e a que eu não quero)'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/HoGsFL4l49A/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-903428418898437268</id><published>2010-03-02T20:14:00.000-08:00</published><updated>2010-03-02T20:15:25.814-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='de uma vez só'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divaguei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><title type='text'>Rícecla</title><content type='html'>A ingenuidade, cavada em doses de paciência. Noutras a perspicácia. Saber mais até que as entrelinhas. Entre os dedos, as frestas. A vontade de desmoronar, arrasar moinhos, queimar as velas. Eu sou maior que a minha fome, a sede das coisas terrenas e abstratas. Ou sou aquela pequena. Demasiado pequena para o tamanho dos passos. Sou o meu esmalte púrpura ou a cara amassada da manhã? A fragilidade da porcelana, o acorde seco, o ritmo compassado dos passos na manhã gélida. O estopim da prisão. O café solúvel, a armadora volúvel, a firmeza nas opiniões. A incompreensão. O desenrolar, o porto. A sombra. Sou a maquiagem impecável e o desalinho. O ontem, o amanhã. A unha roída, o urro de dor. Sou o dedo que adianta os ponteiros. O sal do almoço, a falta de açúcar no café da manhã. Sou o peso das sacolas. O xis nas datas, o arrancar das folhas. Sou o mastigar. O verde que passa a marrom. A espinha, a dorsal e a do queixo. A pressa. A gueixa. A pétala despedaçada, que, secando, encolhe. A coragem de segurar firme. Sou o som do cravo, a unha encravada, A ira, o sonho recorrente, o medo da pedra, do vento no alto. Unhas, dentes e carne. Sou a carne trêmula, a carne que goza, a carne quase sempre flácida. A menina da foto da identidade. O empacotar. A necessidade. Sou o desentupir do ralo, os cabelos emaranhados, o inconformismo. A velha das dores nas costas. O jogo da velha. O escambau. Todo dia o pegar no sono, o digitar das teclas. Se sou o que choro, e meu choro não tem justificativa, sou a falta de respostas? As perguntas, as letras. O cedilha, o til, o itálico. O ponto de interrogação. A onda que vem e não quebra, a maré cheia, castigando as pedras. Os pingos, tópicos, reticências. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas. Sou todas. E todas querem. Ainda não sei qual escutar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-903428418898437268?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/903428418898437268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=903428418898437268&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/903428418898437268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/903428418898437268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2010/03/ricecla.html' title='Rícecla'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-8699085948790265581</id><published>2010-02-25T06:18:00.000-08:00</published><updated>2010-02-25T19:05:41.845-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='palavreado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódios'/><title type='text'>Cenas patéticas do cotidiano</title><content type='html'>Procurei no dicionário ‘aurelinho’, deixado por uma das minhas ex-companheiras de apê, o significado de patético. Que produz ou denota forte emoção, trágico, sinistro. Nunca usei a palavra dessa forma. Para mim, patética é aquela cena em que você balança a cabeça, com ar de reprovação, acompanhado de um ‘tsc, tsc’ ou até mesmo uma batida estrondosa na testa. Patético, na minha concepção, soava até como patetice.&lt;br /&gt;Eu sempre fui propensa a essas cenas. Tinha uma amiga minha que costumava dizer que se eu fosse a um lugar, uma festa, por exemplo, a história mais estranha da noite aconteceria comigo. Bom, minhas cenas patéticas nem sempre são sinônimas de estranhas, como no dicionário. Geralmente, são histórias que eu conto e que são devolvidas com risos e o velho comentário: “só você mesmo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cena 1&lt;br /&gt;Segunda reprovação no exame da carteira de habilitação. Cabeça erguida, ou levemente erguida, dirigi-me ao ponto de ônibus. Para não correr o risco de desabar em lágrimas na frente de estranhos, decidi ir a pé. Só para constar, o Detran fica a léguas da minha casa. Não é exagero não. Sabe a puta que pariu? Pra lá.&lt;br /&gt;Liguei o mp3 e a primeira música que toca é O Mundo é um moinho, do Cartola. Comecei a ouvir, os olhos marejaram (essa música sempre me põe triste como o diabo) e senti uma súbita empolgação. O que era apenas um dedinho martelando compassadamente na calça jeans transformou-se em uma cantoria em berros: preste atenção, queridaaaaa, preste atenção, o mundo é um moiiinhoo, vai triturar teus sonhos tão... mesquiiinhos, vai reduziiir... as ilusões a póó... &lt;br /&gt;Acabou a bateria do mp3. Olhei para o lado, uns garotinhos que brincavam estavam parados olhando para mim. Na certa, tentando entender o que eu dizia por trás da desafinação. Tirei o fone, limpei as lágrimas, pigarreei e segui em frente. Ainda bem que eu estava longe de casa.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Cena 2&lt;br /&gt;Porta do metrô em São Paulo. Sabe aquela voz metalizada que diz: atenção, não tente embarcar ou desembarcar após o sinal? Então, ela merece ser escutada. Fui desembarcar do metrô lotadaço após o pii. Péssima escolha. Pressenti que algo daria errado antes mesmo do PAAAAM. A porta me prensou. Uma parte de cada lado. Antes que eu seguisse adiante o trajeto presa para o lado de fora do trem, consegui me desvencilhar. Cabeça erguida, meio zonza. “Doeu?” “Não” (os ombros latejando)” “Não doeu mesmo?” “Não, amanhã acho que vou sentir (os braços quentes)”. Merda de metrô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cena 3&lt;br /&gt;Festa à fantasia, anos 70. Eu toda bonitinha no meu vestido feito especialmente para a ocasião, faixinha no cabelo. Curti o Sidney Magal em pessoa, ao vivo, joguei os cabelos para frente e para trás na parte seus cabelos muito negros, mas até aí, tudo bem. A cena patética vem depois, quando, sem motivo, iniciei algo parecido com capoeira com uma amiga. Eu tento me lembrar quem teve a ideia e, concluo, toda vez, que só pode ter sido eu. Não contente, ainda entoava um Paranauê, paranauê, Paraná, desafiando o Abba que cantava enlouquecidamente no som mecânico. Pra quê, eu me pergunto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cena 4&lt;br /&gt;Recife, Praça do Arsenal. &lt;br /&gt;Quase no fim do Carnaval, aquela coisa, todo mundo meio liso e naquela fase da vida que você quer ficar louco bem rápido, pra aproveitar todos os momentos plenamente, curtir toda a folia do Carnaval do jeito que a vida manda, uhul, e tal, decidimos tomar uma cachaça pura. A escolhida para pedir a cana na barraquinha, adivinha? Nem sabia como pedir, mas meus companheiros me orientaram. Dirigi-me ao balcão e falei, quase num sussurro: &lt;br /&gt;- Um quartinho de Pitu, por favor...&lt;br /&gt;O rapaz nem me ouviu, tamanho o furdunço na barraca. Falei um pouco mais alto e um pouco mais, um pouco mais. Aí o cara se vira pra mim, para a pessoa toda arrumadinha, maquiadinha, com essa cara de 15 anos que não muda, e solta, em tom de espanto:&lt;br /&gt;- Osh, e você bebe cana, é?&lt;br /&gt;Ao meu lado, umas três pessoas olhavam pra mim, igualmente aguardando a resposta. Tratei a pergunta como retórica, peguei o copo de plástico e vazei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-8699085948790265581?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/8699085948790265581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=8699085948790265581&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/8699085948790265581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/8699085948790265581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2010/02/cenas-pateticas-do-cotidiano.html' title='Cenas patéticas do cotidiano'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-3563211411754545295</id><published>2010-02-09T14:44:00.000-08:00</published><updated>2010-02-09T14:46:36.323-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='perfis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imagem e som'/><title type='text'>Foi a saudade que me trouxe pelo braço</title><content type='html'>Nunca vim a Recife antes. Dessa forma, como não é logicamente possível ter saudade do que nunca se teve, o título deste escrito pode não fazer sentido. Mas é possível, sim, sentir saudade do que já se conheceu. E eu conheço Recife de tanto ouvir falar.&lt;br /&gt;Quando eu dizia que minha mãe era pernambucana, geralmente voltava do interlocutor uma cara de espanto. Soava como exótico. Seguia-se aí o relato do casal - ela pernambucana, ele sul-rio-grandense - que se conheceu em terras cariocas, casou e teve um filho. Os dois decidiram ir embora para o Sul, nasceu mais duas meninas e depois de cerca de 36 anos que a pernambucana demandou do Nordeste a menina mais velha decidiu conhecer sua terra.&lt;br /&gt;E toda a saudade do que nunca viu lhe veio.&lt;br /&gt;Não tenho minha mãe comigo na viagem, mas a certeza de que me pareço mais com ela a cada dia me grita forte, principalmente quando conheço os pedaços que um dia ela chamou de terra e que eu revisito agora. Digo revisito porque eu já conheci tudo isso pelos seus olhos. Olhos que deixaram a terra natal para trás aos 17 anos e só retornaram, de passagem, mais de 25 anos depois. De moradora, ela passou, anos mais tarde, a turista.&lt;br /&gt;Em Recife a gente come pão com manteiga na chapa, não que isso seja privilégio daqui, mas no Sul não tem isso não. A gente lê cuscuz em quase todo cardápio de café. Pamonha se compra em qualquer padaria, exposta bem ao lado de onde se compra pão francês. Não tem que esperar a feira de exposição que chega à cidade uma vez por ano para comer pamonha. Canjica também não.&lt;br /&gt;Tubarão também não precisa ver na televisão. Na praia tem muito aviso para tomar cuidado, porque em mar aberto, onde não tem recifes, os bichinhos estão à solta.Obrigada, conhecer tubarão ao vivo eu dispenso. Em Recife, as pessoas colocam a negativa no final da frase. “Moça, tem desse tipo aqui vermelho?” “Amor, desse tipo vermelho tem não”.&lt;br /&gt;Tapioca não se faz em dia especial, tapioca tem todo dia. A gente acorda e esquenta banana, joga canela e açúcar por cima e come com café. A praia fica logo ali, dá pra ver da janela. Minha madrinha (que também é pernambucana) me falou uma coisa esses dias que no fundo eu já sabia, mas nunca tinha verbalizado. No mar, a gente fica perto de Deus. Vá lá que em Guaratuba ou Caiobá não dá para sentir a entidade divina na sua frente, mas sempre gostei de praia e a partir de hoje explico meu gostar dizendo que ver o mar me mostra que existe um ser onisciente olhando por todos nós.&lt;br /&gt;Na praia, o tiozinho que vende picolé vem oferecer e desfia a lista de sabores: “tem picolé de cajá, graviola, mangaba, dona”. Eu nunca tinha visto uma graviola de verdade na minha frente. E vi, tem em qualquer mercado. Ou na feira, onde se prefere comprar. Lembrei da minha mãe repetindo a velha história de que antes de fazer almoço ela ia dar um mergulho no mar. Praia e peixe fresco, ao contrário de como é para seus filhos, não era luxo de férias. Para minha mãe, era rotina.&lt;br /&gt;Eu passei em um dos colégios onde ela estudou. Conheci o bairro de pescadores onde ela cresceu. “Mãe, você se emocionou quando foi lá? Porque até eu me emocionei...” Ela sempre me contou do frevo, do bate-bola, da música do sinal que ela aprendeu na escola, da vez que ela assistiu o show do Roberto Carlos bem pertinho quando ele foi cantar no internato que ela estudava. Um bolo de memórias que ela fazia questão de contar, para não se perder.&lt;br /&gt;E hoje, aqui, tudo que eu vejo, como, sinto tenho vontade de contar para ela. Para não se perder. Para ela se lembrar, para a gente, eu e ela, cada vez mais, se conhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8prtnMl30dI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/8prtnMl30dI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-3563211411754545295?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/3563211411754545295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=3563211411754545295&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/3563211411754545295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/3563211411754545295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2010/02/foi-saudade-que-me-trouxe-pelo-braco.html' title='Foi a saudade que me trouxe pelo braço'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-3861798042252787957</id><published>2010-01-08T16:35:00.000-08:00</published><updated>2010-01-08T17:15:55.205-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quando pequena'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><title type='text'>Minha breve vida de ciclista</title><content type='html'>Esses dias acordei cedo num domingo e me peguei, distraidamente, assistindo a uma competição de ciclismo na televisão. Não posso negar que nas últimas voltas da corrida parei de bocejar e passei a achar o negócio emocionante, porque quem estava lá atrás de repente estava liderando, e quem tinha vantagem por todo o percurso de repente comia poeira e eu me vi torcendo, tensa, nos momentos finais.&lt;br /&gt;Reparei nas pernas dos ciclistas e de repente me ocorreu que a bicicleta seria a única solução para, enfim, eu ter pernas iguais às da Ivete Sangalo. Recuperei mentalmente imagens da minha infância andando sobre duas rodas e acabei lembrando que eu adorava andar de bicicleta. Minha mãe costumava dizer que eu passava mais tempo pedalando que andando com as próprias pernas.&lt;br /&gt;Claro que essas lembranças me trouxeram também o episódio que me fez para sempre me afastar do guidão. &lt;br /&gt;A bicicleta, minha fiel escudeira, era uma Cecita Pink, daquelas de meninininha, com direito à garupa e cestinha. Eu andava com ela por todo o canto, passava a manhã e às vezes o fim de tarde e início da noite pedalando, ostentando um adorável desejo de liberdade. Ela veio com rodinhas e eu, heroicamente, consegui me equilibrar a ponto de não precisar mais delas. Uma companheira leal, que compartilhou inúmeros momentos felizes.&lt;br /&gt;Em um Natal minha mãe teve a infeliz ideia de me dar uma bicicleta nova. Na manhã do dia 25, encontrei o pacotão contendo: tchanan! Uma bicicleta 18 marchas, daquelas masculinas, cor vermelha. Fiz cara de quem gostei e até tentei me animar, mas desde o começo soube que não ia dar certo. Eu implicava com o tal do pau que ficava no meio das pernas, não via graça nas marchas, achava a bicicleta desengonçada, morria de medo de me estatelar no chão.&lt;br /&gt;Quando minha mãe notou que eu repudiava seu presente, entrou em cena a fúria nordestina. “Ahhhh, MAS VOCÊ VAI andar nessa bicicleta, AH SE VAI!”. Mas mesmo sua determinação feroz não foi capaz de me fazer me equilibrar sobre aquelas massacrantes duas rodas. Além do mais, minha mãe precisava cuidar da casa, da loja, atender telefone, e o espaço reservado para o aprendizado era a garagem do nosso prédio, três andares abaixo do nosso apartamento. Importante frisar que paciência nunca foi o forte da minha mãe.&lt;br /&gt;Como sempre, meu irmão foi incumbido da tarefa. E, marrento como sempre foi, já começou sua nova ocupação puto. Se eu ameaçava me desequilibrar, ele berrava: “Tatiana, é só pedalar, como você não consegue? Pedal, freio, Tatiana. Não tem o que ensinar, é só pedalar”. Ele, indignado com minha falta de técnica, eu, tensa por não conseguir me equilibrar naquele monstro. Mais fácil seria caminhar na corda bamba, eu pensava. Minha mãe às vezes descia as escadas para conferir a evolução e voltava, desolada.&lt;br /&gt;No segundo dia, sem chances de desistir, sob ameaças de morte da minha mãe dizendo que eu só voltaria somente após andar garbosa sobre o banco e pedais, voltamos à tortura na garagem. Nem notei que havia um senhor, um ser jurássico, pintando calmamente o muro da garagem sentado em um banquinho baixo. Os movimentos dele eram tão pacientes quanto do Daniel San, o que impressionava, porque a garagem era realmente grande. Ele demoraria bastante para concluir o serviço. &lt;br /&gt;O ancião não atrapalhava minha “aula” porque a garagem era larga, passava dois carros paralelamente e ainda sobrava espaço. De modo que não havia justificativa para acontecer o que houve em seguida. &lt;br /&gt;Não sei, juro que não sei, por que cargas d’água acabei saindo da linha reta na qual pedalava vagarosamente e avancei para o local onde estava sentado o velhinho. Meu irmão não teve tempo nem de gritar. Quando viu, já estava formada a cena, mais trágica que pitoresca, diga-se. &lt;br /&gt;Não foi um atropelamento. Eu simplesmente pedalei até parar ao lado do senhorzinho grisalho e calmamente caí com a bicicleta sobre ele. Meu irmão bateu a mão na testa, prevendo o desastre. Uma criança obesa, uma bicicleta 18 marchas, caindo em cheio em cima de um idoso? “Morreu o véio”, na certa pensou. &lt;br /&gt;Ele ajudou o pintor senil a se levantar, pediu mil desculpas e me dirigiu o olhar fuzilante. “Sobe”. “Não vai me ajudar com a bicicleta?” “Não”.&lt;br /&gt;Claro que minha mãe fez um escândalo, mas me vi livre e aliviada por não ter que me entregar ao desafio tortuoso de me equilibrar naquela bicicleta demoníaca. Não lembro, após esse dia, ter subido outra vez em uma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-3861798042252787957?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/3861798042252787957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=3861798042252787957&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/3861798042252787957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/3861798042252787957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2010/01/minha-breve-vida-de-ciclista.html' title='Minha breve vida de ciclista'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-9113427007585469152</id><published>2010-01-06T15:04:00.000-08:00</published><updated>2010-01-06T15:42:49.798-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imagem e som'/><title type='text'>Histórias dos pequenos</title><content type='html'>- Ei, você tem filha?&lt;br /&gt;Parecia ter uns 6 anos de tão mirrada, mas tinha 8, descobri depois. Era morena de praia, magrinha, com biquini rosa da Moranguinho. No meio das ondas ela ainda esperava minha resposta.&lt;br /&gt;Apontei para minha barriga e perguntei:&lt;br /&gt;- Por quê? Parece?&lt;br /&gt;Ela balançou a cabeça afirmativamente. &lt;br /&gt;- Você acabou com minha autoestima agora – respondi.&lt;br /&gt;Ela riu, mesmo sem saber o que era autoestima. Mergulhou numa onda e perguntou de novo:&lt;br /&gt;- Você tem mãe?&lt;br /&gt;- Claro, todo mundo tem.&lt;br /&gt;- Eu não – ela falou, sem tristeza na voz.&lt;br /&gt;Não respondi. Enfiaria minha vergonha no bolso, se tivesse um.&lt;br /&gt;Ela pegou na minha mão e decretou que a gente mergulharia em todas as ondas, depois que jogou água em mim porque eu relutava em me molhar.&lt;br /&gt;Perguntou meu nome, disse que o dela era o mesmo. Mentira, o primo dela, Arian, um pouco mais velho, me contou mais tarde que ela se chamava Ana Alicia. &lt;br /&gt;Ana Alicia era espevitada. Não cansava nunca. Não largou da minha mão um segundo e me perguntou tanto que soube mais da minha vida do que muita gente que vive comigo. &lt;br /&gt;Depois de um tempo eu disse a ela que precisava ir. Era meu último dia de praia. Ela me acompanhou até meu lugar na areia, sorriu e disse tchau. Ana Alicia sem mãe e eu sem filha. Queria ter dito que, se eu tivesse uma pequena, queria que fosse tão esperta quanto ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se em todas as praias é assim, mas no litoral catarinense, quando uma criança se perde da família, todo mundo na praia bate palmas para chamar a atenção. Seja quem achou a criança como quem está perto dos pais. Eu estava próximo da mãe quando ouvi o som compassado. &lt;br /&gt;Ela, desesperada, batia as mãos incansavelmente e gritava o tanto que seus pulmões permitiam.&lt;br /&gt;- Thiago! Thiago!&lt;br /&gt;Eu caminhava na beira da praia com minha irmã e a mulher, andando rápido, estava no mesmo ritmo que a gente. Como eu e Verônica chegaríamos ao outro lado da praia, perguntei à mulher como o menino estava, porque, se o encontrasse, iria reconhecê-lo.&lt;br /&gt;- Ele está com uma sunga preta do Homem-Aranha. E tem 7 anos. Ele estava com frio, não deve estar na água.&lt;br /&gt;O desespero dela me angustiava. Comecei a olhar por todos os cantos e quase ia gritar junto: Thiago!, quando o pequeno apareceu. Assustado, puxado pela mão por dois adultos, na certa conhecidos da mãe. Quando ela o avistou, saiu correndo na nossa frente. Abraçou o filhote com força e quando se virou eu pude ver suas lágrimas. Ainda com ele no colo, passou pela gente e disse baixinho:&lt;br /&gt;- Obrigada.&lt;br /&gt;Embaixo dos óculos escuros, eu chorei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha um painel gigante, cheio de cartas. Peguei a primeira:&lt;br /&gt;“Oi, Papai Noel, meu nome é Wesley, tenho 9 anos e queria um skate”.&lt;br /&gt;Devolvi. Não sei por que, mas senti que não era aquela. Aí encontrei:&lt;br /&gt;“Papai Noel, meu nome é Francisco, tenho 10 anos, passei para a 5ª série e gostaria de pedir material escolar. Tenho mais duas irmãs na escola e minha mãe é empregada doméstica. Ela tem que pagar água, luz, aluguel e não pode comprar para nós. Por favor, Papai Noel, eu preciso muito de material. Se não puder me trazer, agradeço por tudo que já me deu. Um abraço, Francisco.”&lt;br /&gt;Com essa cartinha, o pequeno Chico me ganhou. Não tinha ideia do que uma criança precisava na 5ª série. Há muito tempo não comprava material escolar. Mas a menina da papelaria sabia. Trouxe várias caixas para a gente escolher. “Se eu fosse um menino de 10 anos, ia gostar de qual tesoura? E de qual borracha?” Acabei me rendendo aos carros, menino que é menino gosta de carros. Compramos tudo. Antes de sair da loja, pacotão em punho, lembrei da mochila. Chico precisaria de uma mochila. Compramos uma preta, grande. Faltava, então, só mais um presente. Um livro. O escolhido foi o Mágico de Oz. Abri a primeira página e escrevi:&lt;br /&gt;“Francisco, que este livro lhe incentive sempre a acreditar nos seus sonhos. Feliz Natal! Um abraço, Papai Noel”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois dias depois, fui acompanhar Sebastião, o Papai Noel dos Correios, e o carteiro Jeannilton na entrega dos presentes para as crianças atendidas. Não achei o presente do Chico, já havia sido entregue, segundo previram os dois. Fomos a três bairros, cinco casas. Lugares distantes, pouca estrutura, casas que pareciam barracos prestes a desmoronar, ruas de lama, sem acesso. Entregamos móveis de uma casinha de brinquedo para Helaine, uma bicicleta nova para o Deivid, outra para a Juliana e três bonecas para três irmãs. Graças a alguém, elas ganharam presentes de Natal, confessou-me a mãe. Mas o que mais me emocionou foi Felipe, que pediu um violão. Podia ser usado, disse na carta. Ganhou um novo, embaladinho. Quando recebeu nas mãos, Felipe, pequeno, chorou. Chorava e esfregava os olhos, dizendo que a mãe disse a ele desistir de um violão, ninguém ia dar. O irmão pediu um sapato e havia ganhado um dia antes. “Mas eu sabia que Papai Noel ia me dar”. &lt;br /&gt;- Como pode - disse Sebastião para mim, enquanto voltávamos ao carro - uma mãe desestimular o filho desse jeito? Se nós, adultos, vivemos de sonhos, imagina as crianças?&lt;br /&gt;O Papai Noel decidiu voltar. Iria falar com aquela mãe. &lt;br /&gt;Ela não estava, o pai atendeu. Sebastião disse a ele incentivar o garoto na música. Felipe, ainda com lágrimas nos olhos, abraçava o pai, que, também emocionado, apertava o filho orgulhoso e dizia. “Ele já toca, e vai muito bem!”.&lt;br /&gt;Eu, tomando nota de tudo, aprendi o quanto eu mesma, pequena, também vivo de sonhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qGCL-CK_yDc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/qGCL-CK_yDc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-9113427007585469152?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/9113427007585469152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=9113427007585469152&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/9113427007585469152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/9113427007585469152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2010/01/historias-dos-pequenos.html' title='Histórias dos pequenos'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-1119170834834943437</id><published>2009-12-12T06:28:00.001-08:00</published><updated>2009-12-12T06:31:11.869-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quando pequena'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><title type='text'>Herança</title><content type='html'>No último encontro, lembramos do quanto nunca tivemos um pai típico, daqueles que assistem ao futebol, levam para dirigir, gostam de fórmula 1. Tirando a Copa do Mundo, não me lembro do meu pai parando na frente da televisão para assistir a um jogo, tomando uma cerveja. Ele nem bebe.&lt;br /&gt;Talvez, por essa falta de influência, não aprendemos certas coisas. Não nos apegamos a certas coisas. Na infância, a imagem que eu tenho do meu pai é trabalhando. Saindo de viagem ou chegando de viagem. Indo dormir. Brigando, algumas vezes. Passando a mão na cabeça, outras.&lt;br /&gt;O pai faltando na feira de ciências porque tinha que atender gente em casa. O pai se desculpando por não ter embrulhado o presente. Não importava, sempre tínhamos os melhores.&lt;br /&gt;Não aprendemos a torcer pelo futebol ou pela fórmula 1, mas aprendemos coisas que outras crianças não sabiam da existência. Fomos filhos de um comerciante que vendia tudo em casa, que viajava três vezes por semana. Aprendi, desde criança, a ouvir notícias sobre fiscalização na Ponte da Amizade com o coração na mão. No final de semana ele queria dormir ou tinha que separar mercadorias, não dava para ver futebol. &lt;br /&gt;Época de Natal era o período do caos, como sempre foi, ao longo da nossa vida, pois de viajante ele passou a ser Papai Noel. Assim, desde pequenos eu e meu irmão aspirávamos aquele pó de terras paraguaias e convivíamos com gente estranha em casa. Desde pequenos a gente sabe fazer troco, contar mercadorias, embrulhar presente, calcular porcentagem, fazer mercado. A gente aprendeu a fazer depósito, recuperar cheque devolvido, pedir e dar desconto.&lt;br /&gt;Teve uma vez que ele comprou cinco lojas. Ninguém entendeu. Cada um pegou uma chave e ficou responsável por cuidar de uma. Enquanto todo mundo aproveitava as férias, eu acordava cedo para abrir a loja. Enquanto todo mundo estava de férias, a gente respondia cartinhas (milhares), de crianças do país todo.&lt;br /&gt;Não guardamos nada de ruim desse tempo. No nosso último encontro, lembramos dessas coisas e rimos de outras. Sempre soubemos que o pai ensinou o que pôde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-1119170834834943437?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/1119170834834943437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=1119170834834943437&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/1119170834834943437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/1119170834834943437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2009/12/heranca.html' title='Herança'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-3297976420687102371</id><published>2009-12-07T19:14:00.000-08:00</published><updated>2009-12-07T19:19:18.273-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trilha sonora'/><title type='text'>A derrota</title><content type='html'>O despertador. A noite comprida. Medo de perder a hora.&lt;br /&gt;- Vamos lá?&lt;br /&gt;Fui, nem tava tão nervosa. Testei a ré, consegui.&lt;br /&gt;- Agora só esperar.&lt;br /&gt;Duas longas horas de espera. Ansiedade batendo já.&lt;br /&gt;Ouvi as regras, entendi as regras. O primeiro do trio foi, voltou todo torto.&lt;br /&gt;- Ih, tenho certeza de que reprovei – disse ele quando voltou.&lt;br /&gt;- Ah, passou sim – respondi eu distraída, olhando para o segundo.&lt;br /&gt;Ele ainda puxou assunto. Não respondi direito, nervosismo martelando no peito.&lt;br /&gt;Fui chamada. Entrei no carro, fiz tudo certinho. Terminei como tinham me ensinado, mas aí achei que tinha errado, que podia ser melhor (mania). Tentei arrumar o que não precisava de conserto, caguei tudo. Já vi que tava errado. A mulher veio.&lt;br /&gt;- Tava certo antes, agora você errou, vai ter que fazer de novo.&lt;br /&gt;Aí o coração na boca querendo saltar. Só ouvi o barulho do carro batendo no protótipo da frente.&lt;br /&gt;Falta eliminatória.&lt;br /&gt;- Desliga o carro e pode sair. Amanhã remarca.&lt;br /&gt;Se houvesse uma imagem para a palavra derrota, seria eu. Pequenininha, percorrendo o pátio. Chorar não dava, nem tinha vontade. Demorou pra cair a ficha, precisava falar com alguém.&lt;br /&gt;- Reprovou?&lt;br /&gt;- É. Baliza.&lt;br /&gt;- É a terceira vez que estou fazendo. Da primeira deixei morrer, da segunda...&lt;br /&gt;Nem ouvi mais, porque as três moças do ponto de ônibus começaram a ficar alvoroçadas, cada uma querendo contar sua melhor/pior história. Precisava falar com alguém longe de tudo aquilo.&lt;br /&gt;- Mãe...&lt;br /&gt;- Tudo bem?&lt;br /&gt;- Nem. Reprovei no teste de direção.&lt;br /&gt;- Ah, mas é assim mesmo. Depois você faz e passa. Mas o quê? Ficou nervosa? Por que a psicóloga não te aprovou?&lt;br /&gt;- Que psicóloga, mãe?&lt;br /&gt;- Não era assim o teste?&lt;br /&gt;- Não, esse eu já fiz. (Há muito desisti de fazer meus pais lembrarem o que eu já falei. Meu pai, quando contei a nota do TCC da pós, me perguntou se era o de Letras. “Pai, você não foi na minha formatura de Letras há meses? Como é que ia ser de Letras?” “Ah, Tatiana, você sabe que teu pai é esclerosado” ). Hoje foi com o carro, mãe. Me atrapalhei e bati no carrinho da frente. Mãe, para de rir. Mãe, não é pra rir, é pra me consolar. Mãe, fala comigo. Ai, meu Deus do céu.&lt;br /&gt;- Ai, Tatiana, não consigo. Fala aqui com sua irmã.&lt;br /&gt;Ela passou o telefone ainda gargalhando. Minha irmã ouviu a história toda e imaginou que eu tinha batido em todos os carros no estacionamento, de tanto que minha mãe ainda ria. Não, foi no carrinho de mentira.&lt;br /&gt;Meu irmão nem riu. Só me falou que reprovou também, igualzinho, da primeira vez, na baliza. Hoje foi o dia de me contarem histórias trágicas de testes de direção. De todas as tentativas de consolo, a única que conseguiu tal feito foi de um amigo de um amigo que reprovou duas vezes, DUAS VEZES, porque esqueceu de colocar o cinto. Tá, me ganhou. Até consegui dar uma risadinha.&lt;br /&gt;Amanhã remarco, vou tentar mais uma vez. E mais uma, mais uma, quantas vezes forem necessárias. E espero que não sejam muitas. Acontece, você tava nervosa, da próxima você vai bem, você verá. É só isso que eu escuto. Pode até ser. Mas enquanto esse dia, o da certeza não vem, eu quero é curtir minha fossa. Quero é ficar quietinha, sem ter que responder o porquê da tristeza. Fracassar é para poucos, fracassar com dignidade para bem menos ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="353" height="132"&gt;&lt;embed src="http://www.goear.com/files/external.swf?file=4dab3ea" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" quality="high" width="353" height="132"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;É, Raulzito. Nada acabou.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-3297976420687102371?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/3297976420687102371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=3297976420687102371&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/3297976420687102371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/3297976420687102371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2009/12/derrota.html' title='A derrota'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-1731867315622744061</id><published>2009-11-19T15:38:00.000-08:00</published><updated>2009-11-19T15:40:04.201-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divaguei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trilha sonora'/><title type='text'>Das pessoas</title><content type='html'>O alfaiate aqui da minha rua me cumprimenta todo dia. Nunca conversamos de verdade. Uma vez acho que fui lá, pedir uma costura, mas nem ele e nem a esposa tinham tempo. A mulher também costura. Eles trabalham noite e dia, vez ou outra eu vejo eles de papo com alguém, mas quase sempre estão curvados sobre réguas, lápis, tesouras, linhas e agulhas. No sábado, não. No sétimo dia não se vê as fuças de ninguém, garagem fechada. Deve ser coisa da religião.&lt;br /&gt;A mulher nem sempre me vê, mas o homem sempre me dá bom dia quando eu passo por ele a caminho do trabalho. Às vezes é um oi, outras um meneio com a cabeça. Mas sempre um sorriso no rosto. E eu penso que ele poderia vez ou outra me ignorar, afinal, a gente nem se conhece. Ele nem sabe meu nome. O nome deles eu sei: João e Zélia, está escrito na placa.&lt;br /&gt;Mas o que me intriga é que tem gente que lida com gente todo dia e acha que simpatia não pode ser dada de graça. Pensa que faz mal ser cordial. Não precisa hipócrita, não precisa perguntar pela família, mas um sorriso ameniza o dia. Um dia de frio polar ou de calor do Piauí, tanto faz. A mulher do laboratório que eu fui deve atender umas 40 pessoas por dia, contando por baixo. E ela atende todas com cara de quem tomou a amostra de urina para exames.&lt;br /&gt;Na fila de espera, pessoas e mais pessoas. Gente ansiosa, porque coletar sangue ou entregar potinhos de urina e fezes não é normal, não é normal mesmo. Tem criança, tem criança que chora. Tem velho, tem mulher querendo saber se está grávida. Tem gente como eu, que acorda cedo e vai picotar o braço para ver se está tudo bem.&lt;br /&gt;E a vaca, na sua posesinha detrás do balcão, só sabe apertar o botão das senhas e agir no piloto automático. Atende como se fosse um favor. Desconfio que ela cerra os dentes por dentro da boca fechada enquanto trabalha. Se você é atendente, colega, o mínimo que se espera é que você esteja disposta a ATENDER. No balcão, você querendo ou não, você lida com gente, se não quer, mude de emprego. Porque gente gosta de sorriso.&lt;br /&gt;Eu fui aprendendo a gostar de simpatia gratuita grande já. Quando eu era criança, irritava-me minha mãe fazer amizade com a caixa do supermercado. “Você nem conhece a moça, mãe, para quê puxar papo, me diz? A gente vai se atrasar”. No fundo era ciúme, acho. Queria minha mãe só pra mim. Ainda bem que eu cresci e hoje mesmo estava de papo com a caixa do mercado.&lt;br /&gt;Uma amiga que dividia apartamento confessava que sorria para as pessoas na rua. Eu ria muito disso e ela devolvia tirando sarro dos meus desafetos gratuitos e laços rompidos (sempre tive). Mas aprendi com ela um pouco da arte da leveza. Não só sorrir para as pessoas na rua (sem medo de parecer uma desequilibrada), mas levar a vida assim, com esse ar de que ainda há muito por vir, mas tem o tempo certo, há tem sim. Enquanto isso, a gente vai levando. E vai sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="353" height="132"&gt;&lt;embed src="http://www.goear.com/files/external.swf?file=f16fe0d" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" quality="high" width="353" height="132"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-1731867315622744061?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/1731867315622744061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=1731867315622744061&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/1731867315622744061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/1731867315622744061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2009/11/das-pessoas.html' title='Das pessoas'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-2997251877065203049</id><published>2009-11-13T17:04:00.000-08:00</published><updated>2009-11-13T17:09:31.266-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='palavreado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cartas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imagem e som'/><title type='text'>Desaniversário</title><content type='html'>- Ah, essa coisa de fazer aniversário é muito chata. A gente envelhece. Melhor seria um desaniversário – disse meu pai, depois de receber meus parabéns.&lt;br /&gt;- Para, pai. Isso não se diz num dia como esse.&lt;br /&gt;- Pensa bem. A gente poderia rejuvenescer a cada ano e voltar a ser jovem. Até terminar na barriga da mãe.&lt;br /&gt;- Não me decepciona, pai. A vida é boa, eu só tenho 24.&lt;br /&gt;- É. Mas tá. Obrigada por ligar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai não leu aquele texto na Internet que todo mundo diz que é do Chaplin, de a gente nascer velho e morrer num orgasmo, nem deve se lembrar da história da Alice, dos 364 desaniversários do ano, mas assistiu ao caso do Benjamin. E gostou muito. &lt;br /&gt;Na ligação, eu não disse, mas deveria. Deveria dizer que sim, pai, eu quero que você rejuvenesça, porque talvez seja mais fácil você viver nesse mundo bandido e lidar com esse bando de gente capenga de quem você muitas vezes depende para ganhar o pão. Uma pessoa que faz malabarismos cotidianos todo dia para sobreviver, que consegue fazer todo mundo acreditar na fantasia com a qual você sobrevive, uma pessoa assim não deveria envelhecer mesmo. É um disparate. &lt;br /&gt;Mais lógico seria você ir voltando no tempo, e, enquanto a gente vai embranquecendo os cabelos e sentindo curvar as costas, você ao nosso lado vai inflando o peito cada vez mais forte e jovem. Cuidando sempre da gente.&lt;br /&gt;Deveria ser assim. Porque quando eu vejo você envelhecendo, me dá um certo medo. Medo não, cagaço mesmo. Como daquela vez que você pediu para eu carregar umas coisas pesadas do carro até em casa, porque você não conseguia. Meus ouvidos pareciam me enganar. Fiquei paralisada diante do homem que nunca me deixava carregar peso, que levava minha mochila e mais tarde minhas malas para eu não precisar me esforçar. E agora estava aí, prostrado pela rasteira passada pelo tempo, pela pressão, pela glicemia e pelo coração. Coração que aperta no peito, que pede folga, pede descanso.&lt;br /&gt;Eu quero pai que você rejuvenesça, embora meu querer não queira dizer nada. Eu não queria ir depois de você, embora o meu querer não queira dizer nada. Eu queria te dizer tanta coisa, pai, mas querer não adianta. Talvez nem falar adianta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um feliz desaniversário, pai. Porque o aniversário mesmo foi ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ggGMAEm6wM0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ggGMAEm6wM0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-2997251877065203049?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/2997251877065203049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=2997251877065203049&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/2997251877065203049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/2997251877065203049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2009/11/desaniversario.html' title='Desaniversário'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-2124580638261487700</id><published>2009-11-09T05:38:00.002-08:00</published><updated>2009-11-09T05:46:17.499-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trilha sonora'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='perfis'/><title type='text'>Zéu e Laia</title><content type='html'>Defina em uma palavra Zéu e Laia: desembestados. Desembestam-se a correr com os ponteiros, desembestados a estudar, viver, gozar, tragar, sorver, comer, sair, voltar, andar e nadar. Nadar, nadar, nadar e nadar. Até morrer na praia.&lt;br /&gt;Quem dera fosse praia. É um pedaço de chão que congela e depois ferve, alternadamente, que alguns insistem em chamar de terra. Zéu e Laia não são dali, mas insistem. Porque é mais barato, é cômodo. É fácil, sobretudo.&lt;br /&gt;Laia e Zéu perderam o trem uma vez e agora sabe Deus quando ele passa de novo. Aí eles continuam existir na terra que ninguém mais escolheu voluntariamente como morada. Eles existem não existindo. Não firmam nada, Zéu e Laia têm sonhos de pó e casas desmontáveis. Laia e Zéu não trazem mais nada para casa, porque quanto menos peso mais fácil será pegar o trem, que passa rápido.&lt;br /&gt;Mas o trem não passa. E eles não escrevem ao maquinista. Aí o maquinista nem sabe que eles querem pegar o trem, mas Zéu e Laia, ainda sim, esperam.&lt;br /&gt;Laia e Zéu têm a bagagem certa para ir, nem grande nem pequena demais. Eles têm a roupa certa para viajar, o dinheiro contado, uma caravana de alegorias montada para vestir quando chegarem do lado de lá. Mas o trem desesperadamente não passa.&lt;br /&gt;Desembestadamente, Zéu e Laia correm em círculos, caçando qualquer parte da terra ainda não habitada. É preciso viver enquanto se espera. É preciso esperar, enquanto se vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final de Zéu e Laia você decide. Mas eu sei, não. Eu tenho certeza de que eles não vão seguir seu conselho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="353" height="132"&gt;&lt;embed src="http://www.goear.com/files/external.swf?file=612d3dc" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" quality="high" width="353" height="132"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-2124580638261487700?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/2124580638261487700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=2124580638261487700&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/2124580638261487700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/2124580638261487700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2009/11/zeu-e-laia.html' title='Zéu e Laia'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-8569665891702137077</id><published>2009-11-04T04:38:00.000-08:00</published><updated>2009-11-04T04:56:38.696-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divaguei'/><title type='text'>Sinais</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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Sentado na cadeira, seguindo com o olhar meus gestos, ele miou. Um miado chato, comprido. Olhei para ele e perguntei o quê? Ele continuou miando. Miando e me desafiando por trás dos olhos estrábicos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Fui lá e olhei. Tinha comida, o pote de água estava cheio, a areia limpa. Perguntei de novo o que foi? Queria dar uma volta, decerto, apesar de nunca sair de casa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Abri a porta, ele foi, cheirou os cantos, subiu uns degraus, olhou para mim, subiu mais um pouco. Aí, sem eu dizer nada, voltou. Calmamente, cabeça baixa, como se obedecesse uma ordem. Uma ordem tácita: você deve voltar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Fiquei me&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;perguntando o que queria o gato. Há dias reparo que ele anda triste, melancólico mesmo. Acho que ele tem depressão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ou está inconformado, apesar de eu duvidar da capacidade de inconformismo dos irracionais. Sempre achei que ele tivesse espírito de gente [mal dos donos pensar isso dos seus animais, usando expressões como “forte personalidade”, “vontade própria” ou coisas do gênero]. Se ele fosse gente, seria um serial killer, um psicopata, pensei. Mas não. O gato encarnava agora a personificação do gênio depressivo. Sabe que precisa de mais. Tem comida, tem água. Tem o que lhe supre o corpo, mas falta algo. Uma coisa que cutuca e não se sabe ao certo o que é. Às vezes se quer liberdade, mas quando se abre a porta vem o medo de sair. Ou a liberdade possível é pouca, restrita. Melhor seria desbravar o mundo. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Às vezes não é nada. Às vezes, simplesmente, o gato cresceu.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-8569665891702137077?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/8569665891702137077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=8569665891702137077&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/8569665891702137077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/8569665891702137077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2009/11/sinais.html' title='Sinais'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-717648729071501171</id><published>2009-11-01T05:37:00.000-08:00</published><updated>2009-11-01T05:46:35.389-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divaguei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quando pequena'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='era uma casa'/><title type='text'>A farinha de mandioca</title><content type='html'>Se um dia eu escrever um livro sobre minha família, cada capítulo terá o nome de algo que nos uniu. A &lt;a href="http://tatilazz.blogspot.com/2009/03/da-provincia.html"&gt;árvore &lt;/a&gt;do &lt;a href="http://tatilazz.blogspot.com/2009/03/uma-garca-incomoda-muita-gente-vinte.html"&gt;quintal &lt;/a&gt;nos renderá um capítulo, as &lt;a href="http://tatilazz.blogspot.com/2009/05/tal-pai-tal-filha.html"&gt;viagens &lt;/a&gt;outro, os &lt;a href="http://tatilazz.blogspot.com/2009/10/palhacada.html"&gt;aniversários &lt;/a&gt;mais um e ganhará espaço tudo o mais que significou a cumplicidade do pai, da mãe e dos três irmãos.&lt;br /&gt;A farinha de mandioca, por exemplo. Não conheço outra família do Sul do Brasil que come tudo com farinha, branca ou torrada. A influência, com certeza, é da matriarca nordestina. Quando ainda morávamos juntos, nos almoços e jantares, lá estavam os potinhos dispostos pela mesa carregando o produto. Os pratos não precisavam, necessariamente, ter molho para o acompanhamento. Comíamos farinha no seco, mesmo, tal qual aquelas famílias do sertão. Só faltava o calango.&lt;br /&gt;Quando vinha visitas, nos contínhamos. Não era tão fácil entender gente que comia tudo, tudo com farinha. Às vezes eu contava e perguntavam se não servia farofa. Não, não servia. Sem farinha chuviscada nos pratos, faltava algo. Colocar os potinhos na mesa era tão indispensável como talheres e copos.&lt;br /&gt;O fato é que o costume, aos poucos, foi sendo deixado de lado. Como dois integrantes debandaram, nenhuma das três casas tem mais seus potinhos. Por isso, repito, a farinha é um pedaço da nossa biografia coletiva. A farinha nos unia.&lt;br /&gt;Hoje, achei um pacote que sobrou de uma farofa que fiz. Ao almoçar, recolhi-a do armário e, num gesto quase de reflexão, despejei os grãozinhos minúsculos no prato. Uma homenagem silenciosa as minhas quatro pessoas que naquele momento almoçavam unidas, enquanto eu, na solidão, absorvia minhas lembranças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-717648729071501171?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/717648729071501171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=717648729071501171&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/717648729071501171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/717648729071501171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2009/11/farinha-de-mandioca.html' title='A farinha de mandioca'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-7971827835789664034</id><published>2009-10-25T17:53:00.001-07:00</published><updated>2009-10-25T18:00:12.388-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='elas'/><title type='text'>Ismália</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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Por que toda a gente, uma vez dividindo o mesmo cenário e as mesmas possibilidades de angústias, sorria? Por que se saber contente se Ismália sofria? Lembrou-se de uma professora de Literatura que dizia que o depressivo era o ser mais egocêntrico, porque achava que o universo girava em torno dele. E Ismália, de repente, se encaixou nessa definição. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Começou a chorar todo dia. Terminava o filme e ela chorava. Assistia à televisão e ela chorava. O debulho das lágrimas era insuportável, porque a angustiava de uma forma inexplicável. Era como se tentase conter com as mãos a água toda querendo sair das comportas de uma hidrelétrica. Sem água falta luz. Mas o choro, inexplicável, não conseguia libertar Ismália das amarras da alma.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A angústia parecia ter dia certo para se tornar mais intensa. No domingo. No domingo à noite. Ela não sabia se era pela programação da tevê, pela iminência da segunda ou pela confusão mental instalada. A tristeza de se sentir só, mesmo acompanhada. Paradoxal. Ismália tinha vontade de sumir, de buscar o porto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O porto nunca foi bonito, ela sabia, mas o considerava atraente. O porto é a intermediação do passado e do futuro. O presente. No porto só se deixa o que passou e só se busca o que há de vir. Nada mais. Haveria no mundo um porto infinito? Somente um porto absurdamente grande poderia abarcar os sonhos de Ismália.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Seu sonho, naturalmente, era ir. Como era difícil a dor da partida e as despedidas lhe agrediam a alma, Ismália planejava explodir para que suas partículas se reencontrassem longe dali. A mágica do seu sonho a libertava de uma mutação de si. Seu sonho era perfeito, mas Ismália, querendo ir, no fundo era ciente que seu desejo era aquela velha tentativa. Tentativa de fugir.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Deixar o porto, abandonar o presente. Como no porto só é possível um trajeto – é impossível comprar um bilhete em direção ao passado – Ismália concluiu que seu sonho era o futuro. Mas ela chorava porque aonde quer que fosse a mancha do presente a acompanhava. Estava presente, a insígnia, sempre com ela. Encalacrada, a marca do agora encobria Ismália como um véu. Por baixo do véu ela era só saudade e sonho. Por cima, o presente, encobrindo o caminho. Por dentro, a vontade de ser só ela. Ismália quis chorar mais uma vez. Ismália, confusa, dormiu. &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-7971827835789664034?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/7971827835789664034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=7971827835789664034&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/7971827835789664034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/7971827835789664034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2009/10/ismalia.html' title='Ismália'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-2144370421504037096</id><published>2009-10-18T11:31:00.001-07:00</published><updated>2009-10-18T11:33:12.551-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><title type='text'>Palhaçada</title><content type='html'>- Tatiana, lembra do Beto?&lt;br /&gt;- Que Beto?&lt;br /&gt;- Aquele que te acertava com machado inflável na minha festinha de 3 anos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei na hora. Tudo o mais se tornou irrelevante perto da massacrante lembrança daquela tarde. Inclusive o que minha irmã queria falar sobre o tal Beto, que hoje deve estar gigante. Eles se reencontraram num show esses dias, 12 anos depois do episódio do machado. “Legal”, comentei. “Nossa, tinha uma multidão e a gente se encontrou!”. “Hmm, legal”.&lt;br /&gt;Para comemorar os três anos da caçula, minha mãe retomou sua veia de promotora de eventos perdida depois da minha última grande festa, de 7 anos. Com 8 a caçula nasceu, as vacas emagreceram e fazer festa ficou mais difícil. Entretanto, houve uma sobra e deu para organizar uma festinha em sala de aula para celebrar o terceiro ano da minha irmã. O que era para ser simples, um bolinho com refrigerante, tornou-se um megalomaníaco evento. Com direito a vestido vermelho de veludo para a aniversariante, distribuição de brinquedos infláveis para os convidados, decoração montada com papel crepom, isopor... e um palhaço. Sim, era imprescindível ter um palhaço, para alegrar (?) a festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mãe, eu não vou.&lt;br /&gt;- Tatiana, por favor. Você coloca a roupa, fica um pouquinho e depois se veste normal. Só para ficar mais divertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela, como sempre, me convenceu. Diz meu pai que numa festa do meu irmão sobrou para ele ser o palhaço. Como ele não pôde comparecer à festa de 3 anos da caçula, eu não podia alegar que ele tinha mais experiência e deveria encarnar o papel. Meu irmão arrumou uma desculpa para não ir porque imaginou que iria sobrar para ele.&lt;br /&gt;Lembro-me que a parte mais divertida foi se arumar. As professoras se mobilizaram, vieram com maquiagem, prenderam meu cabelo, deram dicas. Prontinha estava eu em sala de aula quando trouxeram a tropinha de pestes.&lt;br /&gt;O primeiro que entrou me viu, começou a chorar copiosamente, agarrou-se na professora e assim permaneceu até o final da festa. E não pensem vocês que era um chorinho. Era um choro de pânico, o mesmo pânico da minha cara olhando para minha mãe. “O que eu faço, mãe?” “Fica longe dele”.&lt;br /&gt;Os outros agiram normalmente. Ou seja, nem deram bola para a palhacinha que tentava, em vão, chamar-lhes a atenção. A professora ajudava e estimulava brincadeiras. Galinha que põe, cabra cega, roda cotia e o que mais a imaginação lhe ajudava a inventar. O garotinho chorão continuava afastado dos demais.&lt;br /&gt;Uma hora as brincadeiras se esgotaram e Beto, o infernal (foi esse o apelido que lhe dei) teve a ideia de malhar o palhaço. Durante as rodas eu já tinha notado que ele me olhava de soslaio, com um risinho maroto. Mas achei que era a maquiagem. Não. Beto começou a implicar comigo e (lembra dos brinquedos infláveis?) começou a martelar a porcaria de um machado inflável em mim. No começo era de leve, depois começou a ficar pesado. Eu olhava com desespero para minha mãe, que achava bonito, chamava os outros para ver.&lt;br /&gt;Outros pestinhas gostaram da brincadeira. No começo eu gritava “aiai” escandalosamente, a la “Os Trapalhões”. Eles se divertiam. Depois os gemidos eram de verdade, porque eles começaram a apelar para beliscões e tapas. O espaço da sala de aula ficou pequeno. Uma hora me escondi embaixo da mesa da festa, tamanha a insistência. Eles me encurralavam e Beto, o líder, ficava do outro lado me esperando, machado em punho. Muito da minha maquiagem ficou no brinquedo. O cabelo se soltou, a peruca caiu. No final eu parecia mais uma assombração que um palhaço. O garotinho do começo já devia ter desmaiado ao se deparar comigo daquele jeito, não me lembro mais.&lt;br /&gt;Depois que terminou a festa, minha mãe tratou de recolher os restos. Docinhos, refrigerante, o que sobrou do bolo e o que sobrou de mim, que estava só o pó. Acabada, destruída por um bando de endiabrados que mal tinham saído das fraldas. Jurei para mim mesma que minha mãe não me pegaria de novo nessa. E que iria venerar todos os palhaços que cruzariam meu caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Pvp3bh4Ehwk/SttfGReA6pI/AAAAAAAAAIU/qjAw3s4ORtE/s1600-h/palha%C3%A7a.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 206px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Pvp3bh4Ehwk/SttfGReA6pI/AAAAAAAAAIU/qjAw3s4ORtE/s320/palha%C3%A7a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394009540079446674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No começo, sorridente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-2144370421504037096?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/2144370421504037096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=2144370421504037096&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/2144370421504037096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/2144370421504037096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2009/10/palhacada.html' title='Palhaçada'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Pvp3bh4Ehwk/SttfGReA6pI/AAAAAAAAAIU/qjAw3s4ORtE/s72-c/palha%C3%A7a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-8624753146145678542</id><published>2009-10-03T21:46:00.000-07:00</published><updated>2009-10-03T22:02:19.538-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='palavreado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trilha sonora'/><title type='text'>Da arte de não ser estonteante</title><content type='html'>Pode ser que eu não me encaixe nas “muito feias” que devem perdoar &lt;a href="http://letras.terra.com.br/vinicius-de-moraes/1048955/"&gt;Vinicius&lt;/a&gt;, mas definitivamente não tenho algo de flor, algo de dança ou algo de haute couture. Sou daquelas que se encaixam no grupo que ele denomina como coisa impossível: o meio-termo.&lt;br /&gt;Daquelas que acordam cedo para dar um empurrão na natureza, mas que precisam de muita sorte para que o cabelo colabore, para que a roupa caia bem justamente naquele dia e para que a impaciência não as faça romper laços defitivamente com o espelho.&lt;br /&gt;É difícil encontrar uma mulher estonteante, mas isso não quer dizer que seja coisa rara, muito menos impossível. Você não irá encontrá-la em qualquer esquina, mas, se reparar bem, em cada turma de amigos há de se ter uma, para desgraça das demais. Mulher estonteante chama a atenção, rouba olhares. É bela por si só, sem esforço. A bicha fica bonita fazendo careta em foto, não há fotogenia que explique. Passa xampu Palmolive e creme de pentear Neutrox, seca o cabelo ao vento e, ao final, parece só faltar uma moldura em volta. As estonteantes, ô racinha, costumam dizer: “o quê? Nem fiz nada, só bati o cabelo e saí”. Fica bela com cabelo preso com caneta Bic. É acordada no susto, lava o rosto e sai correndo e, quando chega, parece adentrar o recinto como um monumento. O âmbar de uma tarde.&lt;br /&gt;O rosto da mulher estonteante de Vinicius parece um templo e as estonteantes que eu conheço não sofrem com espinhas, maquiagem borrada ou imperfeições no sorriso. Elas sabem da sua beleza e, por vezes, até se envergonham da vantagem que possuem. Um presente dos deuses, entregue de bandeja.&lt;br /&gt;Não sou feia que não possa casar, como bradou Adélia Prado. Mas, após terminar de ler a receita de mulher de Vinicius, percebo que sou como um bolo embatumado, um arroz empapado (o parbolizado nunca gruda) ou uma carne tostada nas extremidades. Dá para encarar, mas... Algo deu errado na minha receita e não busco aqui um trocadilho infame com o verbo comer. Muito menos pretendo um tom de autodesprezo flagelante na minha colocação, entenda-se.&lt;br /&gt;As mulheres cuja receita deu certo, cuja fôrma foi devidamente untada e enfarinhada, que o forno não foi aberto antes de 30 minutos e, claro, que o fermento não passou da data de vencimento, sim. Essas são estonteantes. E o pior. As desgraçadas não se esforçam para tal.&lt;br /&gt;Tento imaginar qual é a desvantagem que uma mulher estonteante deve ter em sua vida. Todas as roupas provadas ficarem perfeitas no corpo? Até imagino a indecisão da coitadinha, diante de tantas peças, dentro do provador opressor. Ou ser alvo de intrigas por não-estonteantes invejosas? Um perigo. Quem sabe ser cantada pelos namorados das amigas, ser destino de olhares furtivos dos pais das amigas, dos chefes?&lt;br /&gt;A mulher estonteante, sendo um conjunto de virtudes, carrega em si não só a beleza do frescor da manhã, mas a elegância, a educação e a doçura. Uma lady. &lt;br /&gt;“O que você prefere, ser chamada de linda ou de inteligente?” “Inteligente”, respondi sem pestanejar. Mas uma parte de mim gritava, sufocada, que linda é o elogio, aquele elogio capaz de preencher sorrisos, mesmo os tímidos, de canto de boca. Gostosa pode ser vulgar, dependendo da hora e do interlocutor. Bonitinha, valha-me Deus, é uma feia gente boa. Estonteante não consegue exprimir tudo o que seu significado expressa. É uma palavra tão grande e desengonçada que parece um origami sendo desmontado. Bela é tão pouco usado na nossa língua que o elogio nem é tão utilizado. Lembra mais nome de cadela poodle ou loja de cosméticos.&lt;br /&gt;Já linda é como se fosse a expressão da beleza mais pura e singela, que diz tudo por si só, como no refrão do Caetano Veloso. Linda desliza por entre os lábios, como se a palavra dita fosse quase uma afronta. É muito pouco para toda a beleza escancarada na sua frente. São apenas cinco letras para definir a, palavras de Vinicius, coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação inumerável.&lt;br /&gt;Mas ela deve ter algum defeito, diga que tem. Não há imperfeição incalculável, dear Moraes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma delas:&lt;br /&gt;&lt;object width="353" height="132"&gt;&lt;embed src="http://www.goear.com/files/external.swf?file=f9c86a4" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" quality="high" width="353" height="132"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-8624753146145678542?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/8624753146145678542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=8624753146145678542&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/8624753146145678542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/8624753146145678542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2009/10/da-arte-de-nao-ser-estonteante.html' title='Da arte de não ser estonteante'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-9039722225235268507</id><published>2009-09-24T07:34:00.000-07:00</published><updated>2009-09-24T15:13:29.132-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trilha sonora'/><title type='text'>Eu sou você ontem</title><content type='html'>Por muito tempo acreditei que essa história de que tem gente que “não nasceu pra isso” era a maior furada. Não botava fé em papinhos como “não sei escrever”, “cozinhar não é para mim”, “sou descoordenada para pintar”, porque sustentava de que tudo se conquista com treino. Treino e prática.&lt;br /&gt;Isso até começarem minhas aulas práticas de direção. No mês que antecedou a primeira, a ansiedade da espera me consumia. “Vai estudando, minha filha”, recomendava meu pai. “Estudar como?” “Sei lá, vai olhando os motoristas, o que eles fazem”. Pobre papai. Mal sabe ele que eu refutei seus conselhos e nem sabia qual era o freio e qual era a embreagem na minha primeira aula. &lt;br /&gt;Mas fiz uma pose tão convincente no começo que a mulher perguntou se eu realmente nunca tinha pegado um carro na vida. Depois do primeiro cruzamento, do primeiro sinal quase avançado (salve os pedais idênticos para o instrutor!), das apagadas seguidas do veículo (foram tantas que perdi as contas) ela retirou o que disse. Tadinha, levou tantos solavancos que, se não fosse o cinto, eu ia ter de aplicar meu aprendizado de primeiros socorros ali mesmo.&lt;br /&gt;Já na primeira aula, voltei ao meu eu interior e refleti se eu estava disposta a continuar. “Tatiana, existem pessoas que não nasceram para dirigir”. Há coisas que nem com treino e prática. Quando eu perguntava para minha mãe como se cozinhava feijão, ela resmungava: duas faculdades e nem isso sabe. Não importa, mãe, tem coisas que não estão nos livros. É preciso dom, instinto. Com o fogão é assim. Acho que com a  direção é a mesma coisa. É preciso muito mais que prudência, atenção e perícia.&lt;br /&gt;Sob o volante, eu, muito doida, ficava ligada apenas nas tartaruguinhas e na sinalização horizontal (não fez autoescola? As indicações pintadas no asfalto. Rá) para parar. De repente, meu freio afundou sozinho. O carro brecou, olhei para a instrutora, que me apresentou o semáforo vermelho piscando na minha cara. Puta que pariu.&lt;br /&gt;A pobre teve de avançar para o volante algumas vezes. Muitas, vá lá, porque eu me distrai com umas coisinhas na rua e ela se obrigou a desviar o carro de um cone, da traseira de um caminhão de lixo, de um pedestre, de um vira-latas. Os elementos não estavam muito dispostos a colaborar comigo. Muito diferente dos que apareciam nos videozinhos de simulação das aulas teóricas, que, como atores no teatro, aparecem só no momento certo.&lt;br /&gt;Na segunda aula tive a impressão de ter progredido, porque até conversar com a instrutora eu consegui. E nem foi “o que eu faço agora?”. Ela perguntou onde eu trabalhava e isso foi o suficiente para eu desembestar a falar da minha vida. Conselho. Nunca vire amigo do instrutor. Você está lá para aprender a dirigir e não para ganhar terapia gratuita. Eu ainda me policio para não perguntar como é que funciona o trabalho dela. Outra nota mental: quando dirigir, não ligar o rádio.&lt;br /&gt;Hoje completei cinco aulas. “Pai, não vai perguntar como eu estou indo de autoescola?” “Olha, se você está falando comigo agora, sinal de que está tudo bem. Pelo menos não teve de acionar o seguro”. Minha mãe falou que quando eu quiser comprar um carro é para eu ver se não fica muito caro adicionar um freio e uma embreagem do lado do carona. Como se vê, apoio moral e incentivo vêm de casa.&lt;br /&gt;A instrutora disse hoje que talvez eu não precise de aulas adicionais. Mas não sei se posso confiar, por causa do vínculo emocional e tudo mais. Por isso, se você mora em Guarapuava, melhor redobrar a atenção. Diariamente, e até mesmo aos sábados, entre 9h e 10h, estou por aí. Num carro branco. Destemida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="353" height="132"&gt;&lt;embed src="http://www.goear.com/files/external.swf?file=403dde8" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" quality="high" width="353" height="132"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-9039722225235268507?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/9039722225235268507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=9039722225235268507&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/9039722225235268507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/9039722225235268507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2009/09/eu-sou-voce-ontem.html' title='Eu sou você ontem'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-9220306749040538023</id><published>2009-09-18T00:00:00.000-07:00</published><updated>2009-09-17T20:58:41.310-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quando pequena'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='perfis'/><title type='text'>Dôdo</title><content type='html'>Ele me aconselhou a prestar muita, muita atenção, desde a 8ª série, às aulas de Química e Física. “Senão, mais tarde, você vai se ferrar”. Ouvi, mas nunca obedeci. Outro conselho foi nunca ficar com ninguém na sala da faculdade. “Senão, depois, você vai ter que ficar olhando o cara por 4 anos”. Ouvi, mas, foi mais forte. Dito e feito. Tive de aguentar. Na minha adolescência, simulando um episódio de preocupação com minha honra, ele me aconselhou a jamais entrar sozinha em um carro com um cara. “Entrou no carro, tá fudida”. Eu devo ter entrado em muitos carros na vida, mas consegui sobreviver.&lt;br /&gt;Meu irmão é cinco anos mais velho que eu e, desde sempre, joga na minha cara que eu cheguei para ameaçar seu reinado. Entretanto, o título de líder sempre foi dele. E o de esperto. Eu passei no vestibular da universidade pública, mas quem morava na praia e curtia “sol até à noite”, como dizia umas das suas mensagens, era ele. Para mim sobrou o frio e a máquina de lavar roupa, presente que ele nunca engoliu não ter ganhado igual.&lt;br /&gt;Não posso, jamais, vangloriar-me de ter sido uma boa irmã. Infernizei-o, desde as apostilas riscadas quando teimei em aprender a escrever, passando pelos constantes ataques de choro, pelas brincadeiras sempre estragadas, até as palavras ríspidas. A única coisa que não admito foi ter derrubado no chão  o celular novo que ele ganhou no natal, acusação que me rendeu mais de um mês de desprezo por parte dele.&lt;br /&gt;Mas há o que lembrar de bom. Jamais vou esquecer de como “trabalhávamos” na sorveteria que o meu pai tinha, que eu considero hoje muito mais um presente para os filhos do que propriamente uma fonte de renda. Tomei tanto suco Dellis aquela época (vinham em latas de cinco litros) que até hoje enjoo ao sentir cheiro de suco de uva. Quando era pequena, planejávamos ficar acordados até o sol nascer, porque um primo meu disse que, a certa altura da noite, as estrelas se juntavam, formando um cavaleiro montado em uma cobra. Todas as noites dormíamos antes, de modo que nunca encontramos o cavaleiro celeste. Mas na tentativa de ficarmos de pé, assistíamos muitos filmes, os quais eu sempre procurei deixar arraigados na minha memória, mas com o tempo ela foi falhando. Porém, impressionou-me que, há pouco tempo, eu comentei com meu irmão sobre as histórias transmitidas nas madrugadas e ele também lembrava.&lt;br /&gt;Eu achava o máximo, aos sete anos, ter um canal de comunicação com meu irmão, uma gambiarra com walk-talkies que ele inventou, enchendo de fios o espaço entre as janelas dos nossos quartos. Toda noite, antes de dormir, na mesma casa, conversávamos e era sagrado eu dar boa noite a ele antes de pegar no sono. Um dia eu falei uma besteira na frente das visitas e, com raiva de mim, ele destruiu tudo.&lt;br /&gt;Se me perguntarem qual foi o momento em que mais me senti próxima do meu irmão, direi que foi há uns quatro anos, férias de julho, quando fui visitá-lo. Voltávamos de um bar e, trôpegos, quase dançávamos na rua. Ele me abraçou, seguimos andando e meu irmão me confessou que gostava da menina com quem tínhamos acabado de beber. Perguntou o que eu achava dela. E, desde então, sempre pediu minha opinião sobre garotas. A dele eu não peço, porque nunca é séria. Quase sempre, ao lhe falar de alguém, vem a reprimenda: “não tá dando pra ele não, né?”.&lt;br /&gt;Meu irmão sempre foi assim. Um babaca. Capaz de me arrancar gargalhadas com coisas ridículas e de me fazer arder de raiva por causa de rusguinhas igualmente ridículas. A infância passou, passsou a adolescência, chegamos à fase adulta e tenho a impressão que nossas brigas continuarão sendo de eternas crianças.&lt;br /&gt;Se você leu até aqui, gostaria de pedir desculpas pelas vezes que te fiz acreditar que nunca seríamos amigos. Cada vez mais acredito que o que se vive na infância perdura para sempre. Então, quero o walk-talkie, os filmes de Spielberg, os sucos de uva, o abraço depois do bar. Quero o melhor de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero que você seja feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Pvp3bh4Ehwk/SrMFR_endnI/AAAAAAAAAIM/wJa8VNCaMrg/s1600-h/rodolfo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 215px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Pvp3bh4Ehwk/SrMFR_endnI/AAAAAAAAAIM/wJa8VNCaMrg/s320/rodolfo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382651786293638770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-9220306749040538023?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/9220306749040538023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=9220306749040538023&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/9220306749040538023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/9220306749040538023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2009/09/dodo.html' title='Dôdo'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Pvp3bh4Ehwk/SrMFR_endnI/AAAAAAAAAIM/wJa8VNCaMrg/s72-c/rodolfo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-650774580484290528</id><published>2009-09-12T22:10:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T22:12:18.677-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divaguei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no ônibus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='era uma casa'/><title type='text'>My heroes</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1.USE%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Ao telefone&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Pai: Parabéééééns, minha filha!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Eu: Pelo quê?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Pai: Pelo dia do jornalista!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Eu: Ihh, pai, foi em abril!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Pai: [silêncio] Ah, eu inventei isso só para te ligar. E aí, como vão as coisas?&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Chegando de viagem&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Eu: Oi, mãe!!!! &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Mãe: Oi, menina&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Eu: Nossa, nem parece que faz três meses que a gente não se vê! Não está com saudade?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Mãe: Pois, é. Eu senti falta de um pintinho mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Eu: [...]&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Mãe: Mas eu ouvi a Xuxa dizendo que ele estava na montanha. Sabia que ele ia voltar. [risos]&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Pai: É patinho.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Mãe: Que seja.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Voltar a minha casa faz bem. É a casa dos meus pais, mas minha também. E nem é pelo peixe com leite de coco que minha mãe faz. Divino. E não só pelo arroz que eu nunca consigo fazer igual. Não é pelo meu pai esperando o momento certo de me pedir para corrigir “umas coisinhas”. Nem para matar a saudade da minha irmã, que até esses dias era uma menininha e agora passa esmalte nas minhas unhas e insiste para eu ensiná-la a se maquiar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para viajar, desafio até meu sono de pedra e decido encarar o ônibus que sai mais cedo. Mesmo com as cervejas da noite anterior, que me fazem chegar tarde e arrumar a mala mais sem lógica, trazendo coisas que nem sei como foram parar lá dentro. Não importa, aqui estou. Em casa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um dia antes recebi a mensagem: “amanhã quer que eu te acorde para não perder a hora papai”. Assim mesmo, sem ponto. A gente se entende. Disse que sim, mesmo sem saber se ele leria. Não podia perder esse ônibus, não dessa vez. No final das contas, tive quatro criaturas para me tirar da cama. Do outro lado da linha, gente que queria que eu não me atrasasse, mesmo que fatos anteriores mostrassem ser isso a lógica natural das coisas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas consegui. Cinco minutos antes, lembrei de pegar um jornal no qual publiquei a foto da minha irmã. Precisava carregá-lo para que ela o guardasse. Carreguei-o na mão e viajei com ele no colo dentro do ônibus.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Com a cabeça na lua, esqueci o dito cujo. Lembrei da bolsa, ao menos. E fui me lembrar do jornal esquecido só tempos mais tarde, quando já estava no carro com meu pai, em direção a nossa casa. Voltamos. Nem insisti, ele que sugeriu. Parecia entender que aquilo era importante. Mesmo meneando a cabeça, na certa pensando: essa menina ainda vai perder os filhos pela rua. Nada do ônibus. Fomos à garagem. “O que você esqueceu, moça?”. Não tive coragem de dizer que era só um jornal do mês passado. “Uma pasta de documentos”. Mas o ônibus já estava sendo lavado, em um posto do outro lado da cidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Meu pai nem cogitou desistir da ideia. Tomamos rumo. Cheguei lá, ainda deu tempo. Recuperei as páginas amassadas e rasgadas, mas a que mais importava ainda estava lá. Inteira.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Chegamos em casa só mais tarde e nem quis sair debaixo da asa deles. Também nem precisei abrir a mala, aquela sem nada realmente necessário. Aqui, na minha casa, tem tudo o que eu preciso. A paciência da minha mãe, suas histórias divertidas de trocas de palavras e sua comida de lamber os beiços. A inquietude da minha irmã, sua ânsia de querer me falar tudo de uma só vez e o orgulho que eu me vejo sentindo por ela. Meu pai, as respostas certas para tudo o que eu pergunto e a vontade de me fazer lutar, pelo que quer que seja. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Minha irmã não consegue tirar direito o excesso de esmalte das minhas unhas. Minha mãe só gosta de filme dublado. Meu pai é mais cabeça dura que eu, e insiste em viajar de ônibus, mesmo que de carro seja mais rápido e barato. Mas eles são capazes de salvar meu final de semana. E de ser o que eu mais preciso nesse momento. &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-650774580484290528?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/650774580484290528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=650774580484290528&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/650774580484290528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/650774580484290528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2009/09/my-heroes.html' title='My heroes'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-266269123815437440</id><published>2009-09-10T20:10:00.000-07:00</published><updated>2009-09-10T16:26:48.676-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='de uma vez só'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='palavreado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><title type='text'>Dez</title><content type='html'>É o número que dá início a contagens regressivas. O primeiro que a gente grita no Ano Novo. É o tanto de dedos que a gente tem na mão. Mas só um deles, o indicador, eu uso para contar no calendário quantos dias faltam. Dez. As coisas que a mocinha detesta naquele cara, aquele que já morreu, no filme. Os negrinhos daquele livro, da Agatha Christie. Aquele que eu nunca li. As teclas do telefone, sem contar a estrelinha e o jogo da velha. Dez são os botões de números, que, teclados na ordem certa, transportam-me para a conversa de todo o dia. A conversa dá saudade. São dez os risquinhos, no relógio, entre um número e outro. O ponteiro tem passeado por eles devagar, o desgraçado. Dez mandamentos. Demorei um tanto para decorá-los. O número do mês do meu aniversário. Dez unhas, as do pé, para cortar. O total de letras do meu sobrenome gigante. A nota que a gente quer tirar, isso se o sistema não for sacana e considerar o máximo cem e não dez. Aí dez vira um. Mesmo sem a vírgula no meio, meu amigo, dez vira um. O número de linhas de cada número da tabuada para decorar na 3ª série. O total de minutos a mais de sono em cada apertada de soneca no celular. Dez era o tanto de aniversários que eu tinha quando a gente se mudou e quando a gente ganhou os cachorros. Dez era o número de vagas da casa de praia das últimas férias, mas a gente apertou e entraram onze. Se eu fosse paciente, dez eram os anos em que eu ia demorar para concluir as graduações e a pós, com um espaço de folga, porque ninguém é de ferro. Mas como eu queria ser de aço, decidi terminar tudo em metade disso. E hoje me sinto como se tivesse dez anos a mais. Um décimo, uma década, decágono. Pensei no dez porque faltam dez dias para te rever. Mas pensei tanto que já é dia dez. E agora só faltam nove. Ainda bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-266269123815437440?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/266269123815437440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=266269123815437440&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/266269123815437440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/266269123815437440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2009/09/dez_541.html' title='Dez'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-61696989766896366</id><published>2009-09-01T20:24:00.000-07:00</published><updated>2009-09-01T20:34:51.550-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imagem e som'/><title type='text'>Luto</title><content type='html'>Em quatro teclas, a palavra se configura na tela. E externa a palavra com uma letra a mais, a que costuma deixar tudo sem explicação. Acredito que luto tenha esse nome porque é palavra homônima do verbo lutar conjugado na primeira pessoa do singular. Eu luto. Porque enfrentar um luto é batalhar para aceitar, embora sua vontade seja não acreditar e escapar do que seus olhos lhe apresentam. &lt;br /&gt;Eu sei que epistemologicamente luto não vem daí. Mas para mim faz sentido. Porque luto é singular. Quem está de luto, e luta, recebe o abraço, o apoio, a palavra amiga de gente disposta a mostrar que está ali. Mas o luto é só dele. Só ele poderá vivê-lo. Só ele é capaz de sentir completamente a dor que os milhares de cumprimentos desejam dividir. Dividir para distribuir o peso, para que se saiba que quem fica possui gente ao seu redor, disposta a ajudar a seguir em frente.&lt;br /&gt;Mas a presença, a simples presença do outro, para quem luta no singular, conforta. Um abraço, um leve afago, um silêncio pronto a ouvir, um olhar para consolar. Estive disposta a tudo isso. Mas não é fácil presenciar a cena mais triste da sua vida e continuar com o propósito da fortaleza. Você desmorona, mas de preferência baixinho, para que ninguém veja. Porque é preciso. É necessário você ali.&lt;br /&gt;Tentar viver o que sente alguém que sofre a morte do ente é atitude em vão. Porque você, você é o ser que fica. O que faz parte do mundo que fica. E segue, paralelamente, mas em vias muito próximas. E embora as palavras que você pensa em dizer escapem, embora tudo a ser dito pareça ser óbvio, você sabe do porquê de se estar ali.&lt;br /&gt;A gente vê pessoas jovens morrendo sem sentido em todos os canais. A gente lê, fica horrorizado. Mas não imagina a dimensão quando se está lado a lado. A história dramática está passando diante de mim como um filme triste, tenso e com um final não definitivo, mas que se desenrola dia a dia, desolador.&lt;br /&gt;O novelo da saudade e da dor que chega em diversas proporções não vão terminar. A lembrança fica. E fica mais. Mais de quem se foi permanece. Seja a vontade de conhecer o mar, o mundo, as letras. E o amor. Pouco tempo só, raros encontros, uma empatia espontânea. Tudo isso foi o suficiente. Para rasgar de tristeza. Para ensinar. Para deixar a dor melancólica, a dor por quem não vai voltar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/geDHzXg56UU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/geDHzXg56UU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-61696989766896366?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/61696989766896366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=61696989766896366&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/61696989766896366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/61696989766896366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2009/09/luto.html' title='Luto'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-7629503827085648551</id><published>2009-08-27T17:16:00.000-07:00</published><updated>2009-08-27T17:22:36.369-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='de uma vez só'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trilha sonora'/><title type='text'>Turbulência emocional</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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Já fiquei muito triste, de não consegui esconder. Fechei a cara e questionei os sonhos, que viraram pó. Achei uma solução, quebrei a cabeça, desenhei esquemas. Me vi livre. Entreguei os betes, senti saudade, quis que uma catapulta me arremessasse para bem longe. Fiquei feliz, acordei não me cabendo em mim. Recebi notícias como quem recebe um presente de rei mago. Aí voltei, voltei a mim, voltei às páginas, desejei uma terapeuta, um banho de sais. Desejei você aqui. Senti cansaço, de quase fechar o olho. Tive de escrever, mesmo sem saber a mensagem. Soube a mensagem, mas não pude escrever, nem falar. Pedi uma trégua, mas tive de continuar, para terminar. Porque assim, desse jeito me veria livre. E a possibilidade de ter de novo a responsabilidade nas mãos fez os sonhos se esfacelarem entre os dedos. Tive ciúmes, senti o rosto arder, só de imaginar. Não tive forças para nada, engoli a comida. Acordei com o olho inchado, não senti fome. Deixei o impulso me levar, acabei com quatro passagens na mão. Duas de ida, duas de volta. Trocaria todas elas por um bilhete só de ida para qualquer lugar, lugar nenhum.&lt;/p&gt;  &lt;br /&gt;&lt;object width="353" height="132"&gt;&lt;embed src="http://www.goear.com/files/external.swf?file=a0f5549" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" quality="high" width="353" height="132"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-7629503827085648551?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/7629503827085648551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=7629503827085648551&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/7629503827085648551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/7629503827085648551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2009/08/turbulencia-emocional.html' title='Turbulência emocional'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-8683525210463800852</id><published>2009-08-19T07:33:00.000-07:00</published><updated>2009-08-19T07:36:53.276-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='li ali'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divaguei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas metidos a poemas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><title type='text'>O porquê</title><content type='html'>A gente vive querendo mudar de emprego&lt;br /&gt;Muda. Aí acha triste não ter um amor&lt;br /&gt;E quando tem, arruma mais motivo para ser descontente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente vive sem dinheiro, mesmo quando ganha aumento&lt;br /&gt;Se atola em dívidas e quer mais&lt;br /&gt;E nem se lembra de quando vivia com pouco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente vê um velho amigo na rua&lt;br /&gt;Ele passa e nem te acena a mão&lt;br /&gt;E você diz para si mesmo que ele deve ter se distraído&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente entra numa loja mais chique que de costume&lt;br /&gt;Olha a cara de desdém da vendedora&lt;br /&gt;E ainda se arrepende de ter entrado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente quer emagrecer para conquistar alguém&lt;br /&gt;Fica brava quando o ponteiro não abaixa&lt;br /&gt;E acha que é isso o que importa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente toma antibiótico por qualquer coisa&lt;br /&gt;O corpo fica resistente&lt;br /&gt;E decide ir na farmácia comprar um mais forte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente trabalha mais do que deveria&lt;br /&gt;E bem mais pelo que ganha&lt;br /&gt;E no fim acha que está devendo favor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente vive o inverno todo resfriado&lt;br /&gt;Come mal e dorme pouco&lt;br /&gt;E pensa que assim está aproveitando a vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente ouve as perguntas das crianças&lt;br /&gt;E responde qualquer bobagem, porque estamos ocupados&lt;br /&gt;E nem sabe que, para elas, isso importa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente ganha folga&lt;br /&gt;E o tempo escapa antes que você resolva tudo&lt;br /&gt;E lembra de repente do poema&lt;br /&gt;Porque rápido e rápido são seis horas, sexta-feira e o Natal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ainda quero entender o porquê disso tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;* O poema a que me refiro é o do Quintana, “Seiscentos e sessenta e seis”.&lt;br /&gt;* Qualquer semelhança com Marina Colasanti e o seu “A gente se acostuma” não é mera coincidência.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-8683525210463800852?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/8683525210463800852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=8683525210463800852&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/8683525210463800852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/8683525210463800852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2009/08/o-porque.html' title='O porquê'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-8701231654443065354</id><published>2009-07-27T19:46:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T20:56:18.811-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divaguei'/><title type='text'>Cidade, minha cidade qualquer</title><content type='html'>Hoje faz frio e chove, como é comum nessa cidade fria e chuvosa. Mas há dias em que faz sol e é nesses dias que eu posso andar menos encolhida. Dia desses eu corria, e não andava, atrasada para um compromisso, sob o sol escaldante do meio-dia. No asfalto sob meus pés, um caminho que eu traçava diariamente há dois anos. Nas proximidades das ruas e calçadas havia meu antigo trabalho. Desde que pedi demissão, nunca mais tinha voltado a pé àquele lugar, uma região meio inóspita da cidade.&lt;br /&gt;Naquele tempo eu me sentia meio sozinha, com a pesada sensação de estar contrariando uma lógica inevitável: ir embora da cidade que me deu de presente o diploma. Eu deveria ter ido embora, mas continuava ali, nadando contra a maré da indiferença.&lt;br /&gt;E quando revisitei o lugar que foi palco do peso dos meus passos e da minha cabeça martelando com meus medos e sonhos, era como se eu tivesse voltando a toda essa gama de marasmo e, talvez, de indiferentismo.&lt;br /&gt;A certa altura, na rua deserta ouvi um barulho além dos meus passos. Uma carroça estava paralela a mim. Na minha cidade natal, onde um terço da população deve viver na área rural, não vemos carroças pelas ruas. Aqui, onde há oito vezes mais gente, os cavalos e os carros dividem as mesmas vias. &lt;br /&gt;Uma vez entrevistei um padre que pintava cenas cotidianas. Um dos quadros, o seu preferido, mostrava uma família em uma carroça em um meio urbano. Ele me contou que a cena existiu mesmo. A família eram fiéis da sua paróquia, que utilizavam aquele meio de locomoção para ir à igreja. Eu tinha reparado que a riqueza de detalhes da rua só poderia provar que se tratava de uma mimesis da realidade. O padre me revelou que decidiu pintar o quadro porque lhe chamou a atenção a família ir de carroça à missa, mesmo em um dia chuvoso. Por que, perguntava-me, tanta gente que tem carro desiste de ir à missa com frio e chuva e essa família não? Por que eles pareciam mais felizes que gente que tem posses? O que importa para cada um? Foi isso que intrigou o padre indonésio e foi isso que me arrancou alguns segundos de reflexão diante do quadro. &lt;br /&gt;Voltei à carroça ao meu lado. Nela, dois homens, alguns baldes e aquela expressão de desinteresse pelo tempo que o trajeto levaria para se completar. Poderiam chegar dali a dois minutos ou somente quando o sol se pôr, tanto faz, tanto fez. Um deles estava deitado, com um chapéu sobre a cabeça para se proteger do sol. Por um segundo, parecendo adivinhar que eu os observava como um pintor que encara a paisagem antes de retratá-la, o homem ergueu um pedaço da aba, espiou-me e, como minha imagem pareceu não lhe merecer atenção devida, logo voltou à posição inicial.&lt;br /&gt;Olhei de novo para o animal que puxava a carroça. O cavalo arrastava-se, carregando o peso dos homens, dos baldes, do cansaço do sol quente. Na calçada, eu arrastava minha cabeça cheia de lembranças, meu corpo cansado do dia anterior. Eu queria ultrapassá-los, e meus passos rápidos, as pisadas lentas do cavalo imprimiam à cena um som compassado, que feria o silêncio da rua.&lt;br /&gt;E naquele momento eu pensei na vida besta, nessa minha vida besta de meu Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-8701231654443065354?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/8701231654443065354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=8701231654443065354&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/8701231654443065354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/8701231654443065354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2009/07/cidade-minha-cidade-qualquer.html' title='Cidade, minha cidade qualquer'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-7306419043156237614</id><published>2009-07-21T21:17:00.001-07:00</published><updated>2009-07-21T21:21:56.269-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='episódios'/><title type='text'>Sem digitais</title><content type='html'>Digamos que meu processo de habilitação no Detran se encontra na metade. &lt;a href="http://tatilazz.blogspot.com/2009/04/mao-abanando-ou-burocraticas-sagas.html"&gt;Já comprovei a residência&lt;/a&gt;, já tirei a foto, já fiz o psicotécnico, aguentei 45 tortuosas horas de aulas teóricas (nas quais meu estado de espírito alternava entre a vontade de tomar cicuta e a ideia de quebrar o vidro e pular janela afora) e, finalmente, marquei meu teste teórico.&lt;br /&gt;Como a primeira data disponível era uns 20 dias depois do fim das aulas e como no simulado eu fui, digamos assim, meio abaixo das expectativas, decidi dar uma revisada antes. Tá, eu estudei. Meu irmão diz que é feio dizer que estudou para a prova do Detran. Mas eu li a apostila e fiz até um resuminho, que li no ônibus, no caminho até a prova. (Papai ficaria orgulhoso).&lt;br /&gt;Passei por cima das placas (passei o olhar em cima do conteúdo, não me joguei por cima das placas literalmente. Não quero ser reprovada antes de pegar o carro de aprendizagem!), porque confio na minha capacidade de percepção simbólica. Também passei reto a mecânica básica, porque eu nunca iria entender a diferença entre admissão, combustão e escape. E eu prefiro não saber minuciosamente como funciona a embreagem, porque sei que acharei complexo e na prática ia me dar um pânico de uma pane impedir a engrenagem de não funcionar diante do meu comando. De modo que existem coisas que devem apenas existir e exercer a respectiva função, sem maiores explicações.&lt;br /&gt;Outra coisa que pulei foi a tabela de infrações, apenas dei uma olhada superficial nas gravíssimas, dicas da professora da autoescola, que costumava dizer que a prova era “moleza”. Como não ia decorar tudo, mentalizei apenas o que aconteceria com um condutor bêbado, porque calculei que essa seria uma típica questãozinha filhadumamãe que poderia me pegar. &lt;br /&gt;Meu primeiro desafio não foi a prova, muito menos acertar os dois ônibus que eu deveria pegar para chegar ao destino. O surrealismo tatianístico começou na fila de entrada para o teste. Não sei o que o sistema de identificação de digitais tem contra mim, mas nunca dá certo. Apertei meu polegar umas 14 vezes, o indicador mais umas 11, o dedo médio umas 5. A tiazinha já havia perdido a paciência e decidiu dar prosseguimento à fila, mesmo parecendo transparecer que entre mim e uma golpista não havia diferenças. Na certa eu devia estar fazendo a prova no lugar de alguém, era o que seus olhos fuzilantes pareciam me dizer.&lt;br /&gt;Dentro da sala, a responsável por aplicar o teste quebrou o silêncio estarrecedor dos candidatos com uma chamadinha. Opa, apenas 4 nomes. E o meu estava lá! Ao final, ela, que havia dito os nomes com um sorrisinho, fechou a cara e disse: essas pessoas devem comparecer ao balcão ao final do exame porque ficaram sem digitais. Pronto, a suspeita foi readubada.&lt;br /&gt;Peguei a prova com a calma de um monge budista e depois do preenchimento das formalidades, comecei a ler. Primeira questão: “Conduzir um carro que emite gases em não conformidade com o que exige o Contran é uma infração que gera...”. Respirei. Segunda questão: “Um condutor que dirige transporte remunerado sem ser habilitado para isso é uma infração que acarreta...”. Pensei em como seria bom ter uma bombinha de asmáticos nesse momento. Terceira questão: “Transitar danificando vias e blá blá blá é caracterizado como uma infração cuja penalidade é...”. Pânico na torre. Calma, criatura, pensei. Vê uma que você sabe para alimentar sua autoconfiança.&lt;br /&gt;A primeira questão cuja resposta eu tinha certeza, sem titubear, era mais ou menos a 12ª e perguntava o significado do sinal verde do semáforo. Em algumas eu não conseguia descartar nenhuma resposta, porque qualquer uma parecia ser uma verdade. O problema era saber qual era a verdade maior. Confesso, brinquei de minha mãe mandou algumas vezes. Tremi tanto que tive medo de preencher errado o gabarito, uma retardadice mental, depois que a responsável por aplicar a prova explicou que tem que colocar “a letrinha bem grafadinha dentro do quadradinho sem forçar a canetinha e sem sobrar perninha”. Pedagoga, não precisava nem perguntar para saber.&lt;br /&gt;Terminei a prova nos 50 minutos máximos para o feito e me dirigi ao balcão. Encontrei um colega de aulas teóricas que também não tinha digitais. Ele, inteligente, dava para notar pelas aulas, achou a prova difícil e foi logo querendo conferir de cabeça se nossas respostas batiam. “Ah”, disse ele. “Aquela da placa era fácil. Curva acentuada à direita, né? Mole.” Faltou-me o ar. Todas as minhas respostas das placas tinha certeza que estavam corretas e nenhuma era parecida com sinal de curva. Antes de me entregar ao infarto, concluímos que as provas eram diferentes.&lt;br /&gt;No balcão, meu dedo passou no fim, bem no fim, das contas e eu fui pegar o ônibus. O terceiro cara sem digitais me seguiu e me abordou no ponto. “É a primeira vez que você faz o teste?”. “Sim”, respondi eu, simpática. “Poxa, essa já é a quarta vez que eu venho fazer”. Acho que ele notou que me escorreu uma lágrima diante da sua revelação.&lt;br /&gt;Nas longas 24h depois do teste até o resultado quase coloquei um ovo de preocupação. Angústia que se resolveu com um simples telefonema:&lt;br /&gt;- Oi, você pode me passar o resultado do teste teórico de ontem por telefone?&lt;br /&gt;- Nome?&lt;br /&gt;- Tatiana.&lt;br /&gt;- C.L.? Passou.&lt;br /&gt;- (AAAAAAAHHH, GAROTA. ARRÁ URRÚ) obrigada. (quantas será???????)&lt;br /&gt;- Acertou 25 tá?&lt;br /&gt;- (malditas infrações). Ah, ok.&lt;br /&gt;- Viu. Espere oito dias e aí venha marcar as aulas práticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve, cenas do próximo capítulo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-7306419043156237614?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/7306419043156237614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=7306419043156237614&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/7306419043156237614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/7306419043156237614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2009/07/sem-digitais.html' title='Sem digitais'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-6440440867851078586</id><published>2009-07-15T18:40:00.000-07:00</published><updated>2009-08-19T16:56:10.799-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quando pequena'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><title type='text'>Hermenegilda</title><content type='html'>Entre as muitas coisas que me acompanham desde que me entendo por gente, uma é Hermenegilda. Não sei ao certo por que ela surgiu, mas segundo a lenda familiar foi quando eu tinha uns dois anos. Minha mãe conta que eu ia participar de um concurso de Boneca Viva (uma espécie de competição de miss infantil) e minha madrinha resolveu me fazer uma pintinha na bochecha com lápis de olho. O local inflamou depois disso e nasceu uma ferida.&lt;br /&gt;A tal me acompanha desde então e aparece periodicamente, em intervalos de seis meses, aproximadamente. Bem criança minha mãe achava que era mordida de aranha e mandou detetizar a casa. Só adolescente fui descobrir que se tratava de uma herpes. “Mas herpes na bochecha?”, todos me perguntam. Realmente, não deveria existir. Contudo ela está lá, coçando, despontando e inchando minha bochecha de tempos em tempos.&lt;br /&gt;Um dia resolvi dar-lhe o nome de Hermenegilda, porque, como ela fazia parte de mim, deveria ter um nome. Hermenegilda gosta de viajar e quase sempre aparece nas minhas viagens de férias. Lembro que quando era pequena, minha família tentava achar uma lógica para seu aparecimento. “Acho que é o sol forte”, minha mãe arriscava. E lá ia a Tatiana para cima e para baixo lambuzada de protetor solar e com chapéu cata-ovo ridículo. Aí Hermenegilda surpreendia e vinha no inverno. “Deve ser falta de vitamina”, palpitava meu pai. E lá ia a Tatiana enfiando uma cápsula diária de vitamina C goela abaixo. Como Gilda gostava muito de mim, surgia sempre, desafiando qualquer lógica. Com o tempo, aprendi que ela vem quando a imunidade está baixa, quando não me alimento bem, estou muito cansada, ou quando me estresso demais. Ou seja, não demora muito e quando estou prestes a esquecê-la a coceira característica surge. Aí sinto uma leve ardência, a sensação de que vários bichinhos estão correndo por dentro da minha bochecha e Hermenegilda explode.&lt;br /&gt;Quando ainda estudava no colégio, a herpes apareceu e minha mãe achou melhor eu ficar em casa. Mandou-me ir ao posto de saúde pegar um atestado. Na fila de espera, uma mulher que também aguardava me encarava longamente, até que tomou coragem e veio falar comigo. “Tadinha, você apanhou do seu marido?”. Eu devia estar meio inchada, mas o comentário acabou com minha autoestima. O médico me deu atestado de três dias, mas chutei o balde e faltei mais de uma semana.&lt;br /&gt;Pessoas que têm doenças recorrentes costumam se identificar com outras que sofrem do mesmo mal. Ao invés de se saudarem em silêncio, elas compartilham receitas caseiras, remédios, soluções mirabolantes para disseminar o conhecimento popular e acabar com o que lhes aflige. Eu já fiz parte do clã da amigdalite, mas desse mal eu não sofro mais, depois da extração das amigdalas. Hoje divido com quem tem herpes minhas angústias:&lt;br /&gt;- A sua coça?&lt;br /&gt;- Coça.&lt;br /&gt;- Você já tentou tomar remédio além de passar a pomada?&lt;br /&gt;- Desse?&lt;br /&gt;- É! Ei, você compra cartelas separadas?&lt;br /&gt;- Não, só a caixinha.&lt;br /&gt;-Já ouviu falar que peixe não é recomendado para quem tem herpes?&lt;br /&gt;- Mentira?!&lt;br /&gt;- Li em algum lugar.&lt;br /&gt;Hermenegilda já significou para mim choro e vontade de morte. Hoje é apenas a sensação de que algo não vai bem e que preciso reavaliar certas coisas. Dormir mais, comer melhor, trabalhar menos, esse tipo de coisa. É apenas um ciclo, que em cinco dias - ou, na pior das hipóteses, sete – vai desaparecer, sem deixar vestígios. Quer dizer, sobra uma marca ou outra, principalmente por causa da minha ansiedade em tirar as casquinhas antes da hora. O fato é que Hermenegilda vai, mas volta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8525720696193471242-6440440867851078586?l=tatilazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tatilazz.blogspot.com/feeds/6440440867851078586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8525720696193471242&amp;postID=6440440867851078586&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/6440440867851078586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8525720696193471242/posts/default/6440440867851078586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tatilazz.blogspot.com/2009/07/hermenegilda.html' title='Hermenegilda'/><author><name>Tatiana Lazzarotto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10047811648008639110</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8525720696193471242.post-9182834960896128872</id><published>2009-07-05T19:40:00.000-07:00</published><updated>2009-07-05T19:52:14.958-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='about me'/><title type='text'>Expectadora do Teatro</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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